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Os prémios LGBT mais completos do país estão de volta. Temos distinções para todos. Até para os piores.

Ao longo de 2015 escrevemos quase 600 artigos que acompanharam a actualidade LGBT em Portugal e no mundo. Da nossa análise atenta do quotidiano encontrámos os premiados da edição 2015 dos Prémios dezanove. São estes os vencedores:

 

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Ao contrário de outros países, em Portugal o acesso ao casamento e à adopção por parte de casais de pessoas do mesmo sexo não foram reconhecidos em simultâneo. Se o casamento foi aprovado em 2010, tivemos de esperar por 2015 para que, após quatro chumbos, a lei da adopção tivesse passado no Parlamento. O apoio foi inequívoco. PS, Bloco de Esquerda, PCP, PEV, PAN e 19 deputados do PSD votaram a favor. Até no CDS duas deputadas abstiveram-se na proposta do PS.

 

 

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Foi o culminar de uma batalha jurídica. O Supremo Tribunal dos Estados Unidos deliberou que os casamentos entre pessoas do mesmo sexo eram legalmente constitucionais em todo o território, tornando o país no 21º do mundo a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. O casamento era já legal em 37 estados norte-americanos. O avanço legislativo teve repercussão mundial, ajudado pelo Facebook que permitiu que as fotos de perfil dos utilizadores fossem “pintadas” pelas cores do arco-íris.

 

 

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É certo que foi a maioria parlamentar de Esquerda que permitiu a aprovação da adopção de crianças por casais de pessoas do mesmo sexo, mas convém não esquecer que, pela primeira vez, no programa do PS às legislativas estava preto no banco o apoio à adopção e o fim das restrições do acesso à procriação medicamente assistida. Espera-se que António Costa, que na autarquia de Lisboa apoiou várias iniciativas anti-discriminação e marcou presença no Arraial Pride, não torne a questão da igualdade num assunto invisível.

 

 

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Conhecida até então como Bruce Jenner, ex-atleta olímpico, Caitlyn surpreendeu a América ao assumir-se como mulher. “Bruce sempre mentiu. Viveu uma mentira a vida inteira e não consigo fazê-lo mais”, foram as palavras da ex-atleta numa entrevista a Diane Sawyer. Depois do comunicado, Caitlyn tornou-se activista pelas questões trans, tendo recebido vários prémios pela sua coragem e contribuição para uma maior visibilidade trans. Considerada pela imprensa americana como a mulher trans mais famosa do mundo, posou para a famosa revista Vanity Fair e lançou um documentário intitulado “I am Cait”, que acompanha o seu processo enquanto mulher trans.

 

 

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O primeiro-ministro luxemburguês Xavier Bettel deu que falar em Maio ao casar-se com o companheiro, Gauthier Destenay, tornando-se no primeiro líder da União Europeia a casar com alguém do mesmo sexo. Convém não esquecer que em 2010 a primeira-ministra da Islândia, Johanna Sigurdardottir, foi a pioneira em termos políticos, por dar o nó com a então companheira. Ainda assim o casal luxemburguês foi capa de várias revistas pelo seu casamento e apareceu publicamente a manifestar o amor que os une. O casal agradeceu todas as mensagens de felicidades que recebeu, incluindo a enviada pelo dezanove.pt.

 

 

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Começaram por fazer vídeos no YouTube sobre culinária de uma forma divertida e sem preconceitos, gravaram episódios especiais no mês do orgulho LGBT a convite da ILGA, deram abraços grátis contra a homo, bi e transfobia juntamente com a rede ex aequo, escreveram artigos de opinião para o dezanove.pt sobre a homofobia no nosso mundo, foram ouvir e questionar o famoso terapeuta ex-gay e marcharam ainda pelas ruas de Lisboa apelando à saída do armário. No entanto, foi com o vídeo viral a andar de mãos dadas e aos beijos pelas ruas de Lisboa que Pedro e Lorenzo se projectaram nacional e mundialmente. Depois disso foi vê-los sem medo a assumir o seu amor, a reivindicar os seus direitos e a lutar contra a homofobia que ainda existe.

 

 

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Pedro Delgado Alves, Isabel Moreira, Elza Pais, João Galamba, Pedro Nuno Santos e Catarina Marcelino. Foram eles os deputados proponentes do projecto-lei que passou a consagrar o 17 de Maio como o Dia Nacional Contra a Homofobia e Transfobia em Portugal. A petição lançada pelo dezanove.pt há dois anos foi decisiva para o agendamento da votação já em final de legislatura. O projecto foi aprovado por todos os partidos com assento parlamentar.

