opinião

Europa: apalpada, estuprada e apedrejada



O vídeo abaixo relata a experiência multicultural vivida há uns dias por duas transexuais na cidade alemã de Dusseldorf. Este vídeo é mais uma história triste de agressão e que se soma a centenas de outras histórias de agressões e ofensas sexuais que acontecem por toda a Europa. Será que só começou acontecer agora ou as vítimas de agressões começaram a falar em voz alta?

 

Há cerca de três meses, devido à grave falta de voluntários, que simplesmente “desapareceram”, a Cruz Vermelha dos Países Baixos fez um ultimato: “Têm duas opções: ou voltam a ajudar os refugiados ou são excluídos permanentemente da lista de voluntários da Cruz Vermelha.” O que se passou? Porque é que de repente nos Países Baixos se evaporaram os voluntários? A resposta surgiu naturalmente depois da passagem do Ano Novo em Colónia e noutras cidades da Europa Central.  Descobriu-se que as voluntárias, que davam as boas-vindas aos refugiados e que andavam a distribuir água e sandwiches, afinal eram sexualmente assediadas várias vezes por refugiados. Deve ser pouco agradável quando durante a distribuição dos alimentos aparece alguém por trás e tenta meter a sua mão por baixo da t-shirt ou beliscar o rabo. Quando isto aconteceu, na primeira ou segunda vez, passou “despercebido”, mas quando começou a acontecer com grande frequência, as voluntárias recusaram-se a voltar para os campos de refugiados.

Ao longo de mais de uma década os assédios sexuais, actos de homofobia, crimes violentos, roubos e assaltos cometidos, enfim todos os actos menos positivos de imigrantes ou de refugiados, raramente foram reportados. Todos sabemos que é incómodo e não é politicamente correcto falar nisso. Basta lembrar o caso gritante ocorrido na cidade Rotherham, em Inglaterra, quando ao longo de uma década, um grupo de paquistaneses violou mais de 1400 crianças e mulheres. Tanto as autoridades locais como o governo local sabiam disso, mas tiveram medo de agir por causa de possibilidade de serem rotulados como “racistas” ou “xenófobos”. É exactamente isso que estamos a ver neste momento, por exemplo, na Suécia, quando as vítimas das violações sexuais da passagem do Ano Novo foram acusadas por movimentos feministas, e não só, de racismo por identificar os seus atacantes como “homens de pele escura do Médio Oriente ou do norte de África”. Ou seja, a palavra “racismo” já está a perder o seu verdadeiro significado.

Surgem casos de assaltos sexuais por todo o lado. Numa escola secundária sueca houve raparigas que foram assediadas sexualmente por adolescentes refugiados há meses e ninguém falou no caso, este caso nem sequer surgiu após a morte do colega delas, o jovem Arminas Pileckas, que tentou defender a sua colega de turma depois desta ser assediada, então os rapazes muçulmanos esfaquearam-no mesmo dentro da escola. O caso apareceu publicamente apenas após a desgraça da passagem de Ano Novo.

Entretanto surgem notícias que nalgumas cidades alemãs estão a vedar a entrada a refugiados em piscinas públicas, porque, afinal, houve múltiplos incidentes entre refugiados e adolescentes alemãs, chegando a haver cenas de pancadaria. E surgem mais notícias um pouco por toda a Europa que as discotecas e bares também estão limitar ou vedar a entrada a refugiados, porque afinal houve vários assédios e confusões. 

E reparem que a máquina da xenofobia está a ganhar força cada vez mais. 

Por exemplo, recentemente uma mulher vestida com burca foi convidada a sair do banco Sparkasse, porque segundo as regras do banco alemão “não pode fazer serviço a pessoas que não são identificáveis”. O marido chamou a TV e outros média para relatar o caso da gritante xenofobia. E se ainda há seis meses o banco se desdobraria em desculpas, hoje a Sparkasse afirmou que existem regras para serem cumpridas e que se não estão de acordo, poderão mudar de banco.

Eu próprio tenho razões de “queixa”, nomeadamente quando homens muçulmanos tentaram comprar a minha mãe e uma amiga dela numa estância de Verão no Mar Negro. Tivemos de sair da discoteca apressadamente para não sermos perseguidos (na altura eu era demasiado pequeno para perceber o que se tratava). E ainda outro episódio, quando duas colegas minhas da faculdade foram raptadas por muçulmanos e postas numa cave para serem forçadas a casar. Elas conseguiram escapar. Tiveram que atravessar uma floresta em vez de voltar pela estrada.

