Deputados do PSD, CDS e PS continuam a não querer que casais de pessoas do mesmo sexo tenham a possibilidade de adoptar

O festival de cinema Queer Lisboa vai avançar este ano com uma nova competição internacional de curtas-metragens dirigida a estudantes de cinema. Para a secção In My Shorts serão seleccionadas pelo menos 12 curtas-metragens de temática queer produzidas em 2012 ou 2013, no âmbito curricular de uma escola de cinema europeia.

Esta quinta-feira, 17 de Janeiro, às 11h, é inaugurada pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, a Casa do Cinema. Trata-se de um edifício camarário, situado na Rua da Rosa (número 277, 2º piso), em pleno Bairro Alto.

O dezanove ajuda-te a organizar a agenda de eventos do Portugal LGBT em 2013.

Fazer listas dos melhores filmes do ano é difícil, sobretudo quando se tratam de filmes de temática ou conteúdo LGBT, visto que são poucos aqueles que são exibidos comercialmente em Portugal, ficando-se apenas pelos festivais. Entre os filmes que o dezanove.pt assistiu ao longo do ano, há vários destaques.

91 filmes depois a 16ª edição do Queer Lisboa chegou ao fim este Sábado no Cinema São Jorge em Lisboa. A organização aponta que tenham passado pelo certame cerca de 7500 espectadores ao longo dos nove dias do festival de cinema mais antigo da capital.
O prémio da Melhor Longa-Metragem foi atribuído ao filme norte-americano “Keep the Lights On”, de Ira Sac. O júri, composto por João Federici e João Rui Guerra da Mata, justifica a escolha porque a fita, também galardoada em Fevereiro com um Teddy em Berlim, “olha para o real sem tropeçar na facilidade do realismo social” e “usa o cuidado de uma direcção de fotografia clássica e uma banda sonora que não é mero papel de parede para nos conduzir ao espaço de uma vida a dois, respirando verdade mas, ao mesmo tempo, uma ideia de construção de som e de imagem. E isso é cinema”.
EXCLUSIVO

“Luanda, Lua” é o terceiro livro de Marta Morgado, escritora, ilustradora e professora de surdos. O livro, em jeito de biografia de uma família arco-íris, foi apresentado esta quinta-feira no Cinema São Jorge, em Lisboa, no decurso da 16ª edição do festival de cinema gay e lésbico que termina este Sábado.

"Tudo neste filme foi retirado de fontes primárias e secundárias. Até o sexo que aparece no filme foi baseado em testemunhos que recolhemos junto de várias pessoas."

João Rui Guerra da Mata, macaense de coração, director artístico, argumentista, designer, está em destaque nesta 16.ª edição do QueerLisboa. Para além de ser membro do júri na Competição para a Melhor Longa-Metragem, irá apresentar a sua primeira curta-metragem a solo, "O Que Arde Cura".

O Festival Queer Lisboa 16 conta, na sessão de encerramento, com outro grande filme multipremiado, "Cloudburst" (2011) do realizador norte-americano Thom Fitzgerald, que já em 2004 teve, neste festival, uma outra obra sua, "The Event" (2003). O filme passa dia 29 Setembro às 21h, no Cinema São Jorge, Sala Manoel de Oliveira.
CRÓNICA

"Brasil, 1978. Um país sob ditadura militar, mas a viver uma atmosfera de festa, graças ao sucesso de "Dancin' Days": telenovela que tinha como inspiração uma verdadeira boîte no Rio de Janeiro."
PASSATEMPO


O dezanove.pt e o Queer Lisboa querem levar-te ao Cinema São Jorge para assistir a duas sessões de cinema.
EXCLUSIVO

À semelhança de edições anteriores e face às dificuldades financeiras, consequência da conjuntura actual, o centro comunitário CheckpointLX vai lançar uma campanha de angariação de fundos, em simultâneo com o Queer Lisboa 16, de que é parceiro.
CRÓNICA

Para a abertura do Queer Lisboa 16 foi escolhido um dos filmes mais premiados do ano passado (17 prémios no total) e um dos mais bem recebidos pela crítica, "Weekend" (2011) de Andrew Haigh.
Quantos e quantas de nós não nos vimos já num momento de engate? Quantos e quantas de nós não nos perguntámos já o que acontece após o engate, haverá possibilidade? Quantos e quantas de nós não se sentiu tremendamente apaixonado e, mesmo assim, teve que continuar a sua vida?
EXCLUSIVO

Assina como António da Silva e é já encarado como uma revelação enquanto realizador pela abordagem dos retratos que faz da comunidade gay. À sua primeira curta “Mates” – que retratava encontros de sexo entre homens-, seguiu-se “Julian” – a história de uma viagem envolta num amor de Verão. Com o seu novo trabalho “Bankers” a trilogia Sexo, Amor e Dinheiro fica agora completa.

Não tem havido sinais de grande proximidade entre a religião muçulmana e as questões dos direitos das pessoas LGBT, mas o tema está a suscitar interesse, seja na vida real, seja no cinema.