 

 

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José António Saraiva é já um habitué do dezanove.pt. O arquitecto, que foi director do Expresso e fundador do Sol, continua a escrever uma crónica no semanário Sol, onde adora abordar temas LGBT. Este ano afirmou que “As ‘paradas gay' são um perfeito disparate”, na crónica “O armário”, e questionou se “As referências estão a desaparecer?”, insurgindo-se contra a “figura grotesca da mulher com barba”. Com as ameaças à viabilidade do Sol, será que vamos ficar privados das suas preciosas crónicas?

 

 

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Júlia Pereira foi uma das responsáveis pelo aumento da visibilidade das pessoas trans em Portugal em 2015. Foi com a possibilidade de ser eleita a primeira deputada trans, pelo Bloco de Esquerda, que Júlia se tornou conhecida do grande público. Concedeu várias entrevistas onde ajudou a descomplicar junto da opinião pública a questão trans. No entanto, o seu papel como activista já é longo, participando em debates e encontros, também parlamentares, na luta pelos direitos das pessoas trans e intersexo. Liderou a marcha do Orgulho LGBT 2015 e é dirigente da API – Acção Pela Identidade, uma associação que se tem destacado muito pela positiva.

 

 

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Numa entrevista intimista a Daniel Oliveira, Cláudio Ramos assumiu publicamente a sua homossexualidade pela primeira vez no programa Alta Definição da SIC. A sua orientação sexual sempre foi comentada e o seu ex-relacionamento era do domínio público, mas esta foi a primeira vez que Cláudio verbalizou o assunto na televisão. "Eu achava que era heterossexual", declarou Cláudio Ramos ao apresentador Daniel Oliveira.

 

 

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Os vinte anos de trabalho da ILGA Portugal pelo reconhecimento dos direitos das pessoas LGBT tiveram o seu corolário com a possibilidade de adopção de crianças por casais do mesmo sexo. Esta foi uma matéria onde a associação desenvolveu um trabalho de fundo junto da comunidade LGBT, opinião pública, partidos políticos e comunicação social. Depois de anos de lobby pelo que deveria ser adquirido em qualquer Estado de Direito, a igualdade só foi possível com a chegada da nova maioria parlamentar de Esquerda.

 

 

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Lorenzo e Pedro são uma das sensações do ano 2015. O casal propôs-se fazer alguns vídeos em que mostrariam um casal homossexual a andar de mãos dadas nas ruas de cidades portuguesas e filmar a reacção das pessoas, à semelhança de outros vídeos que existem filmados noutras cidades do mundo. Depois do primeiro vídeo ter sido filmado em Lisboa, seguiu-se a cidade do Porto. Estes vídeos tiveram grande repercussão na comunicação social. Aguardamos (im)pacientemente pelo resultado de outros vídeos que a dupla prometeu fazer.

 

 

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A direcção do Queer Lisboa não descansou enquanto não levou o mais antigo festival de cinema da capital para o Porto. Mas não o fez da Invicta uma mera extensão. Criou um festival de raiz com programação e vida próprias. Em 2014 tinha havido uma edição 0, mas 2015 foi o ano 1 do Queer Porto, de onde saiu vencedor o filme “The Royal Road”. A iniciativa foi apoiada pela autarquia do Porto, nomeadamente Paulo Cunha e Silva, vereador da Cultura, um vulto da Cultura que faleceu precocemente.

 

 

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Num ano assumidamente prolífico em experiências cénicas LBGT – novas criações de Miguel Bonneville & Maria Gil, André Murraças, Marta Freitas / Mundo Razoável, Teatro do Eléctrico, Elmano Sancho, entre tantos outros – não podemos distinguir um espectáculo quando houve um teatro municipal que assinalou os 25 anos da publicação do livro de Judith Butler com um ciclo inteiro, recheado de iniciativas. “Gender Trouble – performance, performatividade e política de género” decorreu de 5 de Maio a 24 de Junho no Maria Matos Teatro Municipal. O rico programa incluiu espectáculos nacionais e estrangeiros – de Vera Mantero, Luís Castro / Karnart, Lander Patrick, Mariana Tengner de Barros, Cecilia Bengolea & François Chaignaud, Mette Ingvartsen ou Pere Faura –; conferências com alguns dos mais relevantes pensadores da temática (como Ann Pellegrini, Francesca Rayner ou João Florêncio, terminando com a própria Judith Butler); um ciclo de vídeo-arte com presença e apresentações dos artistas visuais; e terminou com uma festa performativa, Bender-mente, na discoteca Lux, onde participaram vários criadores e intérpretes, como Filipe Canha, Miguel Moreira, Ana Borralho & João Galante ou Filipe Viegas, além de Simone de Oliveira. Gender Trouble, um projeto House on Fire, teve curadoria de Mark Deputter e Salomé Coelho (com Andreia Cunha, Laura Lopes e Sezen Tonguz) e contou com apoio do Programa Cultura da União Europeia.

