Júlia Mendes Pereira pode estar a caminho do Parlamento pelo Bloco de Esquerda (BE).
O currículo é invejável: feminista, activista dos direitos das pessoas transexuais e intersexo, co-fundadora e co-directora da associação API – Ação Pela Identidade, organização não-governamental para a defesa e o estudo da diversidade de género e de características sexuais, é membro do Steering Committee da TGEU – Transgender Europe, organização europeia de defesa dos direitos das pessoas trans, foi também coordenadora do GRIT – Grupo de Reflexão e Intervenção sobre Transexualidade da associação ILGA Portugal.
Este Domingo ficaram definidas pela Mesa Nacional as listas completas dos candidatos do BE, com mais mulheres, mais jovens e mais independentes. Segundo o Jornal de Notícias, Júlia Pereira aparece lugar elegível pelo círculo de Setúbal. A lista é encabeçada por Joana Mortágua, irmã gémea de Mariana Mortágua. Nas últimas eleições, em 2011, o BE conseguiu eleger apenas um deputado por Setúbal, sendo que nas Legislativas de 2009 elegeu dois. A apresentação da lista será hoje no Largo Dr. Francisco Soveral (Largo da Ribeira Velha), em Setúbal, pelas 17h30 e para além da cabeça de lista, Catarina Martins e Fernando Rosas marcarão presença.
Júlia torna-se assim a primeira mulher transexual a candidatar-se à Assembleia da República e a poder vir a ser deputada.
As Eleições Legislativas realizam-se a 4 de Outubro.
Luís Veríssimo



32 Comentários
Eduarda Alice Santos
Não é bem assim, Júlia Pereira (por Sesimbra) encontra-se em 8º lugar na lista em Setúbal, onde o Bloco nunca elegeu mais de 2 deputados. Dificilmente se imagina o Bloco, que nas últimas eleições perdeu um dos deputados, a ganhar de repente 7 para Júlia poder ser eleita.
Carlos
Se ao principio fiquei contente, depois de ver a sua entrevista na CMTV perdi o entusiasmo.
Achei-a muito cheia de si e extremamente mal educada.
O jornalista a perguntar e ela sempre a contrapor e a não responder ao que lhe era perguntado.
Desisti ao fim de 2, numa entrevista de 7 minutos.
Anónimo
Nem o BE tem pedalada para a eleger nem ela tem pedalada para se afirmar no panorama politico. Nas 2 entrevistas que já vi e se não soubesse que era trans, diria de caras que o discurso roça o habitual na comunidade. É agressiva com os entrevistadores quando não o deve ser, aliás não deve ser e ponto. Está sempre à espera que tenham uma pedra para lhe atirar quando devia era saber como ripostar a pedra sem que esta a atinja. A partir do momento em que apareceu a 1º vez na TV já há umas semanas num dos programas enchedores de chouriços para reformados e desempregados em que o tema era a transsexualidade, passou a ser uma figura pública e é natural que a questionem se ainda tem tin-tins e deve responder. Afinal, só a convidam para a TV por ser trans e não pelos seus dotes políticos, que com 25 anos, têm uma base de vida insignificante. Se fosse inteligente, aproveitava a visibilidade que a transsexualidade lhe traz politicamente. Com o seu modus operandi só cria anti corpos e os anti corpos votam.
Só podia sair do BE.
João pedro
Permitam que me apresente, sou profissional de saúde e na altura, enquanto estudante e numa cadeira de cirurgia, decidimos fazer uma palestra acerca da transsexualidade e cirurgias de mudança de sexo. convidamos a Júlia, por ser amiga do amigo X, já não sei precisar, mas também é irrelevante.
pois de facto ela foi…mas nós esperavamos que ela falasse da sua experiencia, das dificuldades que passou, ou seja dar-nos a sua partilha….mas não…foi realmente muito arrogante…e apenas falou sobre a API e o seu papel enquanto fundadora…
não obstante, quando abordada, por o público, por curiosidade e por ainda ser um tema pouco falado na gíria, desvalorizou completamente a questão e voltou a falar na associação…nao foi muito cordial nem acessível.
