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Activista trans assassinada na Argentina

Diana Sacayan com Cristina Kirchner.jpg

Diana Sacayán recebeu em 2012 o seu novo bilhete de identidade das mãos da presidente Cristina Kirchner, logo após a aprovação de uma lei considerada revolucionária na América Latina. Diana, de 40 anos, foi encontrada morta no seu apartamento, em Buenos Aires, no início desta semana, com marcas de ter sido esfaqueada.

A activista defendeu leis como a da identidade de género e a de quotas para pessoas trans na Administração Pública. Diana já se encontrava morta pelo menos desde o fim-de-semana, conforme relataram fontes policiais. A activista tinha previsto participar no 30º Encontro Nacional de Mulheres em Mar de Plata. Após a ausência sem justificação, os amigos de Diana estranharam e começaram a contactá-la sem sucesso.

Na sua juventude Diana viveu na pobreza e prostitui-se. Organizou-se, resistiu e foi militante política e activista. Candidatou-se a um cargo na administração pública para a Defesa da Cidadania. Colaborou com um programa local de promoção da diversidade sexual (INADI) e com a associação internacional ILGA World, sendo eleita em Outubro de 2014 como membro da direcção desta ONG.

Enquanto as autoridades investigam a sua morte, Amanda Alma, uma jornalista feminista argentina, considera que o assassinato de Diana Sacayán é um "crime político". Amanda Alma aponta como razões a proximidade das eleições e o perfil militante de Diana, que no passado tinha denunciado as máfias policiais envolvidas na prostituição e no narcotráfico.

No mês passado outras duas mulheres trans foram assassinadas na Argentina, onde a população trans tem uma esperança média de vida de 36 anos.

 

Paulo Monteiro