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Zé Manel: "Ninguém é responsável pela sua felicidade além de si e ser feliz exige alguns sacrifícios"

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Zé Manel, uma voz (e cara!) bem conhecida do panorama musical português é, sem dúvida, uma das pessoas de relevância que nunca podemos esquecer de referir no que toca à voz activa de direitos LGBTQIA+. Os seus dois EP’s, expetativa (lançado a 30 de Outubro de 2020) e realidade (lançado a 27 de Agosto deste ano) chegam até nós, agora, como um só.

É impossível ficar indiferente à melodia, letra e videoclipe do tema existir, um dueto com o artista brasileiro Philipi. Neste tema, os artistas cantam sobre um amor livre. De preconceitos, estereótipos. Acolhedor, intenso - amor no seu estado mais puro.
Quem comprou os CD’s em pré-venda, recebeu também uma parte deste artista: todos foram autografados, contendo mensagens personalizadas e sementes de girassol - num convite ao renascer de cada um.
Conversámos com Zé Manel sobre este trabalho, sem esquecer a pessoa e a vida por trás da vertente musical.

 

dezanove: Como surgiu o conceito do videoclipe existir?
Zé Manel: Surge da universalidade com que deve ser vivido e aceite o amor. Algo que deve estar ao alcance de todos de forma transversal e unificadora e nunca servir como pretexto de segregação ou anulação dos que não o vivem de igual forma.

 

É perceptível, ao ouvir o Realidade, que falas de amor em todas as suas faces: mesmo daquela que dói e que nos marca por isso mesmo. Será que podes desvendar um pouco do processo criativo deste trabalho?
Acho que é um processo mais simples e menos encantador do que vos podia dizer. Apaixono-me, dá merda, dói, cresci e escrevo sobre esse processo.

 

No videoclipe Existir somos brindados com várias pessoas a amarem-se, num convite à união e à inclusão. Mas também à representatividade. Tendo em conta o contexto social e político que vivemos, crês que a sociedade está cada vez mais receptiva a todas as formas de amor e à liberdade de expressão?
Honestamente, não sei. Acho que há muita polarização de tudo e muito pouca abertura a um diálogo onde aceitemos que há e deve haver lados distintos do nosso, que merecem igual respeito e atenção. Acredito num equilíbrio impossível de conquistar quando enfatizamos as diferenças e vivemos num constante nós/eles.

Apaixono-me, dá merda, dói, cresci e escrevo sobre esse processo.

 

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O que podemos esperar dos concertos de apresentação do álbum, para além de um espaço seguro para sermos quem somos, seguindo (e muito bem) o teu exemplo?
Podem esperar humanidade. Lágrimas, falhas, gargalhadas, alguma timidez bem disfarçada e acima de tudo honestidade naquilo que vos é entregue, com tudo o que de menos bonito isso implica.

 

Que mensagem gostarias de deixar aos leitores do dezanove.pt que ainda têm receio de amar e de viver, em toda a sua plenitude?
Que se lembrem que a vida são dois dias, que ninguém é responsável pela sua felicidade além de si e que ser feliz exige alguns sacrifícios, muita coragem e uma grande dose de “que se foda”.

 

Podes seguir o Zé Manel nas redes sociais e espreitar abaixo o videoclipe mágico do tema existir, em colaboração com Philipi.

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Fica ainda a par da agenda do Zé Manel para os próximos dias: 

04.12.2021 - FNAC Alfragide - 17:00
05.12.2021 - FNAC Vasco da Gama - 17:00
10.12.2021 - FNAC Almada - 17:00
11.12.2021 - FNAC CascaisShopping - 17:00
17.12.2021 - FNAC Faro - 18:30
17.12.2021 - FNAC AlgarveShopping (Guia) - 21:30

 

Entrevista de Maria Raposo