De qualquer maneira desejo-lhe boa sorte.
Jorge
Que disparate. Não passa de uma manobra publicitária do BE. Além de que eu conheço a senhora pessoalmente e ela é de uma arrogância que não se acredita. Péssima escolha.
Anónimo
JÚLIA MENDES PEREIRA AO PODER, JÁ!
Anónimo
É isso mesmo!
8º lugar no circulo de Setúbal é, curiosamente, o nº total de deputados do BE na AR. Só aqui, já temos o 1º alerta.
O 2º alerta é que para Júlia ser eleita, o BE teria que passar de 5º para 1º em Setúbal e mesmo assim teria que melhorar o resultado do PS em 2 deputados.
O BE teria que passar de 29 mil votos para perto de 200 mil para Júlia chegar ao Parlamento.
Que os média a tratem como a nova aberração que chega ao circo, até percebo mas não percebo como o Dezanove.pt titula este artigo com um “Júlia Mendes Pereira poderá vir a ser a primeira deputada transexual eleita em Portugal”, quando bastava fazer o trabalho de casa para perceber pelos alertas que é impossível. Um “transexual candidata pelo BE” bastava e não criava expectativas tão improváveis como o Jerónimo de Sousa ser 1º ministro.
Pelo que já li e vi, até fiquei satisfeito com os alertas e com a improbabilidade absoluta da sua eleição porque não me parece que seja a pessoa ideal para representar o “T” na AR e nem tem estofo para tal. Não é a pessoal ideal para desmistificar a transexualidade na cabeça dos Portugueses e iria fazer precisamente o contrário.
É interessante que com tant@s transexuais em outros pontos do pais e muit@s são activistas, apareça o BE com uma em Setúbal, que é o distrito do pais onde existem mais bares e discotecas onde o transformismo tem lugar. Há 4 locais e já houve muitos mais, enquanto que, por exemplo, no distrito de Lisboa (que vai até Leiria) só há o Finalmente. Nada é por acaso e a caça ao voto LGBT começou!
Resultados 2011 Setúbal
PS 27,14% 114.358 votos Mandatos 5
PPD 25,15% 105.965 votos Mandatos 5
CDU 19,65% 82.816 votos Mandatos 4
CDS 12,02% 50.660 votos Mandatos 2
BE 7,03% 29.620 votos Mandatos 1
Sande ao Sol
Há aqui uma unanimidade assustadora em relação ao perfil/personalidade da Júlia e eu, pelo que vi nos vídeos a circular, subscrevo inteiramente.
Senhores/as do BE: o ser transsexual não chega…
Anónimo
A escolha da Júlia como candidata do Bloco insere-se numa lógica, enfim, um pouco “jobs for the boys”, como acontece em todos os partidos sem excepção, parece-me. Dentro desta lógica a sua candidatura é normal. Existindo pessoas trans no Bloco não fazia qualquer sentido arranjarem uma pessoa independente (logo menos domesticável) para candidata pelo Bloco. É a prata da casa. Para a comunidade trans penso ser melhor estar lá ela do que nenhuma, mal ou bem, sempre pode fazer alguma coisa. Não se entende a ligação entre a Júlia e os transformistas, que se saiba a Júlia nunca foi transformista (nem fazia sentido visto ser uma mulher trans, só se fosse imitar um homem). A questão dos tin-tins NÃO FAZ PARTE DO DOMÍNIO PÚbLICO. É um assunto do foro privado que qualquer pessoas trans só partilha com quem considere ser pertinente. Mais, fazer esse tipo de perguntas é OFENSIVO para uma pessoa trans e não, não se deve responder a perguntas desse tipo.
