
Após 17 anos, a mítica discoteca da Margem Sul, Mister Gay, encerrou no passado Sábado, 27 de Fevereiro, dia do seu aniversário.

“É com grande mágoa e tristeza que informo todos os clientes, amigos e inimigos, que a discoteca Mister Gay encerrou portas.” É assim que começa o comunicado, assinado por Miguel Marques em nome da gerência, e que foi publicado na página de Facebook, no dia 28 de Fevereiro, horas depois de ter comemorado o seu 17.º aniversário.
O mítico espaço dedicado ao público LGBT, situado no Monte da Caparica em Almada, encerra “após um percurso de 17 anos realizados ontem, 27 de Fevereiro de 2016, onde a alegria, camaradagem e profissionalismo em palco mais uma vez reinou”. O comunicado informa ainda que apesar de “fechar este ciclo, já outro se encontra em marcha. A vida continua e já no próximo Sábado iremos estar abertos com um target virado para a comunidade brasileira”.
É com mágoa que Miguel Marques diz que “muitos serão aqueles que neste momento já estarão a festejar, mas na realidade não passa de mais um palco que deixará de existir na Margem Sul do Tejo para tantos artistas que continuam a dignificar esta arte.”.
Por fim, o gerente agradece “a todos os artistas, amigos e clientes que durante estes 17 anos deram vida ao Mister Gay e dignificaram a Arte do Transformismo”.
Luís Veríssimo



10 Comentários
Senhor Anónimo
A catedral do transformismo em Portugal, faliu.
Um dos últimos sítios do país em que se podia assistir à arte que é arte de coisa nenhuma. É fetiche e identidade de género mal resolvida.
Ilustra muito bem o que Valérias Vaninis & Cª fazem à noite gay Portuguesa.
No fim, restará o Finalmente e ninguém vai conseguir explicar o porquê de uma lata de sardinhas estar sempre cheia, com as mesmas caras é certo, mas está.
PT prof
Andaram 17 anos a confundir o género da senhora.
Ficava bem, no obituário, corrigir o erro.
É uma discoteca, logo, deve dizer-se e escrever-se ‘a’ Mister Gay e não ‘o’ Mister Gay.
A não ser que discoteca tenha deixado de ser um substantivo feminino ou seja um “discoteco”.
Anónimo
Olha a transfobia e a homofobia internalizada fresquinhas.
dezanove
Obrigado PT prof, corrigido.
Merry Alvezeras
Senhor Anónimo

Fico desconfiado se você não terá assim uma espécie de ódio patológico para com as mulheres e para com tudo o que, de perto ou de longe, se associa com o feminino. Ou será que sofre de “inveja da vagina” (seja lá isso o que for) e vê nas mulheres uma espécie de rivais em termos de conquista amorosa?
Basta ver a maneira como pensa ofender-me tratando-me por Maria Alvíssaras. Porque, para si a mulher deve ser uma espécie de ser inferior e, portanto, tratar alguém no feminino é equivalente a rebaixar essa pessoa ao máximo. Só por isso vou passar a trata-lo por Senhora Anónima (ou Menina Anónima dependendo do seu eventual/oficial estado de virgindade/conjugalidade).
mario
que comentário disparatado. então e o lux, o queens, o urban beach? é assim, paciência, não há concordância
Anónimo
O ano passado soube que tinham contratado a Vanini de novo e até comentei com amigos que não ia durar muito mais. Bares onde haja travestis, sobretudo os da velha guarda com a mania que são vedetas e dão mulheres lindissimas cheias de plumas, strass e lantejoulas, estão condenados.
Em Lisboa só há o Finas e na margem sul chegou a haver 7 nos últimos tempos e vejam quantos há agora.
Para ver idosos nas discotecas e bares gay, prefiro ir à sociedade recreativa cá do bairro e sento-me a olhar para as mesas onde jogam sueca e à bisca e até ficava mais barato porque a cerveja é a 50 cêntimos e não há consumos minimos.
Anónimo
Para o comentador da transfobia e homofobia internalizada:
gosto muito da sua outra frase: estar vivo é o contrário de estar morto.
PT prof
Por acaso, só por acaso, os locais que indica estão classificados como clubes ou clubes nocturnos e não como discotecas, e por isso mesmo, muito bem identificados no masculino, ou seriam “clubas”. Urban Beach é também um restaurante e não uma “restauranta”. O Queens, além de clube e não “cluba”, também alberga os mais variados eventos. O Lux também é um clube e não uma “cluba”, além de ser também um local onde se realizam concertos.
Uma coisa é aquilo que as pessoas convencionam social e informalmente chamar a uma coisa ou local, outra é a forma correcta e que deve ser utilizada na forma escrita.
Pedro Guimaraes
Bem… com aquele logo não acredito que fosse muito longe