Para defender a cultura árabe, é necessário saber um pouco mais sobre esta cultura. Porque torna-se claro que os assédios sexuais não são uma forma de um crime organizado (que tolice, se antes o crime organizado estava interessado em traficar drogas e armas, hoje está interessado em apalpar e violar mulheres), mas sim é um padrão comportamental. Se não concordarem comigo, posso apresentar-lhes um jogo árabe, chamado Taharrush Gamea. Este jogo acontece entre homens novos. Quando uma mulher desacompanhada fica rodeada de homens e é disputada entre estes homens. Cada um puxa-a para o seu lado, até que alguém finalmente decide possuí-la. Lamentavelmente assim termina este jogo. O primeiro caso mediático passou-se na Praça Tahrir, quando a jornalista norte-americana Lara Logan estava em directo a relatar a Primavera Árabe. Lara foi afastada da sua equipa da televisão e violada por um número indeterminado de homens. A sua equipa não foi capaz de a ajudar. A coitada da jornalista ficou com incontinência rectal e urinária após esse ataque. Se estes homens fazem este tipo de coisas no seu próprio país, porque é que vocês acham que eles não vão fazer isso na Europa?

Mas a resposta dos média é puro silêncio. E mesmo por parte da ILGA! Porque é que a ILGA não condenou na sua página de internet os crimes bárbaros cometidos contra homossexuais na Líbia e na Síria? Obviamente que o resultado prático seria nulo, mas em termos ideológicos, a ILGA iria reafirmar a sua posição política contra a homofobia. Mas não… a resposta é um silêncio assustador. E depois nós ficamos surpreendidos porque os homossexuais ou as pessoas transgénero são apedrejados ou espancados.

Ainda há duas semanas na Arábia Saudita uma mulher foi violada por um grupo de sete homens. No tribunal foi condenada a 200 pauladas e foi encarcerada na prisão por  seis meses por ter tido relações sexuais fora de casamento. Os movimentos feministas, que supostamente deveriam estar em alerta máxima para estes casos, estão bastante pacíficos. Nem uma linha escrita na página do Femen sobre o ocorrido. E em vez de fazerem manifestações à porta da Embaixada da Arábia Saudita, estão preocupadas com os piropos ou estão em Bruxelas a mostrar os seus seios aos eurodeputados.

A culpa é do “Politicamente Correcto” e da “Tolerância a mais” que levou alguns países para um beco sem saída. Um claro exemplo disso é a Suécia. Quando a polícia já nem sequer aparece, se o assunto for de assaltos, roubos, furtos, pancadaria ou violação sexual. A resposta habitual que as pessoas que chamam a polícia recebem é: “Todas as unidades estão destacadas em Malmo ou em Estocolmo”. Ou seja, o contrato social estabelecido entre os contribuintes e o Estado (vocês pagam impostos e em troca têm segurança, ensino, serviço de saúde e a reforma) está a ser rompido por parte do próprio Estado. Vocês imaginam como isso pode terminar?

O génio da garrafa foi deixado sair. E dificilmente tudo voltará ao normal. A parte positiva disto tudo é que as pessoas deixaram de ter medo e de estar caladas do que estava a fazer ao longo da última década. E começam a falar. O problema existe e tem de ser discutido na praça pública. Caso contrário, se as vítimas forem silenciadas, tal como foram silenciadas em Rotherham, Colónia ou em Estocolmo então, neste caso, chegarão ao poder os nacionalistas e isto será seguramente dramático… Então nós, demasiado tarde, iremos questionar: “O que aconteceu? Como chegaram os nacionalistas ao poder?”.

 

Um europeu médio fica com a dissonância cognitiva entre aquilo que ele vê na televisão e aquilo que se passa na rua.

 

Alexandre Iourtchenko, colaborador do dezanove

59 Comentários

  • Filipe

    Há homossexuais a apoiar a Le Pen porque se sentem inseguros nas ruas de cidades como Marselha, desde que explodiu a imigração de muçulmanos.