João
A Júlia não é uma pessoa arrogante. É uma pessoa como qualquer outra. Como é óbvio não anda todos os dias sorridente, nem tem de andar. Já pararam para pensar um minuto na história de vida dela? Aliás, há algum deputado que seja conhecido por ser extrovertido? Pois.
Aqui o que interessa é o trabalho dela e a visibilidade que vai dar às matérias trans. E sim, ela é muito precisa. Se fôssemos só a contar com o PS estavamos bem arranjados. Um partido que aprova leis pela metade e agora nos tem metidos numa situação ridícula – o único país com casamento mas sem adopção.
Eduarda Alice Santos
Por lapso, no comentário acima, não me identifiquei. Como abomino comentários anónimos, fica aqui a nota que o comentário é da minha autoria.
EU
Nada me importa se anda sorridente ou não. Tem é que mudar radicalmente a postura com a comunicação social.
Historia de vida? História de vida com 25 anos?? Então as pessoas com 50 anos que estão desempregadas e a passar fome deviam andar por aí aos tiros a toda à gente???
Vc fala como se ela tivesse alguma hipótese de ser eleita e ser deputada. É só mais um LGBT para encher as listas e que vai dar em nada.
EU
O comentário a que está a responder não é meu mas mesmo assim apeteceu-me responder à questão da ligação da Júlia com os transformistas. Diz “que se saiba a Júlia nunca foi transformista” mas é melhor saber para não falar do que não sabe.
Uma esmagadora maioria das trans estão ligadas ao transformismo ou travestismo, como lhe quiser chamar. Quer dezenas de exemplos? Eu dou-lhe alguns para não se tornar maçador: Jenny Delarue, Armani D’Vyne, Cindy Scrash, Patricia Russell, Sylvie Varoni, Katty Parry, Patricia Ribeiro, etc, etc, etc.
Nunca vi estas trans a imitar homens nos palcos das discotecas. Fazem o que qualquer travesti faz.
Já agora, quer saber o que fazem na vida? Informe-se…
Eduarda Alice Santos
O facto de algumas trans entrarem nesses espectáculos não implica que sejam “muitas”, muito menos uma “esmagadora maioria”, como é afirmado. Conheço mais pessoas trans que não o fazem do que os exemplos que são dados aqui (Já agora a Patrícia Russell, pelo menos, assume-se como homem, não como mulher trans, há que ter cuidado e não misturar as águas). Parece-me muito sinceramente que quem se deve informar melhor não sou eu. E gostava de saber como é que MULHERES, trans ou não, são consideradas transformistas por “nunca imitarem homens”. Uma mulher que imita mulheres é transformista? Para finalizar, está a afirmar que porque algumas trans o fazerem a Júlia também tem de o fazer? Ou eu, já agora?
Eduarda Alice Santos
Há mais activistas, e algumas mais antigas no activismo do que a Júlia, no panorama trans nacional. Talvez fosse bom, em vez de irem por amizades, informarem-se na net, no FB, por exemplo.
EU
Para não ser maçador, dei-lhe só alguns exemplos de trans ♀ que andam ou já andaram pelos palcos dos bares e discotecas a fazer shows de travesti. Se o Dezanove permitir, posso fazer-lhe uma lista com dezenas.
Se me perguntar se acho coerente e até correcto, trans ♀ participarem em shows de travesti, respondo-lhe de caras que NÃO. É contraproducente e até injusto para os homens que de facto se transformam.
Acerca da Russell, há muito que se assume como trans ♀. Basta Googlar “patricia russell gay algarve” e seguir o 1º resultado ou procurar Patrícia Lume no Facebook. Repito o que lhe disse no meu comentário: é melhor saber para não falar do que não sabe.
Anónimo
“Não é a pessoal ideal para desmistificar a transexualidade na cabeça dos Portugueses e iria fazer precisamente o contrário.”