 

 

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A diva veio a Portugal. Envolvida em polémica antes, durante e depois de ganhar o Festival da  Eurovisão, Conchita Wurst tem conseguido, para além de cantar, passar a mensagem de amor e respeito para com a comunidade LGBT. A convite (inédito) da discoteca Trumps, a “mulher barbuda” marcou ainda presença na final do programa Ídolos da SIC e concedeu inúmeras entrevistas onde falou da sua carreira e de Direitos LGBT. A curta actuação de Conchita em Lisboa deixou os fãs em delírio e fez ressuscitar o interesse pela Eurovisão.

 

 

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Pornográfico, sexual, incómodo, explícito, incisivo, irónico, sempre muito crítico, divide e granjeia amores e conquista ódios. Há também quem lhe chame arte. É assim o cinema de António da Silva. Este “Doggers”, realizado em conjunto com Miguel Arroja não é excepção. Ao longo de 16 minutos os realizadores captam com câmara escondida o engate nos recantos do parque de estacionamento do Estádio Nacional, no Jamor (Oeiras). O termo “doggers”, que dá título ao filme, foi emprestado do inglês e procura fazer uma descarada comparação com o comportamento que alguns cães têm quando vêem outros cães a terem relações sexuais: algumas vezes participam, mas muitas das vezes só observam.

 

 

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Custa apenas um euro, na versão digital, e contém dez anos de história da cultura queer, através do olhar de 50 personalidades entrevistadas por Bruno Horta. Artistas, teóricos, activistas e outras figuras nacionais e internacionais, distribuídas em sete secções (Discursos, Géneros, Literaturas, Palcos, Músicas, Visões e Corpos) respondem ao repto de Bruno Horta sobre os respectivos pensamentos e a queerness de que são testemunho. Bruno Horta foi o primeiro jornalista a assegurar duas páginas semanais sobre temas LGBT na imprensa portuguesa (secção gay da Time Out Lisboa), uma cobertura comprometida depois do seu afastamento daquela revista.

 

 

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“Change it”. A necessidade de mudança que todos sentimos espelhadas num tema interpretado por Isaura levou muitos a novas reflexões e decisões. Quanto custa libertar-nos? Quanto custa ficarmos reféns? Deixa-te seduzir pelas notas deste tema marcante, coloca-te no lugar da rapariga deste videoclipe e sente-te inspirado(a) a mudar. A Isaura deu o mote, mas a mudança és tu.

 

 

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É um lugar comum reduzir o programa de entrevistas de Daniel Oliveira à pergunta “O que dizem os teus olhos”, mas é aqui que têm decorrido algumas das entrevistas mais íntimas e mais comoventes com várias figuras públicas LGBT, como o foi o caso de Ana Zanatti ou Diogo Infante ou, já este ano, a Daniela Mercury, Marco da Silva e Cláudio Ramos. Não foi à toa que o cronista social escolheu este programa para, ao fim de tantos anos, se assumir como homossexual. Alta Definição tem o mérito de trazer sempre algo de novo, mesmo com entrevistados de sempre. Daniel Oliveira sabe como conduzir uma entrevista que agarra todos ao ecrã.

 

 

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Iva Domingues e Rita Ferro Rodrigues juntaram-se para criar a plataforma feminista “Maria Capaz”, que recentemente deu lugar à associação “Capazes”. Vários foram os testemunhos e partilhas de mulheres - e também homens - com o objectivo de trazer para discussão a discriminação de género ainda existente na sociedade. Esta discriminação de género é também o que está muitas vezes na base da homo, bi e transfobia daí o seu contributo para as questões LGBT. Durante este ano foram  brilhantemente entrevistadas várias activistas e figuras LGBT como as deputadas Isabel Moreira e Mariana Mortágua, Blaya, Simone de Oliveira ou Fernanda Câncio. Aguardamos com entusiasmo mais um ano de cheio de pessoas e iniciativas Capazes.