  • Anónimo

    Até porque a manifestação em Paris que teve centenas de milhares homofóbicos que gostam de perder o seu tempo a manifestar-se contra a felicidade dos outros só tinha muçulmanos… Muito pelo contrário, diria até que pelo menos 95% dos participantes nessa manifestação vergonhosa eram cristãos. Ninguém precisa dos muçulmanos para que haja homofobia. Os “democratas”-cristãos dão conta do recado nesse aspecto. Mas se se preocupa assim tanto com as vítimas da homofobia muçulmana, pode sempre começar por sugerir um embargo à Arábia Saudita, esse grande aliado dos países ocidentais.

  • Anónimo

    Agora o dezanove promove a xenofobia? Que é feito da interseccionalidade? Que é feito do apoio à comunidade LGBT que foge das atrocidades do Estado Islâmico? Nojo! Homofóbicos, transfóbicos e violadores há em todas as raças, nacionalidades e etnias, é ridículo um site LGBT achar que isso só acontece numa determinada etnia.

  • Filipe

    E depois? Você não vê cristãos homofóbicos a esfaquear homossexuais, a insultar casais gays com ameaças de violência física. O que se tem passado em França é isto: os católicos por lá até são mais fundamentalistas que os católicos portugueses e mais activos e saíram à rua porque estavam contra o casamento e a adopção. Mas não andam nas ruas a insultar e a agredir.

    Você está muito a Leste da realidade social das cidades francesas com mais imigração muçulmana.

    É por causa destas ilusões que a extrema-direita cresce. A cultura árabe é diferente da nossa e a sua integração em massa não vai resultar.

    No final o resultado será o que está à vista: violações, sentimento de insegurança, roubos, o crescimento dos populistas nacionalistas e o fim da UE. Depois será tarde.

    A Arábia Saudita é uma ditadura abjecta mas não é de lá que vêm estes imigrantes económicos falsamente apelidados de «refugiados».

  • Filipe

    E você promove a censura? Este artigo é excelente e diz muitas verdades.

    Uma coisa são verdadeiros refugiados. LGBTs e minorias religiosas perseguidas no Médio Oriente, activistas, esses são refugiados. Está aliás em marcha um genocídio dos cristãos. Agora o que está a vir, 90% do que vem são imigrantes económicos. O que vem do Paquistão ou do Irão são o quê? São imigrantes económicos, ponto final, não são refugiados.

    Mas vocês preferem assobiar para o lado e não ver a armadilha que está nesta imigração maciça para a Europa. Não vêm que quanto maior for o número de imigrantes a chegar maior será o crescimento da extrema-direita. E maior o risco da UE acabar. E acabando a UE, acaba a democracia em alguns países e acabam os direitos LGBT conquistados.

    Mas enfim, continuem, sinceramente estou-me nas tintas, se isto estoirar tenho casa e sustento num país de liberdade, rico e fora da Europa Continental.

    Vocês da Esquerda chic caviar são estranhos, apoiam estes imigrantes que violam e maltratam as mulheres e os gays, apoiam a vinda de culturas que não se integram, onde está a coerência?

    O Alexandre que escreveu o artigo topou bem a vossa incoerência.

    Caramba, cresçam um bocado.

  • Anónimo

    Parabéns ao Alexandre pelo artigo. Apesar de ser um artigo de opinião baseia-se em acontecimentos factuais que nos deveriam chocar a todos!
    Apelidar de racista ou xenófobo quem relata factos abre um caminho fácil para apelidar, no mínimo, de homofóbico e de machista a todos os que tentam encobrir crimes contra a comunidade LGBT ou contra mulheres.
    Se a direita conservadora tem dado provas de prejudicar continuamente a comunidade LGBT o que fará a extrema direita conservadora…
    Parabéns também à dezanove, pela maturidade, na persecução de informar a comunidade mesmo quando esta informação não é (ainda) popular.

  • Anónimo

    “Mas enfim, continuem, sinceramente estou-me nas tintas, se isto estoirar tenho casa e sustento num país de liberdade, rico e fora da Europa Continental.”
    Pode sempre ir-se embora. Fascistas não fazem falta nenhuma. Só tenho pena é do país que terá que lidar consigo, porque de facto as únicas pessoas que deveriam ter que lidar consigo são os guardas prisionais por fazer apologia do fascismo.

  • Anónimo

    “Se a direita conservadora tem dado provas de prejudicar continuamente a comunidade LGBT o que fará a extrema direita conservadora…”
    No entanto o dezanove opta por dar voz ao discurso da extrema-direita conservadora.

