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Brasil dissidente vai ocupar Maus Hábitos

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Corpos, imagens e identidades dissidentes. Negros, mulheres e trans. A exposição “Adorno Político” reúne trabalhos de vários artistas que querem “pensar o Brasil fora da forma”, aliado a um ciclo de performances. Arranca esta quinta-feira no Maus Hábitos, no Porto e merece ser seguido com atenção.

 

Com curadoria de Tales Frey, a mostra “reunirá um conjunto de obras de artistas brasileiros que servem de contraponto para a forma como olhamos e compreendemos o mundo que nos rodeia”. Estarão patentes obras de 15 artistas brasileiros em contraponto “com normas de uma ‘sociedade capitalista de controle’”, questionando “o uso do corpo numa sociedade ainda determinada pela ‘heteronormatividade’ compulsória, pelo sexismo inflexível e pelo nefasto projecto colonialista”.

Serão apresentados trabalhos de André Parente, Andressa Cantergiani, Élle de Bernardini, Gal Oppido, Joana Bueno, Lenora de Barros, letícia Parente, Lyz Parayzo, Marcela Tiboni, Nino Cais, Priscilla Davanzo, Rafael Bqueer, Renan Marcondes, Suelen Calonga e Tiago Sant’Ana.

O Maus Hábitos recebe também várias performances e palestras. Logo na quinta-feira, será apresentado “Manicure Política” (Lyz Parayzo), pelas 21h30, e “Pour être une seductrice” (Priscilla Davanzo), meia hora depois. No sábado, Parayzo dirige a palestra “A Vênus de Cor”, pelas 17h, enquanto Davanzo apresenta, a 21 de Novembro, às 17h, “Um Corpo pra Chamar de Meu”. A entrada é livre.

Tales Frey, que vive no Porto, afirma-se como artista LGBT. Em declarações ao Observador, explicou alguns dos trabalhos que serão apresentados. É o caso do vídeo de Joana Bueno: “O namorado de Joana desejava ver no corpo dela seios mais fartos, então ofereceu-lhe, como presente, um par de seios de silicone para ela pôr através de cirurgia. Ela fê-lo, mas, passado um tempo, achou aquilo exageradamente desconfortável e quis remover. O trabalho consiste num cirurgia de remoção, acompanhado por um texto “sobre o corpo feminino adestrado às exigências do machismo”. Outro exemplo é o da série de panfletos de prostituição “Putinha Terrorista”. “O corpo trans negro sempre existiu como objecto – quem fala sobre esse corpo são pessoas brancas e cis. E eu quis falar sobre a minha subjectividade, fazer uma denúncia”, apontou Tales Frey. 

 

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