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OMS recomenda tomar anti-retrovirais para fins preventivos a homossexuais e bissexuais

Na semana passada, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou de forma inequívoca que todos os homens HIV-negativos que mantêm relações sexuais com outros homens devem tomar anti-retrovirais anti-VIH, como por exemplo o medicamento Truvada.

A OMS vai ainda mais longe recomendando-o mesmo aos homens gays que fazem sexo com preservativo, uma vez que este procedimento serve como um backup de segurança. Segundo a OMS, tal medida poderá evitar um milhão de novas infecções. As razões referidas pela OMS assentam nos seguintes factos: os últimos números do VIH tiveram uma ligeira subida entre os homens que têm relações sexuais com outros homens; a probabilidade de transmissão do VIH através do sexo anal é 18 vezes superior do que a transmissão por via vaginal; os preservativos rompem mais frequentemente durante o sexo anal; e devido à tendência crescente de sexo desprotegido entre os homens gays e bissexuais.

Contudo, vários homens gays e bissexuais relataram que os seus médicos recusaram passarem-lhes tal prescrição para fins preventivos. Nestas situações, o que leva ao recuo por parte dos profissionais de saúde são dois factos: Por um lado, existe o medo do consumo regular de Truvada levar ao aumento de sexo sem uso de preservativo; por outro existirem vários efeitos secundários indesejados. Existem ainda homossexuais que se recusam a tomar o Truvada, mesmo através de prescrição médica, por acharem que o médico esta a ter uma atitude preconceituosa em relação a gays e bissexuais.

Em todo o caso, a controvérsia em torno deste medicamento é grande e iniciou-se a partir do momento em que se demonstrou ser eficaz na prevenção da transmissão do VIH. Sem descurar os aspectos citados, existe ainda a sombra do lobby das farmacêuticas que copiosamente se reflectem nas críticas feitas a esta recomendação da OMS.

 

Nota: Neste momento os Estados Unidos da América são o único país em que a profilaxia pré-exposição (PrEP) foi aprovada e está a ser usada.

 

César Monteiro

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