  • Filipe

    Prove lá que fiz apologia do fascismo! Prove! Sabe ao menos o que é o fascismo? Vocês da Esquerda radical vivem com a paranóia do fascismo…

  • Filipe

    Vocês vivem paranóicos com o fascismo e matam qualquer hipótese de sermos uma democracia com um espaço de discussão pública saudável. Para vocês tudo o que não encaixar na vossa cartilha dogmática é fascismo, ou melhor, «fássismo», e a discussão morre ali. Quando vos apresentam factos, números, dados, continuam a gritar «fássismo» e dali não se sai.

    Tal como os paranóicos da homofobia e da transfobia, tão bem caracterizados pelo Joaquim Monchique, destroem a comunidade e afastam muitas pessoas, vocês da Extrema-esquerda radical matam a democracia. São uns esganiçados!

    Já agora, chamar «engraçadinha» à Marisa Matiam, como fez o Jerónimo, não é misoginia? Ai as palas ideológicas, que só vêem para um lado.

    Já agora,

    força Alexandre, grande artigo, parabéns pela coragem e não ligues aos paranóicos das fobias e dos ismos!

  • Anónimo

    “Vocês da Esquerda radical vivem com a paranóia do fascismo…”
    “Vocês mulheres vivem com a paranóia do machismo”
    “Vocês pretos vivem com a paranóia do racismo”
    “Vocês gays vivem com a paranóia da homofobia”
    That’s how stupid you sound.

  • Victor

    Sempre fui contra a entrada maciça destes refugiados na Europa, e sobretudo em Portugal. Do ponto de vista político sou de esquerda, e é por isso mesmo que sou contra, pois a cultura deles traz para a Europa muita misoginia e muita homofobia. A vinda deles é um perigo para a nossa cultura democrático. Por outro lado, a entrada deles faz subir a extrema direita, que é também um perigo para a a população LGBT.

  • Senhor Anónimo

    Embora o Português não seja dos melhores, o que até se entende, fez o trabalho de casa com distinção e ao contrário dos esquerdolas que por aqui assentaram arraiais a desancar tudo o que não encaixa na sua limitada e vermelha visão do mundo, prova o que opina.
    Esta história das migrações e das opiniões que as pessoas veiculam, com base no pressuposto errado de que são todos refugiados, faz-me lembrar a pouca vergonha que vai numa página do Facebook, em que centenas de aficionados da noite do Bairro Alto, aparecem a reclamar que os moradores é que se deviam mudar porque aquilo já tem 500 anos, foi sempre assim e é tradição.
    Tal como o karma lhes devia plantar um bar no R/C do prédio de cada um, 500 pessoas à porta de casa, litros de urina e quilos de vidros partidos, também devia colocar um destes senhores que o Iourtchenko descreve, num dos andares lá do prédio, a quem aparece a berrar que é xenofobia e racismo.
    Pimenta no cu dos outros é refresco.

  • Anónimo

    “Tal como os paranóicos da homofobia e da transfobia”
    Bem me parecia que esta criatura era um troll a mando de fanáticos religiosos.

  • Anónimo

    “Pimenta no cu dos outros é refresco.”
    Nível na conversa de um direitolo (o que faz nesta página mesmo?) é tão real como unicórnios.

  • Anónimo

    “Já agora, chamar «engraçadinha» à Marisa Matiam, como fez o Jerónimo, não é misoginia? Ai as palas ideológicas, que só vêem para um lado.”
    Primeiro, isso não aconteceu. Se estivesse a ver televisão em vez de se limitar a ler títulos do Expresso (jornal do ex-líder do PSD Balsemão), saberia isso. Aliás, aqui está a gravação: http://mediaserver4.rr.pt/newrr/jeronimo_candidata_engracadinha1702cc06.mp3
    Caso não saiba, difamar é crime e, se o PCP fosse minimamente inteligente, coisa que nem sempre é (agora o fascista Filipe deve ter ficado atordoado por descobrir que na esquerda se reconhece quando outras pessoas de esquerda fazem disparates… se o Filipe não fosse tão ignorante saberia que só na direita é que seguem tudo o que o líder diz para não parecerem “sectários”), poderia processar o Expresso por difamação.
    Em segundo lugar, assumindo que de facto o Jerónimo de Sousa tinha dito isso, toda a esquerda, inclusive dentro do PCP, ficou indignada. Se você realmente soubesse o que quer que fosse sobre a esquerda, descobriria isso em segundos. Mas não, prefere viver na sua bolha direitola e fazer apologia do fascismo.

