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Use preservativo. Use a boca para passar a mensagem. Isto é a WOM contra o VIH (vídeo)

WOM - Word Of Mouth é uma exposição fotográfica virtual, mas que pretende ter um resultado bem real.

A premissa base traduz-se em cada pessoa fazer parte da acção e passar a palavra na prevenção do VIH. E como “quem tem boca vai a Roma”, nada melhor do que pôr a língua de cada um ao serviço de uma causa para que a mensagem chegue mais longe. O único requisito é tirar uma foto com um preservativo na língua. O resto é imaginação.

No final da campanha serão seleccionadas as melhores fotos e parte das receitas obtidas com as vendas reverterão a favor da ASA, uma associação italiana de prevenção e apoio aos infectados pelo VIH.

 

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Tema tabu: As doenças mentais nos homossexuais

A edição de Agosto da Attitude, a revista gay mais vendida no Reino Unido, aborda o tema sensível – e muitas vezes tabu – das doenças mentais nos homens gays. Nesta edição chama-se a atenção para as taxas alarmantes de depressão, suicídio, ansiedade e dependência nos homossexuais, apontam-se as razões concretas para este sofrimento e o que se pode fazer para o combater. “Não estamos só a chover no molhado. Recorremos aos melhores psicólogos gays do mundo para nos darem informação correcta e concreta sobre as causas para o aumento de níveis de ansiedade, depressão e comportamento autodestrutivo em muitos de nós - incluindo eu próprio - e o que podemos fazer acerca disso. Espero que este seja o primeiro passo para uma discussão aberta",  afirmou Matthew Todd, editor da revista inglesa.  O conteúdo da revista Attitude está agora disponível para fazer download através do iPhone ou iPads. “Sei que algumas pessoas ainda se sentem embaraçadas ao comprar revistas gay nos quiosques”, acrescentou o editor. As conclusões apresentadas na revista são sustentadas em pesquisas que demonstram que os homossexuais apresentam uma quantidade desproporcional de problemas de saúde mental quando comparados com os seus pares heterossexuais.

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Famosos contra o bullying homofóbico (vídeo) (actualizada)

Depois das mortes de quatro jovens gays por bullying homofóbico que chocaram a América no último mês, várias figuras públicas têm mostrado o seu repúdio através dos media.

Após o suicídio de Tyler Clementi, o jovem e promissor músico que se suicidou após terem sido divulgadas na internet imagens de um encontro sexual com outro rapaz, Ellen DeGeneres deixou um testemunho que intitulou de "uma mensagem muito importante". No programa The Ellen DeGeneres Showa apresentadora mostra a sua preocupação sobre estes e outros casos de bullying. "Estes jovens precisam de nós. Temos de parar isto. Eu sei o que estão a passar", disse a apresentadora visivelmente emocionada.

 

 

Ontem foi a vez ser conhecido mais um vídeo da campanha We Give a Damn, que numa tradução livre significa algo como "Nós importámo-nos". Este é um projecto do True Colors Fund, fundado pela advogada e mais conhecida como cantora, Cyndi Lauper.

O projecto We Give a Damn tem como objectivo servir de base de motivação e fazer com que todos, em especial os heterossexuais, se envolvam na causa pela igualdade das pessoas gays, lésbicas, bissexuais e transgéneras.

"Quando sei que ocorre crime motivado pela orientação sexual, fico chocado e triste", foram as palavras de Elton John no início do vídeo divulgado esta terça-feira. "Ocorre um acto de violência e intimidação por hora nos EUA. É tempo de fazer alguma coisa", refere Ricky Martin, que recentemente assumiu a sua homossexualidade.

Outra iniciativa partiu de um jornalista norte-americano que criou um canal no YouTube para encorajar jovens gays e fazer com que estes não tenham atitudes auto-destrutivas. O canal chama-se It Gets Better (As coisas vão melhorar) e já vai em mais de meio milhão de visualizações.  Além da mensagem do próprio autor do canal, Dan Savage, também várias pessoas anónimas e figuras públicas estão a dar o seu testemunho na rede social.

 

 

Segundo vários estudos os jovens homossexuais têm uma taxa de suicídio três a quatro vezes superior aos outros jovens em geral.

 

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Actualizada a 10.10.2010

Dar as mãos em público poderá vir a ser ilegal no Montana

O Partido Republicano do Estado de Montana  (EUA) apresentou um programa eleitoral, no mínimo, bizarro. Entre outras medidas, o partido pretende criminalizar a homossexualidade e proibir o acto de andar de mãos dadas em público depois do pôr-do-sol.

