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Nem na mata se encontram histórias assim

Padre católico assume relação homossexual

Krzysztof Charamsa com o companheiro Edouard

Um sacerdote polaco residente em Roma assumiu recentemente uma relação homossexual numa entrevista a um jornal italiano. O padre Krzysztof Charamsa é um teólogo católico, já foi professor na Pontifícia Universidade Gregoriana e no Pontifício Ateneu Regina Apostolorum e oficial da Congregação para a Doutrina na Fé, na qual era secretário-adjunto da Comissão Teológica Internacional.

No passado dia 2 de Outubro, Krzysztof Charamsa deu uma entrevista ao Corriere della Sera, na qual afirmou: “Quero que a Igreja e a minha comunidade saibam quem sou: um sacerdote homossexual, feliz e orgulhoso da própria identidade. Estou pronto para pagar as consequências, mas é o momento da Igreja abrir os olhos em relação aos crentes gays e perceba que a solução que propõe, de abstinência total da vida de amor, é desumana.” Quando questionado sobre as suas intenções, respondeu que a Igreja não conhecia a homossexualidade porque não conhece os homossexuais, pelo que pretende que a sua história possa servir como exemplo e ajudar a mudar consciências no interior da Igreja. Acrescentou ainda que ‘revelaria’ pessoalmente o que é ao Papa Francisco e que o comunicaria às universidades onde é docente.

Esta entrevista foi publicada no dia seguinte, coincidindo com a abertura da XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que se debruça sobre o tema da Família. A notícia, agravada pela coincidência propositada, foi rapidamente repercutida na comunicação social internacional, já de olhos postos no Vaticano por causa do início do sínodo. O director de imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, emitiu um comunicado pouco depois, registando que a decisão tinha sido “muito séria e irresponsável”, pois pretendia “sujeitar a assembleia do Sínodo à pressão dos media”, e que o visado não estaria certamente capacitado para continuar o exercício das duas funções. De facto, o padre Charamsa foi dispensado das suas funções actuais, mas a decisão sobre se continuará ou não a ser padre cabe à sua diocese.

A controvérsia causada por esta situação surge também na sequência de diversos actos do Papa Francisco e da Igreja de aparente abertura à realidade LGBT, ao mesmo tempo que se aguarda o resultado final do Sínodo dos Bispos, que reúne até ao próximo dia 25.

 

Tiago Silva