  • Pedro

    Ja não aguento a demagogia esquerdista – abram as portas a todos e depois logo se vê…
    Ja nao aguento a rotulagem feita a que se opoe a esta abertura…racismo ou xenofobia dizem.
    Entre estes dois extremos existe a durissima realidade que esta gente nao deve, nao pode, nao precisa de se refugiar na Europa. Vao para o deserto da Arabia Saudita, vao para as cavernas do Afeganistao, vao para as praias da Indonesia. Para a Europa, nao. Nenhum deles, nem os bonzinhos, nem os coitadinhos que “nao tem nada a ver” e que ate nem concordam…onde estao esses “bonzinhos”? caladinhos que nem uns ratinhos. Nao, nao, nao e mil vezes nao – sou contra a islamizacao da Europa. Nao sou racista, nem xenofobo – vou para a cama com todos.

  • Anónimo

    Se não gosta da “demagogia de esquerda”, o que faz num site LGBT? E se você não fosse tão burro e se informasse devidamente, saberia que o Líbano e a Jordânia, países com área e população inferior à portuguesa, tem mais de um milhão de refugiados. Ou seja, dois países com menos de 10 milhões de habitantes têm cada um mais refugiados que o continente europeu inteiro. Deixe de ser burro e xenófobo e informe-se!

  • Filipe

    Não sabia que agora este site apenas admitia visualizações de esquerdistas. Quer goste quer não goste, há homos de Direita e de centro-direita. Habitue-se.

  • Anónimo

    “Quer goste quer não goste, há homos de Direita e de centro-direita.”
    Pois há. Escondem-se e votam contra os interesses das pessoas LGBT que não podem ou não querem esconder-se.

  • Filipe

    Os interesses dos LGBT não se resumem a duas ou três leis sobre costumes. Quando voto penso na Economia, Finanças, relações internacionais, ambiente, etc.

  • Anónimo

    “duas ou três leis sobre costumes”
    Pois, o que interessa se não podemos casar-nos nem adoptar, se não podemos beijar-nos em público sem sofrer agressões. Ou até mesmo se podemos ser presos pela nossa orientação sexual. O que interessa é que a economia e as finanças estejam bem (mas nem nisso os direitolos são bons). Olhe, pode sempre ir para o Qatar. Lá a homossexualidade é ilegal, mas o que é que isso interessa quando o Qatar é o país com o PIB per capita mais elevado do mundo?

  • João Delgado

    Para existir liberdade é preciso existir segurança, se as pessoas não se sentirem seguras na rua, se as pessoas não se sentirem seguras, não vão ter a liberdade de se exprimirem como são.
    Contra factos não há argumentos e é bom que se esteja bem atento para estes acontecimentos e para o problema de forma a tentar resolve-los, não a fechar os olhos com extremismos que se vai resolver as coisas

    Caro Filipe, sim é verdade os interesses dos LGBT não se resumem a duas ou três leis sobre costumes, agora também é verdade, que essas leis de costume são extremamente importantes para mim como homem gay e que até tenho uma grande atracão por homens muito enfemininados, as chamadas “bixas”, ja que sempre sofri descriminação disfarçadas de “questões de bons costumes e falços moralismos” essas leis são muito importantes para a minha qualidade de vida, pois eu assumo a 100% que gosto, quero e que mereço andar na rua, e andar com o meu namorado sem correr o risco de ser agredido:
    Eu, como pessoa que gosta muito de fazer desporto e andar ao ar livre, dou muito valor em poder andar na rua com a pessoa de que eu gosto sem correr o risco de ser ofendido/agredido, pois para mim isto é uma coisa que não tem preço, portanto essas leis dos costumes para mim tem muita importância para a minha vida.
    Para mim leis como a do casamento, tem muita importância, não do devido a o poder de mudar as mentalidades na sociedade, mas também devido as todas a implicações legais, coisas tão simples como o poder meter atestando de assistência a família para estar a apoiar a pessoas de que eu mais goste se estar estiver com algum problema grave,l e alem disso quero ver a minha relação reconhecida, tal como acontece com as restante pessoas, nem que seja por uma questão de dignidade