Em 1997 o Supremo Tribunal de Justiça de Montana deliberou contra a proibição da homossexualidade, no entanto, em Junho deste ano o partido republicano adoptou uma posição oficial para a introdução de novas leis para a ilegalização da mesma.

As reacções não se fizeram esperar. O senador republicano pelo Estado de Montana, John Brueggeman, afirmou: “Eu olhei para aquilo e pensei ‘Devem estar a brincar’. Deveria ser retirado [do programa]? Completamente. Há alguém que pensa que deveríamos prender homossexuais? Se as pessoas pensam assim, provavelmente não deveriam pertencer ao Partido Republicano.”

Em comunicado o Partido Republicano de Montana  fez saber: “Apoiamos a vontade expressa dos habitantes de Montana em manter os actos homossexuais ilegais.”

Já o Bowen Greenwood, responsável pelo partido declarou à Associated Press: “Houve, e ainda existem, legisladores dentro do partido que acreditam que a legislatura deveria ditar a lei e não o Supremo Tribunal.” Recentemente, uma filiação local do Partido Republicano destitui o seu presidente depois deste ter feito comentários homofóbicos no Facebook, o que não deixa de ser irónico.

A proposta de proibição da homossexualidade está incluída numa lista de leis que, entre outras ideias, também dita que casais heterossexuais estão proibidos de dar as mãos em público depois do pôr-do-sol; todas as pessoas que possuam propriedades têm de ser instruídas; quando um animal é abatido devem aproveitar-se todas as partes do mesmo e, mais bizarro ainda, a ilegalização do jogo de computador Doom II neste estado norte-americano.

Lúcia Vieira

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Schwarzenegger ‘extermina’ lei da “cura gay”

Arnold Schwarzenegger,  governador do Estado da Califórnia, (EUA) assinou na passada segunda-feira um projecto de lei para remover a “cura gay” das leis do Estado.

A lei remonta ao século passado e foi criada para que o Departamento de Saúde Mental do Estado da Califórnia pudesse investigar as “causas e curas para a homossexualidade”.  “Se naquele tempo já era ridícula, agora é completamente inaceitável” disse a deputada da Assembleia Bonnie Lowenthal.

Redigida em 1950, a lei considerava que as pessoas homossexuais são “sexualmente desviadas” e determinava que o Estado investigasse os “desvios causadores de crimes contras as crianças”. Foi o homicídio de Linda Glucott, de apenas 6 anos, por um heterossexual pedófilo em Los Angeles, que levou a sociedade da altura a exigir que o Estado tomasse este tipo de medida e investigasse as causas dos “desvios sexuais”, incluindo a homossexualidade.

Inicialmente a deputada da Assembleia queria revogar a lei por completo, mas após conversações com a irmã mais nova de Linda Glucott, e em memória da menina assassinada, consentiu que se mantivesse a parte referente aos pedófilos.

Todos os políticos concordaram em remover homossexualidade da lei. A única oposição veio do grupo pró-cura gay Parents and Friends of Ex-Gays e Gays (PFOX).

Lúcia Vieira

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"Morrer Como Um Homem" candidato à nomeação para o Óscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira (vídeo)

"Morrer Como Um Homem" (2009, João Pedro Rodrigues) foi o filme escolhido entre os doze filmes de produção portuguesa que estrearam comercialmente entre Outubro de 2009 e Setembro de 2010 para ser o candidato de Portugal a uma nomeação ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. O anúncio foi feito pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) na terça-feira passada, 28 de Setembro. O júri que seleccionou o representante português foi nomeado pela direcção do ICA e foi presidido pelo próprio director José Pedro Ribeiro, e constituído por Ana Costa, da Associação de Produtores de Cinema, Fátima Vinagre, da TOBIS Portuguesa, José Carlos Oliveira, da Associação de Realizadores de Cinema e Audiovisual, Luís Miguel Oliveira, da Cinemateca Portuguesa/Museu do Cinema, Margarida Gil, da Associação Portuguesa de Realizadores, e Patrícia Vasconcelos, directora de casting. A candidatura portuguesa teria que ser entregue até ontem, 1 de Outubro, à Academy of Motion Picture Arts and Sciences (Academia de Artes e Ciências Cinematográficas). A Academia revelará os nomeados de todas as categorias a 25 de Janeiro de 2011 e os vencedores serão conhecidos a 27 de Fevereiro na cerimónia da 83.ª edição dos Oscars, em Los Angeles, Califórnia.

