Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Dezanove
A Saber

As notícias de Portugal e do Mundo

A Fazer

Boas ideias para dentro e fora de casa

A Cuidar

As melhores dicas para uma vida ‘cool’ e saudável

A Ver

As imagens e os vídeos do momento

Praia 19

Nem na mata se encontram histórias assim

Porto: Hospital de Santo António passa a ter consultas especializadas para pessoas trans

surgery-1822458_1920.jpg

Até então, só em Coimbra existia uma equipa multidisciplinar de atendimento a pessoas trans. Agora, a região norte passa a ter um serviço semelhante.

Envolvidas neste novo serviço estão dez especialidades clínicas: psicologia, psiquiatria, pedopsiquiatria, pediatria endócrina, cirurgia plástica, urologia, ginecologia, anestesiologia, endocrinologia e endocrinologia pediátrica, o que permite que as pessoas sejam seguidas na mesma unidade.

O acesso a estas consultas transgénero pode ser requerido pelo sistema “normal” de marcação no Hospital Santo António, no Porto, seguindo-se um agendamento para uma triagem onde será feita avaliação dos utentes.

Rosa Monteiro já tinha anunciado esta novidade nas comemorações do  17 de Maio. Segundo a Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, esta é “uma iniciativa inserida na estratégia para a saúde das pessoas transgénero, que lançámos em 2019, e que materializa uma resposta necessária e especializada na região norte, há muito reivindicada pela sociedade civil”.

Efectivamente, muitas associações e pessoas trans têm vindo, ao longo do tempo, a reivindicar a descentralização dos serviços de saúde, uma vez que entendem que apenas uma unidade de referência nacional especializada em casos de disforia de género no Serviço Nacional de Saúde é insuficiente para dar resposta às necessidades das pessoas trans que residem em Portugal.

Assim, este poderá ser um importante passo no sentido de melhor atender essas necessidades. No entanto, Avelino Fraga, médico responsável pelo serviço de Urologia do Hospital Santo António, lembra que o serviço “está numa fase numa fase inicial, e há ainda alguns aspectos técnicos para serem desenvolvidos e melhorados da nossa parte, nomeadamente no aperfeiçoamento cirúrgico”. Por isso não quer “criar falsas expectativas aos utentes que estão à espera” pode ler-se na Visão.

 

Sara Lemos