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Uma rede de 10.000 jovens LGBT e simpatizantes

 

É um dos projectos mais visíveis da associação rede ex aequo, caso único no panorama associativo LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros) e raro entre associações juvenis em Portugal. Nascido a 2 de Fevereiro de 2002, o fórum da rede ex aequo acaba de atingir os 10.000 membros registados.  Foi criado há 8 anos como espaço de apoio e convívio para os jovens LGBT e simpatizantes, numa época onde o isolamento predominava, tentanto preencher uma lacuna, tal como hoje, para que os jovens possam comunicar, falar abertamente e criar amizades num espaço saudável, seguro e informativo. O acesso aos conteúdos publicados do fórum é livre, promovendo assim a circulação de informação de temática LGBT. Existe apenas a necessidade de efectuar um registo online para interagir activamente com outros membros e nas discussões sobre os mais variados temas.

O dezanove foi tentar perceber com André Ventura, membro da Direcção da rede ex aequo, um pouco mais sobre esta plataforma de sucesso em Portugal e que recebe mais de 2600 visitantes únicos por dia:

Uma caminhada para não esquecer (actualizada)

 

No próximo dia 10 de Dezembro, sexta-feira, irá ocorrer um itinerário de sensibilização e memória em Lisboa, que terminará com um período de vigília, por todas as pessoas que, no mundo, pela sua orientação sexual ou identidade de género, são condenadas à morte, presas ou vítimas de crimes de ódio. Os dados de Maio de 2010 da ILGA internacional indicam que a homossexualidade é crime em 78 países no mundo e que em oito destes países ocorre pena de condenação à morte. No dia 10 de Dezembro assinala-se o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Trabalhadores do sexo querem mostrar que existem (vídeo)

“O calendário dos Trabalhadores do Sexo 2011 é uma resposta forte e corajosa para reivindicar uma existência própria, independente, voluntária e independente. Um grito para escapar dos papéis sociais associados com a miséria e marginalização de uma actividade ilegal. Um ano para mostrar uma realidade escondida por falsa modéstia ou nenhuma empatia, doze oportunidades para lembrar que o corpo é propriedade individual e que o trabalho sexual (realizado por adultos em uma voluntária e independente) deve ser reconhecida como uma actividade profissional.”

Maioria dos gays portugueses continua “dentro do armário”

Apesar de Portugal ser um dos poucos países do mundo que reconhece o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a forma como a comunidade gay masculina vive a sua orientação sexual ainda está longe da aceitação total. Segundo os resultados preliminares do estudo EMIS (The European MSM Internet Survey), a maioria dos homossexuais masculinos portugueses continua dentro do armário, uma situação bastante distante da que se verifica na generalidade dos países da Europa Ocidental e que só encontra paralelo com a Europa de Leste. Dos 5.391 homens portugueses que participaram no estudo, 38,4 por cento afirmam estar “fora do armário”, um valor distante das maiorias que se registam na Alemanha (64,5 por cento), Espanha (65,1 por cento), Reino Unido (66,9 por cento), França (68,3 por cento), Bélgica (75,1 por cento) ou Holanda (81 por cento). Analisando apenas os países da Europa do Sul que integram a União Europeia, além de Espanha, apenas Itália (44,7 por cento) e Malta (51,2 por cento) apresentam valores mais animadores (44,7 por cento) que o caso português. Em contraste, 34,4 por cento dos gregos declaram ter saído do armário. Um número que cai para os 28,3 por cento no Chipre.

“Enormes diferenças podem ser encontradas em relação ao estar 'fora do armário'. Mais de dois terços dos homens estavam 'fora do armário' no Reino Unido, França, Suécia, Noruega, Bélgica e Holanda. Menos de um quarto estavam 'fora do armário' na Bósnia, Macedónia, Moldávia, Sérvia, Roménia, Croácia, Turquia, Lituânia, Ucrânia e Bielorrússia”, pode ler-se nas conclusões preliminares a que o dezanove teve acesso.

 

7,8 por cento vivem com VIH

O EMIS é o maior estudo feito até hoje na Europa com homens que fazem sexo com homens (o que inclui homossexuais, bissexuais e homens que se declaram ser heterossexuais). Ao todo participaram 180 mil homens de 38 países. O questionário esteve disponível online em 25 línguas desde Junho até ao final de Agosto deste ano.

Os primeiros resultados indicam que 45,9 dos participantes portugueses fizeram o teste para o VIH nos últimos 12 meses, isto quando a média do estudo é de 34,6 por cento. “O rastreio de VIH no último ano foi mais comum em Espanha, Portugal, Bélgica, e França. Foi menos comum na Lituânia, Finlândia, Eslovénia, Croácia e Turquia”, referem as conclusões. Além disso, 7,8 por cento dos participantes portugueses vivem com VIH, quando a média europeia se situa nos 4,8 por cento.

“Menos de 2 por cento de todos os participantes (incluindo os que nunca fizeram o teste do VIH) foram diagnosticados com VIH na Bósnia, Eslováquia, Chipre, Bulgária, Turquia, Malta, Estónia e Bielorrússia. Inversamente, mais de 9 por cento de todos os participantes foram diagnosticados com VIH na Suíça, Reino Unido, França, Luxemburgo e Holanda”, indica o relatório preliminar. No entanto, os responsáveis referem que estes valores podem não reflectir a verdadeira proporção “uma vez que algumas infecções ainda não foram diagnosticadas e que a motivação dos homens que vivem com VIH para preencher o questionário do EMIS pode variar entre os países. Uma média de idade mais elevada em alguns países pode igualmente ter contribuído para uma maior percentagem de homens infectados pelo VIH”.

