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Um balanço incontornável do Mês do Orgulho LGBTQI+

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A Hungria saiu a perder, da competição que é o somenos importância, mas da guerra que ‘comprou’ com a Europa.

 
O Primeiro-Ministro, Viktor Orbán, ao exigir que a UEFA proibisse a iluminação cor as cores do arco-íris no estádio Allianz Arena em Munique, conseguiu chamar a atenção da Europa meio adormecida em relação à lei anti-LGBTQI+ aprovada pelo governo húngaro.
Os movimentos LGBTQI+ europeus já estavam a pressionar Bruxelas para que tomasse uma atitude relativamente à aprovação dessa lei.
Assim a Comissão Europeia viu-se forçada a tomar uma posição pública e pela voz da sua Presidente Ursula von der Leyen, veio reconhecer que era uma vergonha uma lei como essa num estado membro da UE.
E concluiu afirmando, “Usarei todos os poderes legais da Comissão para garantir que os direitos de todos os cidadãos da UE sejam garantidos”.
Esperemos que estas palavras tenham efeito em medidas e sanções práticas para a Hungria, a fim de reverter a sua decisão.
Esta posição gerou uma onda de revolta que organização viu-se forçada a passar uma imagem de aceitação das pessoas LGBTQI+, alterando o seu logotipo integrando as cores da bandeira da comunidade.
"Por cá a vergonha não foi menor"
Mais tarde e questionado por jornalistas, Augusto Santos Silva, Ministro dos Negócios Estrageiros, esclareceu que enquanto governo português condenava a decisão húngara, mas enquanto presidente da UE tinha o dever de imparcialidade, remetendo qualquer outra posição para o Conselho Europeu. Na prática ficou tudo em ‘águas de bacalhau’.
As redes sociais estiveram muito activas nesta questão, chamando a atenção das pessoas LGBTQI+ e não só, para a atrocidade do silêncio do governo português.
A ILGA Portugal apelou à Federação Portuguesa de Futebol uma reacção que prontamente reagiu exibindo o símbolo das selecções portuguesas por cima da bandeira arco-íris.
Outros clubes, marcas e empresas rapidamente fizeram o mesmo. O país uniu-se em torno desta questão.
O país uniu-se em torno desta questão.
Por fim e sob toda a pressão que estava a acontecer da Europa, o Primeiro-ministro húngaro cancelou viagem para Munique e não esteve a assistir ao jogo e não viu ao vivo o herói do dia, um jovem que assistia ao jogo, entrou pelo campo dentro com uma bandeira arco-íris no preciso momento que tocava o hino nacional húngaro.
Muitas foram as empresas, marcas, organismos europeus e mundiais, que de uma forma ou de outra vieram apoiar esta situação, que não se trata apenas de uma questão da família LGBTQI+, mas acima de tudo uma questão de Direitos Humanos.
O Ministério dos Negócios Estrageiros informou que assinaria a Carta dos 13, no dia 1 de Julho dado ser o dia em que deixa a presidência rotativa da União.
Certo é que Junho, o Mês do Orgulho LGBTQI+, acaba por ter um balanço positivo, pois nunca a questão dos direitos da comunidade foram tão falados e por tanta gente, nunca tiveram tanto tempo de antena, tanto debate, tanto texto de opinião, tanta visibilidade.
Certo é que Junho, o Mês do Orgulho LGBTQI+, acaba por ter um balanço positivo, pois nunca a questão dos direitos da comunidade foram tão falados e por tanta gente, nunca tiveram tanto tempo de antena, tanto debate, tanto texto de opinião, tanta visibilidade.
E com toda a certeza não ficará por aqui.
Há que aproveitar esta situação e manter as lutas por direitos LGBTQI+ em cima da mesa, manter a chama acesa e continuar com o apoio às comunidades na Hungria e na Polónia. Enfim, continuar com as lutas de todos nós, por todos nós.
 
Miguel Rodeia