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Ana Arrebentinha: “Parece que a homossexualidade se apanha aqui no banco de jardim, parece que, ao gostar de mulheres, os meus filhos vão ser homossexuais”



“Os meus pais eram heterossexuais e eu não sou. Parece que é uma coisa que se pega . Isto não é uma doença.” – Ana Arrebentinha

Ana Arrebentinha nasceu em Moura, na Amareleja. Alentejana de alma e coração foi a mais recente convidada de Daniel Oliveira no programa Alta Definição (SIC). Uma entrevista marcada pela emoção e pelo retrato de uma vida dura, mas repleta de amor.

 

Humorista e apresentadora, Ana Arrebentinha é conhecida pela sua simplicidade e ligação às raízes. Em Alta Definição conhecemos o lado mais vulnerável da artista, ao descrever a infância passada na Amareleja e o falecimento dos pais, com quem tinha uma profunda relação.

 

Ana Arrebentinha abordou ainda a sua orientação sexual, que assumiu publicamente em 2024. Ao ser questionada por Daniel Oliveira afirmou “Parece que somos alguém à parte. Parece que a homossexualidade se apanha aqui no banco do jardim. Parece que eu, ao gostar de mulheres, os meus filhos vão ser homossexuais… Os meus pais eram heterossexuais e eu não sou” e que “Isto não é uma doença, isto somos nós, é a nossa liberdade, sem incomodar a vida do outro.”

 

Num dos momentos mais partilhados da entrevista, deixou uma mensagem clara sobre aceitação e autenticidade: quem não a aceita tal como é, afirmou, não tem lugar na sua vida. As suas palavras foram recebidas com grande apoio nas redes sociais, onde muitos espectadores elogiaram a naturalidade e a frontalidade com que abordou o tema. 

 

Emitido a 6 de Junho, no episódio de Alta Definição Ana Arrebentinha lembrou também como o humor se tornou uma ferramenta essencial para enfrentar momentos difíceis. O programa volta assim a demonstrar a capacidade do formato para revelar dimensões menos conhecidas e mais profundas das figuras públicas portuguesas. Com Ana Arrebentinha, ficou o retrato de uma mulher que transformou a adversidade em força sem nunca perder o sentido de humor e a lembrança de que ‘Isto não é uma doença, isto somos nós'”.