a saber

Meet and Greet



O tempo voa! Esta é a minha 12ª crónica, o que quer dizer já ando nisto há cerca de três meses e isso faz da minha relação com vocês, leitores, a coisa mais estável e duradoura que me aconteceu desde que cheguei a Lisboa. Obrigado… acho eu…

 

Agora sem brincadeiras, muito obrigado por me aturarem estes meses e pelo interesse que demonstram quando interagem nos comentários. As vossas palavras ajudam-me a sentir-me um bocadinho menos à deriva.

Para assinalar de alguma forma este primeiro trimestre, gostaria de colocar a bola do vosso lado e abrir a mesa a uma ronda de perguntas. Um bocado tipo aquelas coisas que os influencers fazem quando estão aborrecidos em casa e não conseguem arranjar nada no Grindr e então tiram uma foto em jockstrap com a legenda “Ask me anything”, mas com a diferença que eu estou em pijama a escrever este texto e não vos vou responder em jockstrap refastelado numa chaise-longue, portanto tirem lá daí o sentido.

Podem perguntar-me acerca do que quiserem: assuntos específicos abordados nas crónicas (só não me peçam nomes porque eu não sou assim tão rancoroso), acerca de mim mesmo e da pessoa por detrás do pseudónimo (pessoa essa que vai continuar anónima porque se a minha vida amorosa já é um desastre sem os outros saberem que podem virar assunto de crónica, imagino o que seria se o soubessem…), acerca da minha vida e do meu percurso. Já abordei várias vezes o tópico da saúde mental e por isso podem perguntar-me acerca de como é viver com um diagnóstico de P.O.C. (perturbação obsessivo-compulsiva), acerca de Divas Pop dos anos 90 e acerca de onde comer boa mousse de chocolate em Lisboa…

Podem mandar as vossas perguntas através da caixa de comentários aqui do site ou então pelo Instagram e a ideia é responder-vos na próxima crónica. (Sim, o R. J. Ripley está no Instagram e sim, é o próprio na fotografia de perfil. Só não se armem em Sherlock Holmes a tentar descobrir quem eu sou pelos anéis porque eles tendem a mudar todos os dias.)

Isto se tiverem interesse, claro. Se não tiverem, este “aniversário” vai ser um flop e a próxima crónica vai ser muito amargurada e acerca de vocês e de como eu fui “ghosted” pelos meus leitores…

 

R. J. Ripley

 

2 Comentários

  • Paulo

    Olá,
    Perguntas:

    1 – Como é como te tens sentido ao partilhar as tuas histórias com os leitores e se isso, de alguma forma, tem tido um efeito apaziguador.

    2 – Por que razão achas que as pessoas da comunidade LGBTI (mais a letra G na verdade) se tratam tão mal nas apps?

    3 – Afinal onde é que se come a melhor mousse de chocolate de Lisboa?

    Obrigado e continua!!! 🙂

  • HP

    Um pequeno, belíssimo texto onde do que parece pouco o escrito, muito fica dito.
    Agora, um tema para uma nova crónica, então, “muito amargurada”…
    Chama-se este cantinho bom “Confissões de um gay trintão à deriva”.
    Ora, como propspetivar-se a vida derivada, num gay quarentão, cinquentão, sessentão, setentão? O tempo não pára um miléssimo de segundo enquanto a nossa particularíssima condição permanece. Uma amargura?
    Adorei! Adeus. Obrigado.
    Muita Paz e pedaços imensos de Felicidade!

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