    Vejo muito gente aqui a criticar o pessoas que vota nos partidos da esquerda por causa das questões lgbt, mas não vejo partido nenhum da direita a defender a minha liberdade e segurança. Eu pessoalmente teria todo o gosto em apoiar os partidos de direita que se mostrassem abertos para estas questões, infelizmente este não existem ca actualmente, porque não gosto nada de ver estas questões reféns dos partidos da esquerda, e muito sinceramente estou farto de ver aqui comentários extremistas, tanto vindo da direita como vindos da esquerda

  • Merry Alvezeras

    Antes de mais, aviso tudo e todos, que vou fazer algumas afirmações politicamente incorretas, portanto quem as ler que o faça por sua conta e risco e não diga, depois, que eu não avisei:

    1º) Sem querer parecer excessivamente “bonzinho” nem excessivamente “coitadinho”, julgo ser um bocado exagerado afirmar que todos os muçulmanos são bárbaros e intolerantes, por causa das ações de alguns. No entanto, também me parece um bocado exagerado defender incondicionalmente todos os muçulmanos como se fossem criaturas imaculadas incapazes de fazerem mal a uma mosca.
    Portanto sugiro a todos que sosseguem as respetivas “passarinhas” pois quem vir a acesa e (histérica) discussão que este artigo desencadeou, há-de pensar que andais tod@s com falta de homem. Depois não se queixem se aparecer alguém a dizer-vos: “GET A ROOM”, suas badalhoc@s!!!

    2º) Gostaria de perguntar ao senhor Pedro – e nem ponho em questão se ainda o posso tratar por menino Pedro porque as escandalosas revelações que acabou por fazer no final do seu comentário me levam a concluir que o seu estado de virgindade há muito que já deve andar pelas ruas da amargura – se está a ser cínico ou apenas ingénuo, quando afirma “nem os coitadinhos que “nao tem nada a ver” e que ate nem concordam…onde estao esses “bonzinhos”? caladinhos que nem uns ratinhos.”?
    Pois que que remédio têm os “coitadinhos”, os “bonzinhos”, os “fofinhos” senão estarem caladinhos que nem ratos, já que todo o mundo os trata abaixo de cão precisamente por serem os “coitadinhos”, os “bonzinhos”, os “fofinhos”?
    Dêem-me um simples exemplo em que a opinião de algum coitadinho/bonzinho/fofinho tenha, alguma vez contado, para alguma coisa? Aliás dêem-me um exemplo de alguém que, alguma vez, se tenha solidarizado ou defendido algum coitadinho/bonzinho/fofinho?

    3º) Não consigo deixar de sorrir ao ver como os amigos/aliados de ontem passam rapidamente a inimigos de hoje e vice-versa. Veja-se o caso de Amin al-Husayni, um líder muçulmano (e Mufti de Jerusalém) que se aliou aos nazis para perseguir os judeus durante a II Guerra Mundial.
    (https://www.publico.pt/mundo/noticia/foi-o-mufti-de-jerusalem-que-disse-a-hitler-para-queimar-os-judeus-1712038).

    4º) Em resumo, de toda esta triste história se conclui que a a bandidagem é igual em todo o lado (seja qual for a sua raça, religião, ou quadrante político) e que – no fundo, no fundo – muita pouca coisa (ou nada) distingue:

    (a) a gente estúpida com ares de grande superioridade moral que defende essa bandidagem, como p. ex:

    http://www.dn.pt/mundo/interior/autarca-de-colonia-provoca-indignacao-apos-ataques-a-mulheres-4966223.html

    (b) a gente desprezível que – talvez por ser demasiado cobarde para enfrentar a bandidagem – advoga o ataque aos mais fracos, que não têm culpa de terem nascido numa comunidade que já os maltrata e persegue.

    Sabem que mais? Tanto aos (a) como aos (b) sugiro isto:

    https://www.youtube.com/watch?v=KG0sFrhBGQM

    Com os mais respeitosos cumprimentos, despede-se este vosso criado,

    Merry Alvezeras

  • Anónimo

    “Portanto sugiro a todos que sosseguem as respetivas “passarinhas” pois quem vir a acesa e (histérica) discussão que este artigo desencadeou, há-de pensar que andais tod@s com falta de homem. Depois não se queixem se aparecer alguém a dizer-vos: “GET A ROOM”, suas badalhoc@s!!!”
    Ou seja, recorre ao uso do termo misógino “histérica” e acha que pessoas expressarem a sua opinião se resume a falta de sexo. Parece mesmo o português ignorante típico que se orgulha de ser analfabeto político. Mas já agora digo-lhe isto: em vez de reclamar que há pessoas a reclamar, vá mas é procurar uma rola.

