Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Dezanove
A Saber

As notícias de Portugal e do Mundo

A Fazer

Boas ideias para dentro e fora de casa

A Cuidar

As melhores dicas para uma vida ‘cool’ e saudável

A Ver

As imagens e os vídeos do momento

Praia 19

Nem na mata se encontram histórias assim

Violência doméstica contra pessoas LGBTI: o debate da Associação Plano i e Centro Gis

violência doméstica contra pessoas lgbti

Realizou-se ontem, 12 de Maio de 2020, um debate online sobre o tema “Violência Doméstica contra pessoas LGBTI” promovido pela Associação Plano i e Centro Gis.

Este debate foi moderado por Paula Allen, Vice-Presidente da Associação Plano i e Directora Técnica dos vários projectos da Associação e responsável pelas questões LGBTI. Também contou com a presença de dois técnicos: Marta Zenha, Coordenadora Técnica da Casa Arco-Íris (Casa de Acolhimento de Emergência para vítimas de violência doméstica LGBTI) e Tiago Castro, Psicólogo responsável pelas consultas de psicologia, psicoterapia e grupos terapêuticos do Centro Gis.

Esta iniciativa insere-se no âmbito da situação actual vivenciada, provocada pela covid-19 que poderá dar origem a diferentes tipos de violência doméstica contra as pessoas LGBTI.

Durante este debate, além de terem sido abordadas questões ligadas ao surgimento e funcionamento da Casa Arco-Íris e do Centro Gis, também foram abordados alguns aspectos ligados à temática da violência doméstica contra pessoas LGBTI.

Segundo Tiago Castro o número de pessoas acompanhadas pelo Centro Gis não pára de aumentar. Actualmente 489 pessoas estão a ser acompanhadas e perto de 100 dessas pessoas são vítimas de violência doméstica. Além disso, grande parte das vítimas de violência doméstica são mulheres, destacando-se aqui as mulheres transexuais.

Marta Zenha falou sobre a sua experiência enquanto Coordenadora da Casa Arco-Íris. A técnica considerou que os maiores desafios no acolhimento são o próprio processo de acolhimento e de integração, pois as vítimas têm de se adaptar a uma nova realidade. Também defende que o momento de saída da casa de acolhimento pode ser crítico, uma vez que a saída muitas vezes é precária, sendo marcada pela falta de trabalho ou trabalho precário e outros factores que a colocam em vulnerabilidade e consequentemente a tornam susceptível de ser novamente vítima de violência doméstica. Neste momento este centro de acolhimento alberga nove pessoas que têm em comum o facto de serem vítimas de violência doméstica e de estarem numa casa que não é sua e com pessoas que não conhecem.

Por fim, as limitações provocadas pela covid-19 provocam nas vítimas uma espécie de sensação de reclusão, situação idêntica à que já vivenciaram quando estavam a ser vítimas de violência doméstica.

Este debate está disponível na página de Facebook da Associação Plano i, podendo ser consultado em https://www.facebook.com/associacaoplanoi/videos/619645791962737/

 

Tatiana Portela

 

Não percas nenhum evento LGBTI online nestes tempos de pandemia! Vê a lista completa aqui: https://dezanove.pt/calendario-lgbti-online-2020-respostas-1321564