Pronto, tinha que vir o victim blaming. Que surpresa…
Anónimo
Imagine que numa entrevista na televisão lhe perguntavam a si quando mede o seu pénis, qual é a sua grossura, se você é circuncisado ou não e se você é activo, passivo ou versátil. Você respondia?
Anónimo
Senhor(a) transfóbico(a),
Sendo o BE um partido que sempre esteve na vanguarda da luta pelos direitos LGBT, o que inclui as pessoas trans (mesmo que isso não lhe agrade), faz sentido que o BE tenha nas suas listas uma pessoa conhecida pelo seu activismo em defesa das pessoas trans.
Compreendo que achasse que o lugar da Júlia devia ir para si, mas epá… ser cisgénero não chega.
Anónimo
Imagine que numa entrevista na televisão lhe perguntavam a si quando mede o seu pénis, qual é a sua grossura, se você é circuncisado ou não e se você é activo, passivo ou versátil. Você respondia?
Anónimo
Caso não saiba, há pessoas que ao fim de 25 anos de vida já foram mutiladas em guerras e assim. A idade não é tudo e o seu comentário em que compara opressões distintas é completamente absurdo. Ou acha mesmo que a Júlia é uma privilegiada?
Eduarda Alice Santos
Ok, no primeiro resultado fui ter a uma página sobre uma Heidi, que anda no trabalho sexual na Suiça, segundo depreendi, e que será a Patrícia, onde nada indica que se considere mulher agora. Também no site onde a notícia está, enfim, aquilo parece mais um site de fofocadas do que algo com alguma credibilidade, por pouca que seja. No FB da Patrícia Lume idem, nada lá se encontra que indique que agora ela se considera uma mulher. Portanto nada a contradizer o que eu disse, lamento.
EU
Ó Eduarda, não discuto a credibilidade do site Gay Algarve, porque anda cá há anos e toda à gente o lê. Refuto é a sua inexplicável recusa em aceitar que a Russell é trans. Para umas coisas, basta que as pessoas implantem mamas e para outras não chega. Acha que o facto da Russell ter maminhas não é suficiente?
Merry Alvezeras
Ao ler esta notícia e os dois primeiros comentários, não pude deixar de sorrir e de pensar com os meus botões: “Já me admirava que estes iluminados do BE não tivessem aparecido com uma das suas causas supostamente fraturantes, só para poderem dar captar a atenção dos mídia”.
E nunca mais pensei no assunto, quanto mais não seja, por nunca ter ouvido falar desta sra. Pereira e por ter uma confiança nula em políticos e afins.
Quando comecei a ler os inevitáveis (vivemos em Portugal….) ataques pessoais e gratuitos dirigidos à sra. Pereira (que é arrogante porque se recusa a responder a perguntas estúpidas de jornalistas estúpidos, que concorre por Setúbal porque é um distrito em que pululam os transformistas, etc. etc.) dou por mim quase que a simpatizar com a sra. Pereira e a desejar que haja um milagre que a faça ser eleita para a AR. E a desejar – principalmente – que a sra. até consiga fazer boa figura na dita AR.
Por isso e a meu pesar, já estou “comóooutro” (ou “cómáoutra”): JÚLIA MENDES PEREIRA AO PODER, JÁ!!!!!!!
Eduarda Alice Santos
Meu caro Eu, pelos vistos nunca reparou em casos de homens gays (que nunca se assumem como mulheres, consideram-se como homens) e que “implantam” mamitas para, penso eu, melhor gerirem os seus trabalhos sexuais. Quando terminam a carreira, basta-lhes remover esses implantes e está feito. É que ser mulher não se resume nem é definido por implantes mamários. Portanto não, o facto de Russell ter maminhas, como diz, não é de modo algum suficiente. Falta algo que, se fosse trans, saberia, algo que não tem a ver com transformismo, trabalho sexual, orientação sexual mas que tem a ver com identidade de género e que só a própria pessoa é que tem a chave visto não ser visível a olho nú. Portanto lamento mas enquanto não for a própria pessoa a autodefinir-se como tal, não a considerarei como mulher trans.