  • Anónimo

    “Gostaria de perguntar ao senhor Pedro – e nem ponho em questão se ainda o posso tratar por menino Pedro porque as escandalosas revelações que acabou por fazer no final do seu comentário me levam a concluir que o seu estado de virgindade há muito que já deve andar pelas ruas da amargura”
    Conversa de balneário de heteros machistas e homofóbicos?

  • Lena

    O video que mencionaste foi a reacção para este acontecimento: http://www.dailymail.co.uk/news/article-3418312/She-wanted-help-did-Mother-Swedish-refugee-worker-killed-Somali-migrant-says-country-fled-war-torn-Lebanon-no-longer-safe.html e após as tentativas da polícia em encobrir o crime que cometeu o homem refugiado de 30 anos. Ou seja, a xenofobia já é a reacção e não é a causa.

  • Anónimo

    “E em vez de fazerem manifestações à porta da Embaixada da Arábia Saudita, estão preocupadas com os piropos ou estão em Bruxelas a mostrar os seus seios aos eurodeputados.”
    LOL, um homem cis a querer explicar às mulheres como é que elas devem fazer o feminismo. Alega ainda, muito erradamente, que o feminismo não é necessário na Europa porque “na Arábia Saudita é pior”. Dezanove a partilhar, misoginia e mansplaining, yay!

  • Anónimo

    Se este gajo se informasse, saberia que “as feministas” combatem a homofobia e a misoginia nos países do Médio Oriente. Só que, como vivem na Europa, não podem estar a apanhar um avião para a Arábia Saudita todos os dias (já para não falar nos riscos que isso acarretaria).

  • Ricardo C.

    Um refugiado viola alguém. Então um grupo de europeus espanca um grupo de refugiados que nada têm a ver com o homem em questão e que não violaram ninguém. E isso é justificativa para os actos que cometem… Parece-me legítimo.
    Por essa lógica, um Benfiquista viola uma mulher. Então um grupo de Sportinguistas espanca um grupo de Benfiquistas que nada tinham a ver com o primeiro e que não violaram ninguém. E assim, estão desculpados.
    Por essa lógica, um gay viola um rapaz, então um grupo de heterossexuais (e alguns gays reprimidos) espancam um grupo que gays que nada tinha a ver com o primeiro e que não violaram ninguém… E o seu acto é desculpável.

    Podia continuar, mas acho que já devem ter percebido a ideia.

  • Anónimo

    Pois… Elas combatem tanto que até ofereceram flores aos refugiados e pedir desculpas pela “xenofobia” da passagem do ano novo. Essas imagens: http://www.infowars.com/cologne-women-apologize-for-xenophobia-by-giving-migrants-roses-following-mass-molestation/ tocaram muitos corações das feministas e “idiotas úteis” na Alemanha e, sobretudo, tocaram os corações de 1040 vítimas de ataques sexuais da passagem de Ano Novo, mas de uma forma diferente. Quando as feministas ficam do lado dos atacantes em vez de ficar do lado das vítimas, garanto-lhe que nas próximas eleições a esquerda na Alemanha vai ser duramente castigada. Os movimentos feministas e movimentos LGBT atacam severamente aqueles que não representam ameaça.

  • Anónimo

    Único lugar onde seja qual for o movimento poderá demonstrar o seu desagrado com os acontecimentos no outro país é à porta da missão diplomática deste país. Por isso não venha com a treta dizer que elas devem embarcar para a Arábia Saudita.

  • Anónimo

    Deixa-me ver se percebi:
    Acusa-me de usar o termo MISÓGINO “histérica” para classificar uma discussão sem pés nem cabeça, para depois – num rasgo de grande coerência – me mandar “procurar rola” (uma frase nada misógina…).
    E depois ” o português ignorante típico que se orgulha de ser analfabeto político” sou eu?