 

 

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Foram dados a conhecer ao público português pelo dezanove. Estávamos a 15 de Abril de 2015 e era já notório que Lorenzo e Pedro iriam transformar-se num fenómeno. O casal conseguiu através dos seus vídeos de culinária tornar públicos, sempre com uma pitada de humor, afectos que muitos ainda condenam. A projecção mediática do vídeo Experiência Social ultrapassou qualquer ideia LGBT alguma vez nascida em Portugal. Este vídeo foi visto e noticiado em todo o mundo, sucederam-se os convites, multiplicaram-se as entrevistas. E foi a primeira vez que um vídeo de temática LGBT alcançou o top dos 10 mais vistos no YouTube em Portugal: mais de 800 mil visualizações.

 

 

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Uma aposta arrojada para um mercado tradicionalmente tímido. A marca de roupa interior portuguesa MUCH saiu do armário e marcou presença em várias festas e em revistas da especialidade aquém e além fronteiras. É 100% portuguesa, gay-friendly e promete dar “much more”. Que mais marcas sigam o exemplo, porque o mercado não se compadece com o mofo dos armários.

 

 

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Há 35 anos a animar a população LGBT portuguesa, o Trumps tem sido capaz de se reinventar e adaptar às mudanças dos tempos que correm. Este ano lançou o primeiro festival internacional gay e lésbico “Hot Season Festival”, trouxe Conchita Wurst a Portugal, criou o conceito das festas mensais Society focadas no público homossexual feminino, promoveu a mini-série online “We Are Family” e apoiou ainda associações como a Tudo Vai Melhorar e a Boys Just Wanna Have Fun.

 

 

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Com SH e dois Ms, Natasha Semmynova, não é propriamente uma revelação para quem acompanha a noite artística do Porto. Nascida da cabeça e personificada no corpo de Vítor Fernandes, Natasha, a persona, ficou conhecida este ano graças à sua participação num dos programas de maior audiência da televisão portuguesa, o The Voice Portugal da RTP1. Mas já antes, este ano, marcou presença na peça “Longe do Corpo” e falou ao dezanove sobre o facto de termos “a dádiva de explicar aos outros o que somos”.

 

 

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O Centro de Recursos Pessoa, Família e Sociedade, com o apoio da Associação de Psicólogos Católicos, decidiu convidar o psicoterapeuta ex-gay Richard Cohen para ir até Lisboa expôr as suas teorias de reconversão de homossexuais. Nos vários países por onde tem passado, as associações e activistas LGBT têm desmascarado as supostas teorias. Por cá, apenas a dupla Pedro e Lorenzo esteve presente para fazer o contraditório perante as 100 pessoas que assistiram à conferência.

 

 

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Quando quem tem responsabilidade de cuidar da saúde padece de um mal crónico, homo e transfóbico isso não augura nada de bom. O Ministério da Saúde arrastou o fenómeno das listas de espera para a área da dávidas de sangue por homossexuais. Continuamos numa sala de espera, à espera de sermos atendidos e as senhas passam sucessivamente. O presidente do IPST fez declarações homofóbicas, mas tudo ficou na mesma. O grupo de trabalho que analisa o tema do sangue não mostra resultados.

As incertezas, delongas e falta de resposta no que respeita às cirurgias e acompanhamento das pessoas trans e intersexo fazem-nos acreditar que este não é um tema considerado como importante. Mas nada é mais importante do que as pessoas, que não estão a ser respeitadas. Empurra-se com a barriga. E as pessoas que esperem na dita sala de espera, apesar de se identificar o que é prioritário.

Depois veio o corte no financiamento a uma consulta vital para o projecto CheckpointLx: as consultas sobre infecções sexualmente transmissíveis. Entretanto e felizmente, recuperadas com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa.

E aqueles que vivem com VIH? Os atrasos para levar anti-retrovirais para casa não se admitem. Anos de campanhas de prevenção, não podem ficar hipotecados por burocracias.

Portanto e em suma, se todas estas situações vergonhosas estão a piorar... vamos ignorar e acabar por aplicar a Lei de Murphy. É obedecendo a esta lógica que o Ministério da Saúde se pareceu pautar em 2015. Por muito bons profissionais que a área tenha, é urgente (senha vermelha!) que seja dada prioridade à Saúde. A fórmula é simples: são precisos mais recursos humanos, infra-estruturais e financeiros. Estamos na dita sala de espera, que afinal de contas se chama Portugal, a ver se se deixa de dar prioridade às senhas do sistema bancário e se se começa a chamar pela nossa vez na Saúde.

 

 

 

Recorda igualmente os premiados das edições de 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014.

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