Para Dária, Daniel e mais um amigo a noite do último Sábado não correu como planeado. Após sairem de uma festa LGBT-friendly, já em plena rua e por volta das 06h30 da manhã começaram a ouvir “bocas”: “Olha os paneleiros, com uma miúda, vão se todos enrabar com amiga!”. Era o princípio de mais um ataque homofóbico.
Dária fez uma publicação no Facebook a explicar o sucedido. Em dois dias a história já foi partilhada por mais de 400 pessoas. A publicação é acompanhada de uma foto onde se pode ver um olho negro: “Fiquei assim hoje porque subestimei a estupidez humana e tentei proteger um amigo! […] Embora eu não fosse o público alvo da festa, fui recebida de braços abertos e tratada com todo o respeito. A noite correu lindamente!” reitera a jovem.
Depois de sairem da festa o Dária, Daniel e um amigo começavam a dirigir-se para casa. Os comentários homofóbicos foram proferidos sucessivamente por cinco rapazes na casa dos 20 anos que estavam dentro de um carro estacionado. Foi aí que um dos amigos de Dária respondeu:
“- Sim, sou paneleiro e depois?”
Foi o suficente para as agressões físicas começarem: Dária tentou segurar um rapaz de agredir o amigo e acabou com um olho negro. “Um dos agressores lançou-se aos pontapés contra o meu amigo” explica Dária. “Eu pus-me no meio a tentar separá-los e levei um murro desse tal macho heterosexual!”
“Eles já deviam querer confusão e juntando ódio aos gays deu nisto…” declarou a jovem ao dezanove.pt. O post de Dária termina com a palavra “SURREAL”.
O dezanove.pt sabe que este ataque homofóbico foi reportado junto das autoridades policiais.



2 Comentários
Nuno
Infelizmente há pessoas inergumenos da sociedade que em grupo agem dessa forma machista e “heterista” e que vão para esses locais só para armar confusão. No entanto, e é de referir, eles foram ao local, porquê? Porque, lá está, são gays não assumidos, cada um no seu íntimo e na sua individualidade são gays escondidos, que ainda não saíram da casca, e a forma de assumirem é por cobardia. A melhor arma é nunca responder a provocações. Pensem como eu, sei como sou e ignoro comentários vindos de baixo. Quem gosta, gosta. Quem não gosta olha para outro lado ou por na borda do prato.
Todos os dias sofro comentários desses e ignoro, e perguntam porquê? Porque cada um faz da sua vida o que bem entender. Eu estarei sempre disponível para ajudar estes 3 amigos e quantos mais vierem. Só digo uma coisa, se um desses 3 amigos encontrar individualmente um desses 5 inergumenos vão ver que ao dirigirem-se a um deles, e sem abrir a boca, basta apenas a tentativa de um passo que seja na direção deles que os mesmos demonstram aquilo que chamaram aos 2 amigos. Agora dou um exemplo como se deviam comportar pessoas normais, 1 casal de homens e outro de mulheres, franceses, dirigirem-se a mim no outro dia a perguntar uma informação turística. Ambos de mãos dadas e aos beijos e eu prestei a informação e ainda lhes disse “que coragem e vocês são uns queridos”. Contaram que infelizmente ainda há muita gente homofóbica neste mundo, mas ficaram super felizes e contentes de encontrar alguém como eu aceitar atitudes de afeto e carinho dos 2 casais. Eu acho que todos devíamos ser assim para um mundo melhor. No mundo LGBT desde que entrei eu afirmo, não há melhores pessoas que esta “minoria” mas que já é quase mais de metade deste mundo. E como diria Fernando Peça, e esta hein?
Anónimo
Anormais, a necessitarem afirmar a sua masculinidade e ainda por cima, covardes, só o agem em grupos. Criminosos, devem responder perante a lei!