  • Merry Alvezeras

    “Conversa de balneário de heteros machistas e homofóbicos?”
    Não fazia ideia que os heteros machistas e homofóbicos falavam sobre virgindades quando se encontravam em balneários. Muito me conta…
    Já agora, é capaz de contra-argumentar descontruindo os argumentos alheios ou a única coisa que consegue fazer é respetir sempre os mesmos chavões e frases feitas como quem repete um mantra?

  • Anónimo

    “Você não vê cristãos homofóbicos a esfaquear homossexuais, a insultar casais gays com ameaças de violência física.”

    É o pão-nosso de cada dia nos EUA. Em Portugal temos os católicos.

  • Anónimo

    “Quer goste quer não goste, há homos de Direita e de centro-direita.”

    Um bocado como perús a favor do Natal. Hilariante se não fosse tão pateticamente triste.

  • Anónimo

    Não vou contra-argumentar com pessoas que recorrem a insultos. Se deixar de recorrer a insultos aí penso no assunto.

  • Anónimo

    Mandá-lo procurar uma rola neste contexto não é uma frase misógina misto que a ideia da mesma é expor o ridículo dos seus comentários que acham que tudo se resume à falta de sexo. No fundo estava a referir-me à ironia de reclamar de pessoas que reclamam. Se fosse mais inteligente perceberia isso.

  • Anónimo

    “a cultura deles traz para a Europa muita misoginia e muita homofobia”
    A Europa já tem muita misoginia e homofobia, com ou sem muçulmanos. Basta ver alguns países da Europa de Leste.

  • Anónimo

    Ou seja, para si criticar o masoquismo em se ser simultaneamente LGBT e direitolo é o mesmo que ser um ditador? Mas onde é que aprendeu falácias? Foi com a extrema-direita?

  • Emigra

    Era o que toda à gente devia fazer a este meme que passa aqui a vida a picar e a chamar “direitolos” às pessoas. Ignorar e nunca lhe passar cartão, que é o que se deve fazer a trolls. Umas vezes inventa nicks mas a maior parte das vezes é anónimo si que o estilo ranhoso topa-se sempre.
    Parece alguém alapado lá na agência de publicidade contratada pelo BE.

  • Anónimo

    E este é outro de muitos comentários que não se percebe como foram aprovados, pois limita-se a insultos. Administradores do dezanove, vejam se acordam de uma vez por todas e param de dar voz a direitolos e a preconceituosos.

  • Emigra

    Não percebo o que se passa com este site. Pubicam comentários completamente disparatados e outros não publicam.
    Um dia destes pode ser têm uma surpresa…

  • Anónimo

    Como é que o dezanove permite este tipo de comentários quando ao mesmo tempo alega não ser aberto ao insulto e ódio?

  • Anónimo

    Finalmente o 19 começa a ser um espaço em que o contraditório tem lugar e toda à gente tem oportunidade de se defender usando as mesmas armas. Chama-se democracia.

  • Anónimo

    “Parece alguém alapado lá na agência de publicidade contratada pelo BE.”
    Percebe-se que o mundo está perdido quando pessoas que alegadamente são da comunidade LGBT (se bem que o mais provável é serem trolls) manifestam um enorme ódio ao BE, o partido que mais fez pelos direitos LGBT em Portugal e que, ao contrário do PS e do PCP, não ficou à espera que a sociedade se tornasse mais liberal por osmose. Com bichas masoquistas destas quem precisa dos heteros homofóbicos?
    Igualmente curioso é o facto de acusarem outros comentadores de serem sempre a mesma pessoa quando os supostos comentadores de direita têm sempre tão em comum o ódio ao BE e acham que a homofobia desapareceu em Portugal por magia.

  • Anónimo

    “Você está muito a Leste da realidade social das cidades francesas com mais imigração muçulmana.”
    Tipo as notícias fabricadas pela FOX News que foram desmentidas pela comunicação social francesa?

  • Anónimo

    “garanto-lhe que nas próximas eleições a esquerda na Alemanha vai ser duramente castigada”
    Um ano depois Martin Schulz está à frente nas sondagens, havendo a possibilidade de formar uma “geringonça” alemã.

  • Anónimo

    Em Paris, a cidade francesa com mais diversidade, apenas 5% dos eleitores votaram em Le Pen. Suponho que os residentes de Paris saibam mais sobre como as coisas funcionam por lá do que um direitolo xenófobo tuga.

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