Depois de ter tido antestreia mundial no Festival de Cinema de Cannes e de ter sido o filme de abertura do Queer 13, em 2009, “Morrer Como Um Homem” foi já distinguido, este ano, como o melhor filme do Festival Internacional de Cinema Independente de Buenos Aires, na Argentina, e do Festival Gay e Lésbico Mezipatra, da República Checa. O realizador João Pedro Rodrigues vai ser homenageado com uma retrospectiva nos Estados Unidos, na Brooklyn Academy of Music (Academia de Música de Brooklyn), entre 6 e 8 de Outubro.

Através da história de Tónia (Fernando Santos a.k.a. Deborah Kristal), "Morrer Como Um Homem" dá-nos a conhecer o retrato cruel, frio e cru de um afamado transformista na Lisboa dos anos 80. Levemente (ou não) inspirado na história real de Ruth Bryden (Joaquim Centúrio de Almeida) o terceiro filme de João Pedro Rodrigues retrata a queda inglória de Tónia. Tónia é uma mulher poderosa, um furacão, uma força desmedida da natureza, diminuída pela seu companheiro Rosário (Alexander David) e pela forte concorrência de outras mulheres mais novas, Jenny (Jenni La Rue), tão iguais a si e tão diferentes de si. Pressionada pelo seu jovem companheiro a assumir a identidade feminina, pensa submeter-se a uma cirurgia de mudança de sexo. Tónia luta contra as suas convicções religiosas mais profundas: se, por um lado, quer tornar-se a mulher que Rosário tanto deseja, por outro, acredita que perante Deus nunca poderá ser essa mulher plena. Acresce a este drama o reencontro com o filho que Tónia havia abandonado em criança, esse soldado desertor, perdido sem rumo. Com o pretexto de visitar o irmão de Rosário, foge para o campo com o namorado, depois de descobrir que está gravemente doente. Perdem-se numa floresta encantada, um mundo mágico onde encontram a enigmática Maria Bakker (Gonçalo Ferreira de Almeida) e a sua amiga Paula (Miguel Loureiro). E este encontro vai mudar as suas vidas...

 

Luís Veríssimo

 

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Dia T: "A primeira coisa que vou fazer mal a lei seja publicada é ir ao registo"

Zahra Santos não podia estar mais feliz. Desde as 10 horas que se encontrava na Assembleia da República para testemunhar a alteração legislativa que considerava ser “um grande passo. As pessoas transexuais têm agora oportunidade de obter a sua identidade e evitar os tribunais”. O Parlamento aprovou hoje, já perto da uma da tarde, as alterações ao processo de mudança de identidade, que permitem mudar de sexo e de nome no registo civil, sem necessidade de interpor uma acção judicial, como ocorria até aqui. As propostas foram apresentadas pelo Governo e pelo Bloco de Esquerda. “A primeira coisa que vou fazer mal a lei seja publicada é ir ao registo civil”, disse ao dezanove Zahra Santos de 67 anos.

 

A proposta do Bloco registou maior apoio na hora da votação, ao totalizar apenas 19 votos contra. A proposta do Governo obteve 111 votos a favor (81 do PS, 15 do BE, 13 do PCP e 2 do PEV), 2 abstenções (1 do PS e outra do PSD) e 90 votos contra (73 do PSD e 17 do CDS). A proposta do Bloco de Esquerda recebeu 108 votos a favor (81 do PS, 10 do PSD e 2 do PEV), 76 abstenções (13 do PCP e 63 do PSD) e 19 contra (17 CDS, 1 PSD e 1 PS). As duas propostas descem agora à especialidade para ser redigida uma proposta única. Votaram 203 deputados.

 

A direcção da bancada do PSD deu liberdade de voto aos deputados laranjas, no entanto, esta quarta-feira o partido esteve no centro da discussão das propostas, ao defender a irreversibilidade da mudança de sexo, assim como a “circunstância de essas pessoas não estarem já em condições de procriar”, como referiu a deputada Teresa Morais, antes do debate parlamentar. No debate desta quarta-feira, que antecedeu a votação, couberam ao maior partido da oposição as posições mais controversas.

 

As reacções dos activistas no final da votação

Rita Paulos, activista da rede ex aequo "Agora aguardamos o resultado final e quais as alterações que serão feitas de ambas as propostas na especialidade. Espera-se que a lei venha a ser publicada em breve, dado que se tratam de questões que já deviam ser para ontem."