Merry Alvezeras
A quem possa interessar:
“Júlia Pereira quer combater a discriminação e a falta de informação sobre a transexualidade que existe num país “conservador” como Portugal. Concorre em segundo lugar nas listas do Bloco de Esquerda pelo distrito de Setúbal e, caso seja eleita, pretende ser a voz das minorias na Assembleia da República.”
JÚLIA PEREIRA… CONCORRE EM SEGUNDO LUGAR nas listas do BE..
http://www.msn.com/pt-pt/noticias/socied ade/j%C3%BAlia-pereira-j%C3%A1-me-foram-r ecusados-trabalhos-por-ser-transexual/ar-B Bluq2T
Anónimo
Não, não concorre em 2º lugar.
CONCORRE EM 8º LUGAR e por isso mesmo está a anos luz de vir a ser eleita a não ser que TODA à gente que votou PSD e PS, vote agora no BE.
A lista do BE a Setúbal está no site do próprio Bloco de Esquerda: http://setubaldistrito.bloco.org/bloco-d e-esquerda-setubal-apresenta-candidatura-l egislativas-2015/1531
Relembro que o BE só elegeu 1 deputado por Setúbal.
Merry Alvezeras
Tem toda a razão. E pergunto-me porque raio terá noticiado o i – logoa agora e tão a propósito… – que a sra. Pereira concorre em 2º lugar pelas listas de Setúbal.
Fui pesquisar melhor e descobri que é a própria sra. Pereira a assumir que não está num lugar elegível:
“Não está num lugar elegível, mas acredita que isso não tira força à luta que quer travar.”
“Mesmo assumindo o número oito nas listas de Setúbal, longe de um lugar elegível (o BE tem, neste momento, apenas um deputado por aquele distrito), Júlia acredita ter uma palavra a dizer: como membro da mesa nacional do partido, envolveu-se activamente na elaboração do programa nas questões trans e nas áreas de justiça e igualdade. Um dia, gostava de imitar o feito de Anna Grodzka na Polónia — que, em 2011, se tornou a primeira deputada transexual da história da política europeia — e ter assento parlamentar.”
http://www.publico.pt/politica/noticia/j ulia-pereira-candidata-transexual-em-8-l ugar-nas-listas-de-setubalnunca-deixei-d e-ser-discriminada-e-o-medo-acompanhame-1 704442?frm=ult
Anónimo
Alguém trocou as mãos* e alguns jornalistas foram atrás de quem as trocou, sem fazer o trabalho de casa. Como as parangonas com transexuais têm audiência garantida, quanto mais não seja pela curiosidade que suscita e pela mole que aparece para comentar as palermices do costume, a rapidez na publicação é fundamental porque as partilhas e os cliques valem dinheiro.
* a troca de mãos surge porque Júlia aparece na lista em 8º e é a 2ª representante de Sesimbra, que até só tem 2
Anónimo
pois… o BE quase duplicou os votos em Setúbal e mesmo assim Jùlia ficou muuuiiiiitttttoooo longe de ser eleita…
Sérgio
Infelizmente, tenho a dizer que sim, ela é arrogante (e talvez até facciosa, conflituosa e “presa” a uma agenda política). Testemunhei isso in loco, numa situação bastante constrangedora. Ela não é, de todo, uma boa representante do movimento T e muito menos uma pessoa responsável para assumir cargos políticos, pois não mostrou respeito (infelizmente, falta de respeito é o que não falta na AR…). A situação que testemunhei só me levou a concluir que tanto ela, como pessoas próximas, se autoexcluem em vez de se integrarem. Da mesma forma que prezo os hetero que lutam ou simplesmente apoiam a causa homo/bi, acho que é importante o apoio dos homo/bi cis à causa trans. Pois para ela pareceu-me que já não.
Anónimo
CDS com 12%… Em 2011 o povo português era realmente burro…