Uma boa notícia: 65,9 por cento dos portugueses sentem-se satisfeitos com a sua vida sexual. A média europeia situa-se nos 55,6 por cento. Os homens mais satisfeitos encontram-se em Espanha, Bélgica, Suíça, Holanda e França, que são também os países onde existem maiores percentagens de homens fora do armário. O relatório final do EMIS será divulgado em Setembro do próximo ano.

 

Rui Oliveira

Qatar (machista e homofóbico) fica com Mundial de futebol

A FIFA apanhou toda a gente de surpresa quando revelou ao mundo que o país anfitrião do Mundial de Futebol 2022 seria o Qatar, pais que é mais conhecido por ser um nome constante em listas de países que abusam os direitos humanos. O presidente do comité, Sheikh Mohammed bin Hamad Al-Thani (foto), saiu em defesa do seu país, dizendo que as pessoas tinham de deixar estas “ideias preconcebidas” em relação ao Qatar. E continuou: “Essa ideia que as mulheres são oprimidas é completamente errada.”

No entanto, em Maio deste ano a Amnistia Internacional publicou um relatório preocupante, no qual se lê que as mulheres no Qatar enfrentam discriminação e violência e que centenas de pessoas são arbitrariamente privadas da sua nacionalidade. Este relatório, que cobre o período de 2009, também declara que pelo menos 18 pessoas, na sua maioria estrangeiras, foram punidas por crimes relacionados com “relações sexuais ilícitas” ou consumo de álcool, com uma pena de flagelação, entre 40 e 100 chicoteadas. A Amnistia Internacional apelou ao Qatar para “suspender as restrições aos direitos de liberdade de opinião e expressão e promover a liberdade de imprensa”.

Outra questão que causa controvérsia, é o facto de a homossexualidade ser ilegal neste país. Ed Connel, o porta-voz da Gay Football Supporters Network declarou: “A FIFA está a tentar enviar uma mensagem de que a homofobia é inaceitável mas ao mesmo tempo apoia um país onde a homossexualidade é ilegal. Como é que as pessoas vão interpretar o compromisso da FIFA em combater a homofobia quando apoiam um pais desta forma? É uma mensagem muito contraditória.”

Para o Qatar e para o Médio Oriente esta é uma data memorável. Al-Thani declarou: “Iremos organizar este evento com paixão e assegurar que será um marco na história do Médio Oriente e da Fifa. Agradeço em nome dos milhões de pessoas no Médio Oriente por acreditarem em nós. Prometo que não iremos desapontar.” Desapontados, no entanto, estavam os Estados Unidos que eram os grandes favoritos para ganhar a organização deste evento, mas perderam na quarta ronda por 14 votos contra 8 a favor. O Mundial de 2018, onde Portugal concorria ao lado de Espanha, foi ganho pela Rússia.

 

 

Fonte: The Guardian

O calendário dos Dark Horses e a estreia de um homem no da Pirelli

Depois de Patrick Demarchelier (2008), Peter Beard (2009) e Terry Richardson (2010), cabe a Karl Lagerfeld a responsabilidade pelas fotografias da edição de 2011 do calendário da Pirelli. As fotos seguem o tema da mitologia grega e romana, contando com a participação, entre outras, da actriz Julianne Moore. Pela primeira vez na história do calendário, visível em muitas oficinas de automóveis espalhadas pelo mundo, um dos meses é ocupado com a fotografia de um homem. A estreia coube a Baptiste Giabiconi.

 

Já a equipa portuguesa de rugby Dark Horses agendou para 11 de Dezembro, no Bric (Lisboa), a apresentação do seu calendário para 2011, com fotos dos membros da equipa. Os pormenores serão conhecidos na próxima semana.

 

 

 

 

EUA: Juiz incita à violação correctiva de lésbicas nas forças armadas

Joe Rehyansky, um veterano da guerra do Vietname e juiz no estado norte-americano do Tennessee escreveu num artigo do jornal conservador “The Daily Caller” que as  lésbicas deveriam ser aceites nas forças armadas para que os soldados heterossexuais as “convertessem”.

O juiz declarou que os homens são naturalmente mais promíscuos que as mulheres e que desde tempos imemoriais o trabalho do homem era “saltar de árvore em árvore e procurar nas cavernas o maior número de mulheres possível para subjugar e engravidar – não é um trabalho fácil, mas alguém tem de o fazer”.

Rehyansky também afirmou que a promiscuidade dos homens gay, aliada ao VIH teria “consequências devastadoras a nível da saúde pública” se estes servirem nas forças armadas pois “os homossexuais propagam doenças a um ritmo alarmante e devem ser excluídos da vida militar.” E continua: “Não deveriam os bravos guerreiros heterossexuais ser poupados à indignidade de ter de partilhar os chuveiros com homens quem têm prazer lascivo ao ver os seus corpos bem torneados, e que estarão tentados a procurar mais do que apenas olhar?” Para Rehyansky, a política de aceitar apenas lésbicas nas forças armadas “removeria a população 'broke back' [homossexual] deste círculo, dando a oportunidade aos soldados heterossexuais de converterem as lésbicas e de as trazerem para a norma”. Estas declarações estão a causar alarme em grupos LGBT por incitar à violação correctiva e por dar a entender que os homens são violadores por natureza.

 

Lúcia Vieira

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