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Nem na mata se encontram histórias assim

35 e solteiro

miguel.png

Tenho 35 anos (quantos anos é isso em anos gay?) e continuo solteiro. A maioria das pessoas da minha idade já encontrou um parceiro de longa data, um marido ou uma esposa. Muitos já têm filhos. À medida que os anos passam, torna-se cada vez mais difícil evitar perguntas do género: quando é que casas? Como é possível ainda não teres encontrado alguém? Não sentes vontade de ter filhos? Inúmeras vezes usei desculpas como: estou demasiado ocupado com a minha carreira, por isso não tenho tempo para namorar; antes de assentar, quero viajar e conhecer o mundo; etc.

Será que nós encaixamos?

Sofia Seno Marta Santos dezanove.png

É cada vez mais comum ligarmos a nossa televisão e vermos um casal homossexual numa novela ou num anúncio de televisão. A novidade aqui é que agora isso é possível mesmo nos canais generalistas, onde outrora não havia este espaço.

"Girl" Should Have Been Interrupted

Alice Cunha.png

Olá, o meu nome é Alice. Sou uma mulher trans, e todos os anos morro um bocadinho por dentro com filmes que homens cis fazem sobre mulheres trans. Este ano foi o “Girl”, de Lukas Don’t. Dhont. Desculpem a gralha. Partilho com vocês aqui alguns pensamentos sobre este filme, que vi no Queer Lisboa 22. Entretanto o festival já acabou, no passado sábado dia 22, e o filme até foi premiado (falarei disso adiante). Normalmente estas coisas deviam ser publicadas assim logo, no dia seguinte à projecção, pimbas, mediatismo, discussão, isso tudo. Mas espero que me desculpem o atraso, enquanto pessoa directamente envolvida na temática, a raiva e a dor que este filme me causaram dificultaram a escrita deste artigo. Mas pronto, mais vale tarde que nunca. Aqui vai!

 

A vitória dos direitos dos homossexuais na Índia é uma vitória global

Diogo Vieira da Silva e Guru Praksh.png

História foi feita, ou porventura corrigida, na semana passada pelo Supremo Tribunal da Índia, quando uma decisão Constitucional descriminalizou a lei arcaica nº377 do Código Penal indiano. Existem muitas dimensões morais, éticas e sociais com esta proclamação, que foram discutidas por vários intervenientes.

 

A Madonna faz 60 anos

Manuel Moreira foto de Joana Correia

A carreira e a vida da Madonna são, para a maioria das pessoas que conhecem o fenómeno  - e se há nome identificável em quase todas as partes do Mundo é o da Madonna - feitas de "antes de" e "depois de". Porque ela anda cá há muito tempo e toda a gente tem sempre alguma coisa boa ou má a dizer da Madonna e toda a gente tem a "sua" Madonna preferida. Antes e depois das plásticas, antes e depois dos filhos, antes e depois de ter deixado de fazer "bons álbuns".

Orgulho LGBT+: de Stonewall à contemporaneidade brasileira

William Galvão.png

Na madrugada de 28 de junho de 1969, um grupo de policiais de Nova York fez uma rotineira e violenta batida no Stonewall Inn, bar onde a hostilização e abusos policiais eram frequentes. O local reunia gays, lésbicas, bissexuais, pessoas trans, drag queens e outras figuras marginalizadas.

 

 

“Não pareces nada gay, disfarças bem!”

Ângelo Fernandes.png

Por vezes ouvem-se elogios que são proferidos de forma a destacar pela positiva um homossexual discreto dos ditos efeminados. No entanto, quando se proferem elogios como “tu não pareces nada gay”, “enganas bem”, “ninguém diria”, “pareces mesmo um heterossexual” ou “deviam é ser todos como tu; não entendo porque têm de ser efeminados só porque são gays”, está-se a reproduzir estereótipos de género, nomeadamente a ideia tradicional do que é ser homem e também a ideia errada de que o gay tem de ser efeminado.

 

 

Marielle, presente! Hoje e sempre

Geanine Escobar Marielle Franco.png

Marielle Franco, 38 anos, mulher negra, cria da favela da Maré, filha de Marinete e Antonio Francisco da Silva Neto, mãe de Luyara, namorada e companheira de vida de Monica Benício, estudante de cursinho popular, prounista, socióloga, mestra, professora, filiada ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), com 46.502 votos tornou-se a quinta vereadora mais votada no Rio de Janeiro em 2016, ativista pelos direitos humanos, defensora das causas LGBTT+. Ativista acadêmica comprometida com a produção de uma escrita contra hegemônica e verdadeiramente preocupada com a efetividade das teorias que estudava.

Inês Marto: O poder do feminino: transformismo, um eco de alma (com vídeos)

Inês Marto.png

Há coisas em nós que não se conseguem explicar nem com dois dedos de conversa, nem com meia dúzia de páginas de texto. O efeito lunar que o poder do feminino tem em mim é uma delas. E o pináculo disso, para mim, está no transformismo, por ser uma ode à mulher.

 

Romeu Monteiro: “Tudo começa por dar a cara”

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Desde 2008 coordenei muitas dezenas de reuniões de apoio a jovens LGBT. Reuniões de jovens cujas famílias não sabiam onde eles estavam ou o que estavam a fazer. Em que a resposta a "quando é que pensas contar à tua família" era quase sempre "quando terminar o curso", porque temiam ficar sem casa, sem sustento, sem possibilidade de continuar a estudar.

 

 

"Ainda há quem tenha de se 'esconder' para garantir a sua integridade física e moral"

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Assinala-se hoje o Dia Internacional da Não Violência e da Paz nas Escolas. Convidamos Rita Gonçalves, uma das alunas da Escola Secundária de Vagos que, em conjunto com mais colegas, se mobilizou em Maio passado contra a homofobia na sua escola.