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Destaques do Queer Porto 2020

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O Queer Porto anunciou a programação da sua 6ª edição, que acontecerá de 13 a 17 de Outubro, no Teatro Rivoli e na “Casa Comum” da Reitoria da Universidade do Porto.

 

Um dos principais destaques é o Filme de Abertura do Festival, “Si C’Était de L’Amour”, do realizador austríaco Patric Chiha. Com estreia mundial na passada edição da Berlinale, onde recebeu o Prémio Teddy para melhor documentário, esta é uma obra que acompanha quinze jovens bailarinos de diferentes origens que se encontram em digressão com Crowd, um espetáculo de dança coreografado por Gisèle Vienne, onde se explora a cena rave dos anos 90.

Como Filme de Encerramento, o festival escolheu “Le Milieu de L’Horizon”, de Delphine Lehericey, uma história situada durante o Verão seco de 1976, na Suíça rural, em que assistimos, através do olhar de Gus, uma criança à beira da adolescência.

O Júri da Competição Oficial é constituído pela jornalista Amanda Ribeiro, pelo diretor de programação de artes performativas da RTP2 Daniel Gorjão, e pelo co-fundador e director artístico do Teatro Plástico Francisco Alves.

Um total de oito longas-metragens de ficção ou documentais integram a competição. Em “A Perfectly Normal Family”, de Malou Reyman, que passou este ano pelo Festival Internacional de Cinema de Roterdão, começamos por assistir ao quotidiano da família de Emma, uma família “normal” que encontramos momentos antes de o seu pai, Thomas, revelar que é afinal Agnete, assumindo ser transgénero.  Em “L’Acrobate”, Rodrigue Jean conduz-nos ao invernoso centro de Montreal, cidade em permanente expansão urbanística e aqui profundamente indiferente aos seus habitantes, onde Christophe inicia uma intensa relação com um acrobata russo, explorando o seu desejo sem restrições enquanto tenta consolar a sua solidão.

No documentário “Always Amber”, de Lia Hietala e Hannah Reinikainen Bergenman, Amber, de 17 anos, e Sebastian recusam-se a que a sociedade lhes ponha uma etiqueta de género, vivendo num mundo aberto e carinhoso onde tudo parece possível até ao momento em que Amber se apaixona por Charlie e o seu utópico mundo é abalado. “Deux”, de Filippo Meneghetti, põe o foco no amor entre duas mulheres idosas que há décadas vivem o seu idílio amoroso na intimidade dos seus apartamentos vizinhos, sem que ninguém suspeite da sua relação, até que a filha de uma delas descobre a verdade e lhes perturba a paz.

O filme “Dopamina”, de Natalia Imery Almario, examina de forma terna mas acutilante as contradições na família da realizadora, cujos pais activistas de esquerda, que na Colômbia dos anos 70 e 80 lutaram pela liberdade e igualdade, não aceitaram o facto de a sua filha ser lésbica quando há 10 anos atrás ela se assumiu. Em “Hombres de Piel Dura”, de José Celestino Campusano, acompanhamos Ariel, um rapaz que na puberdade foi abusado por um padre católico que continua a aproveitar-se da sua inocência, e que tenta agora tomar decisões que terminem esse ciclo da sua vida, e caminhar na direção do verdadeiro amor.

Em “Para Onde Voam as Feiticeiras”, de Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral, segue um grupo de artistas LGBTI que, tomando as ruas de São Paulo como palco da sua luta, desconstrói com humor todos os conceitos pré-estabelecidos sobre identidades, numa polifonia entre ficção e realidade. Já o filme “Rescue the Fire”, de Jasco Viefhues, recorda Jürgen Baldiga, um fotógrafo e artista que na década de 1990 batalhou contra o VIH enquanto à sua volta tudo o que conhece e ama se vai extinguindo e desaparecendo.

Também no Queer Porto haverá este ano uma secção Queer Focus, aqui dedicada exclusivamente ao tema Cruising e dividida em três sessões.