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Taimi, a nova app de encontros gay que vai chegar a Portugal

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Apresenta uma fusão de funcionalidades entre o Instagram e o Tinder. Fomos saber mais sobre a Taimi durante a Websummit.

 

“De acordo com uma sondagem de 2017, 33% dos norte-americanos ainda considera os relacionamentos homossexuais “moralmente errados”, e 23% acha que as relações consentidas entre dois adultos do mesmo sexo não deveriam ser legais. Um em cada quatro trabalhadores LGBT + nos EUA foi vítima de discriminação no emprego.” Segundo o press release, é neste contexto que surge a Taimi, com mais de um milhão de utilizadores nos EUA, Reino Unido, Canadá e Índia - onde surgiu logo após a descriminalização das relações entre pessoas do mesmo sexo. Portugal, Alemanha e Holanda são os países que se seguem nesta restrita lista já no próximo ano, conta-nos Helen, uma responsável do projecto presente na última Websummit. Acresce saber que Portugal surge por pedido directo dos utilizadores que residem nos países onde a aplicação já existe.

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Mas o que diferencia esta rede social num mundo que parece dominado pelo Grindr, Tinder ou Scruff?

Foi lançada inicialmente como app de encontros, embora tenha adoptado a filosofia de uma rede social. Portanto, para além de fazer deslizar ecrãs para escolher candidatos a encontros, como no Tinder, até fazer o tão desejado (ou ignorado) "match", os utilizadores também podem aceder aos conteúdos do mural: vídeos, stories, participar em grupos e seguir as actividades do seu grupo. A responsável explica-nos que à primeira o interface parece semelhante a todas as restantes apps, mas é nas características específicas que a Taimi se destaca. Criada com o foco na segurança, nesta app existe a possibilidade de efectuar vídeos durante os chats de modo a garantir a autenticidade das interacções. Uma medida de segurança com o intuito de facilitar os encontros entre os utilizadores, que depois se tornou moda, assegura Helen, gestora do projecto. Mas os critérios de segurança não ficam por aqui. Os utilizadores podem validar o acesso à app através de um código pin ou de impressão digital. Para além disso, na Taimi há uma equipa de validação da autenticidades das fotos utilizadas dos perfis e que também está atenta a burlas online ou a possíveis menores de idade. Helen considera que todos estes elementos contribuem para criar um espaço seguro entre a comunidade LGBTI. “No Facebook se pesquisarmos por temas LGBTI verificamos que muitos utilizadores apenas interagem em grupos fechados por estarem dentro do armário porque há um estigma em torno desta comunidade. Ao criar uma app dedicada e segura, mais facilmente as pessoas podem ser quem são sem problemas” comenta a gestora.

“Neste momento a app dirige-se apenas para homens gay. Quando começamos, consideramos que nos deveríamos concentrar numa faixa da comunidade e termos a app aperfeiçoada antes de avançar para o resto da comunidade e o resto do mundo. Já estamos a trabalhar para no próximo ano ter mulheres, transgéneros, assexuais, etc. a bordo” afiança a responsável.

Nos dias de hoje continua a fazer sentido conhecer pessoas através de aplicações em vez de conhecer as pessoas em carne e osso? “Sim. No mundo moderno, sobretudo quando estamos a falar de localidades e regiões mais pequenas, não há muitas pessoas da comunidade. Neste caso uma app pode facilitar o contacto com outras pessoas da comunidade. O nosso objectivo não é tornar-nos mais populares que o Grindr ou Tinder nem lutamos para isso. Somos algo diferente. Somos uma app com redes sociais integradas para fortelecer as relações sociais entre comunidade oferecendo um produto de qualidade com uma perspectiva diferente.” pequena parte da comunidade a que chegamos estiver feliz, nós também vamos estar”  

Para rematar, a app está em estreita colaboração com associações de defesa dos direitos das pessoas LGBTI.  Nos EUA a Taimi fez fez uma parceria com o Projeto Trevor – que visa apoiar jovens LGBTI e queer em situações de risco de suicídio. Basta clicar num botão do perfil para receber apoio.  

 

Paulo Monteiro