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Activista queer Juan Carlos Florián é o novo ministro da Igualdade na Colômbia



Ex-actor de filmes para adultos e histórico activista LGBTI, Juan Carlos Florián Silva, foi nomeado pelo presidente Gustavo Petro como novo ministro da Igualdade e Equidade da Colômbia, sucedendo a Carlos Alfonso Rosero, que deixou o cargo após cinco meses.

Florián, licenciado em Ciência Política pela Pontifícia Universidade Javeriana, conta com uma longa trajectória no activismo LGBTI. Foi subdirector para assuntos LGBTI na Câmara Municipal de Bogotá, vice-ministro de Diversidades no próprio ministério, colaborador de organizações internacionais como a UNICEF e os Médicos Sem Fronteiras, além de fundador do colectivo MiauColombia, dedicado à produção audiovisual comunitária (El País).

A tomada de posse ocorreu a 12 de Agosto, em Bogotá, onde Florián afirmou que trabalhará para dar voz “às populações historicamente excluídas”.

O novo ministro chega, no entanto, envolto em polémica: durante a sua estadia em Paris, Florián foi actor de filmes para adultos dirigidos ao público gay, facto assinalado pela imprensa colombiana no momento da sua nomeação.

Enquanto sectores conservadores o criticam, os aliados sublinham que essa experiência reforça a sua luta contra estigmas e preconceitos. A revista Semana destaca a sua trajectória pública, conciliando o passado no cinema adulto com o compromisso actual com a igualdade, enquanto o Infobae salienta o simbolismo da sua ascensão ministerial.

O Ministério da Igualdade e Equidade, criado em 2023, já teve três titulares: a vice-presidente Francia Márquez (2023-2025), Carlos Rosero (Fevereiro a Agosto de 2025) e agora Florián. A pasta, no entanto, enfrenta uma disputa jurídica: o Tribunal Constitucional declarou inconstitucional o processo da sua criação, exigindo que seja corrigido até 2026, segundo o El País.

Com a chegada de Florián, o governo de Petro reforça a aposta na diversidade, ainda que entre críticas e polémicas. Para a comunidade queer, a sua nomeação é vista por muitos como um marco de representatividade e visibilidade LGBTI na política colombiana.

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Foto: El Pais

Bruno Kalil

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