O primeiro-ministro lamentou “profundamente” que a RTP2 tenha exibido um episódio de desenhos animados dedicado à identidade de género. A posição surge após Paulo Núncio do CDS-PP apresentar um voto de protesto no Parlamento, acusando o canal público de “propaganda”. O caso reacende o debate nacional sobre diversidade, educação e o papel do serviço público de televisão.
O que aconteceu?
A controvérsia explodiu depois de, a 16 de Novembro, a RTP2 ter transmitido um episódio da série animada Sex Symbols, dedicado ao tema da identidade de género. A série, destinada a pré-adolescentes, aborda temas de crescimento, corpo, sexualidade e relações humanas.
Apesar de ser um conteúdo educativo, devidamente classificado, o episódio foi alvo de críticas políticas. O CDS-PP considerou a emissão “grave” e apresentou um voto de protesto no Parlamento, acusando a estação pública de promover “ideologia de género” e de chocar “muitas famílias portuguesas”.

Vê aqui a série Sex Symbols da RTP 2.
A resposta do Governo
Confrontado no debate parlamentar quinzenal, Luís Montenegro afirmou lamentar “profundamente” que tal conteúdo tenha sido emitido na televisão pública. O primeiro-ministro sublinhou que o Governo não interfere na grelha de programação da RTP, mas destacou que a posição do Executivo é “coerente” com a linha seguida na revisão da disciplina de Cidadania — em que os conteúdos sobre género e sexualidade foram recentemente reduzidos.
A declaração do chefe de Governo alinhou, na prática, com a posição do CDS-PP, apesar das diferenças formais entre Governo e administração da RTP.