Andreia Pereira, 23 anos, dirigente da rede ex aequo "Seria importante que as associações e activistas transexuais pudessem também ser ouvidos na discussão na especialidade."  

 

Paulo Côrte-Real, presidente da ILGA Portugal Satisfeito com o resultado obtido, lamenta, em declarações ao dezanove, a não unanimidade na votação tal como ocorreu em Espanha: “Celebramos o facto de a Assembleia da República ter aprovado ambas as propostas que retiram a identidade de género dos tribunais. É apenas de lamentar que tenha havido oposição a projectos que visam defender os Direitos Humanos (DH) e que de resto seguiam recomendações por parte do Comissário Europeu dos DH. O activista de 36 anos alerta ainda para as etapas que se seguem “É fundamental que o processo legislativo decorra com celeridade, serenidade e seriedade para que rapidamente as pessoas transexuais tenham direito à sua identidade.”

 

 

“A falta de unanimidade deve-se a uma chincana política que se deve, por um lado, a algum desconhecimento e ignorância que a Direita tem da realidade transexual e, por outro, a um certo “paternalismo” assente na ideia da irreversibilidade. A ideia de que o Estado deve evitar que as pessoas devam que mudam de sexo sejam impedidas de procriar é um capricho.” afirma o deputado.  O também activista explica que o fantasma existente da procriação após a mudança de género mais não é do que uma visão conservadora”. Vale de Almeida acrescenta que “a maioria das pessoas transexuais não quererá manter a capacidade de procriar, mas mesmo que queiram, trata-se de uma questão de autonomia das pessoas, a Direita deve dissipar estes medos e estes fantasmas." Em comparação com o país vizinho, Vale de Almeida refere que o trabalho de elucidação da sociedade foi maior e que o agora faz cá falta é dar visibilidade às pessoas transexuais; promover um trabalho de inclusão da identidade de género como categoria perante a qual não se pode discriminar. “Acredito que haverá uma transição para uma série de especificações da identidade de género nomeadamente porque esta ainda não aparece no Artigo 13 da Constituição” lembrou.  Miguel Vale de Almeida, deputado independente pelas listas do PS

 

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Mudança de identidade já não precisa dos tribunais

O Parlamento aprovou hoje as alterações ao processo de mudança de identidade, que permitem mudar de sexo e de nome no registo civil, sem necessidade de interpor uma acção judicial, como ocorria até aqui. As propostas foram apresentadas pelo Governo e pelo Bloco de Esquerda, partido que registou maior apoio na hora da votação, ao totalizar apenas 19 votos contra.

 

A proposta do governo obteve 111 votos a favor (81 do PS, 15 do BE, 13 do PCP e 2 do PEV), 2 abstenções (1 do PS e outra do PSD) e 90 votos contra (73 do PSD e 17 do CDS). A proposta do Bloco de Esquerda recebeu 108 votos a favor (81 do PS, 10 do PSD e 2 do PEV), 76 abstenções (13 do PCP e 63 do PSD) e 19 contra (17 CDS, 1 PSD e 1 PS). As duas propostas descem agora à especialidade para ser redigida uma proposta única. Votaram 203 deputados.

 

A direcção da bancada do PSD deu liberdade de voto aos deputados laranjas, no entanto, esta quarta-feira o partido esteve no centro da discussão das propostas, ao defender a irreversibilidade da mudança de sexo, assim como a “circunstância de essas pessoas não estarem já em condições de procriar”, como referiu a deputada Teresa Morais, antes do debate parlamentar.

 

Ao dezanove, o deputado do Bloco José Soeiro deixou o alerta para a necessidade de o Parlamento ter em conta a realidade da população trans: “As pessoas trans são o grupo mais invisível da comunidade LGBT. Frequentemente, a imagem pública que se constrói dos e das trans é uma caricatura, entre a pura confusão com a realidade travesti e o retrato da prostituição”.

 

Já Miguel Vale de Almeida, eleito pelas listas do PS, apontou as próximas lutas a serem travadas no âmbito legislativo e que impactam a população LGBT: “Há que alterar o possível na Lei da Procriação Medicamente Assistida, que actualmente trata as mulheres como dependentes de um homem, e há que fazer pedagogia para tornar possível resolver as questões de adopção e co-adopção na próxima legislatura.”

 

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