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“Super-Straight”: Ser transfóbico nunca foi tão fácil quanto o é hoje em dia

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Nesta segunda era de luz virtual, de progressismo, de união, de igualdade, há uma comunidade que continua a lutar por ter os seus direitos reconhecidos como membros desta pluralista sociedade mundial. Isto revelou ser uma montanha tão íngreme que se viram forçados a criar uma “sexualidade inteira”, completamente “original” e “válida” para ganhar uma posição política e social que lhes foi negada toda a sua vida. Senhoras, senhores, intermediários e os que escaparam ao binário, o Tik Tok (entre outras redes sociais) tem o prazer de vos apresentar: os Super Hetero.

 

Por demasiado tempo, o lobby trans controlou a narrativa e tomou conta do universo virtual. Impossível de os escapar, sem onde se esconder, receosos da pena de morte do Twitter (a cultura do cancelamento, tão fora de mão que pode negar a existência virtual de uma pessoa durante quase duas semanas), os trans exigem algo que para muitos é demasiado: serem reconhecidos pelo género que são. Não só isso, mas já há anos que fazem demandas de nunca lhes ser negado um encontro amoroso em qualquer base! “Se não me queres namorar” dizem eles que dizem os trans “és transfóbico e mereces arder no Inferno do cancelamento virtual!” Honestamente, nunca pensei ver o dia em que essa comunidade tivesse tanta força política e social como actualmente, inegavelmente, tem. É nazismo mascarado de aceitação, mas é que é mesmo!

Face a este fascismo, os heterossexuais do mundo que não são de todo transfóbicos apenas nunca em um milhão de anos sob qualquer circunstância namorariam alguém trans não tiveram escolha. Ao verem os seus irmãos hetero sucumbirem às demandas de homens que parecem mulheres para enganar o justo, tomaram uma posição que ganhou popularidade especialmente na aplicação Tik Tok, o Tumblr de 2020. Já não se identificam como só heterossexuais. Eles são super heterossexuais! Basicamente, tão heterossexuais que basta um cromossoma trocado apenas para servir como justificação suficiente para rejeitar qualquer indivíduo, sendo que esta sub-categoria de heterossexualidade tem a particularidade de ser presente em pessoas completamente irresistíveis a pessoa trans. Mas calma, não é discriminação! Antes pelo contrário, discriminados são eles!

Rejeitar uma pessoa por base da sua identidade trans é um direito pelo qual a luta tem de ser divulgada e apoiada com todos os batalhões que possuímos, porque, infelizmente, nesta era de luz virtual, existem ainda pessoas e inteiros grupos até que são fanaticamente intolerantes a esta nova sexualidade. Em pelo século XXI. Que vergonha para o progresso. Em diálogos online, estes fascistas do género escondem-se por detrás de desculpas medíocres como “ninguém está a obrigar ninguém a namorar uma pessoa trans se não quiser, o problema está em rejeitar a pessoa apenas por ser trans e nada mais, provavelmente essa é uma posição que necessita de um pouco de auto-reflexão” ou “pelo amor de Deus, as pessoas trans não estão assim tão desesperadas por quem as queira namorar, calma”, chegando ao cúmulo de acusar os super hetero de inventarem a sua sexualidade numa tentativa de ganhar pontos de simpatia para com a sua transfobia! Notoriamente os detentores da razão aqui são os super-hetero, e ninguém me poderá tirar essa ideia. Vale a pena sublinhar, atenção, que pessoas com essa sexualidade são normalmente homens cis heteronormativos. Mais um agravante para nós, pessoas dentro da maioria social que é a comunidade LGBTIQ+, metermos a mão na consciência e termos empatia por essa minoria inocente.

Meus queridos super heteros, esta é a minha mensagem para vocês: vocês são válidos. São importantes. Têm o meu apoio e o de milhares! Não deixem de se fazer ouvir, não deixem de lutar, de espalhar a mensagem, de serem quem são, por favor! Preciso do entretenimento.

 

Summy Luís, activista