Depois de David Beckam, a conhecida marca de roupa sueca H&M volta a pegar numa figura conhecida mundialmente para dar a cara por mais uma colecção, desta vez foi Caitlyn Jenner.
Numa foto partilhada pela própria Caitlyn esta sexta-feira, a estrela dos reality shows revelou estar orgulhosa por fazer parte desta “inspiradora e espectacular” campanha da H&M Sport.
“Escolhemos Caitlyn Jenner, uma das atletas mais conhecidas em todo o mundo para fazer parte desta campanha da H&M Sports porque queremos mostrar que tudo é possível de ser superado: quer no desporto quer na vida”, disse um porta-voz da H&M ao BuzzFeed.
Conhecida até 2015 como Bruce Jenner, ex-atleta olímpico e padrasto das irmãs Kardashian, Caitlyn surpreendeu o mundo em Abril do ano passado ao assumir-se como mulher. Depois de uma entrevista vista por milhões de pessoas, Caitlyn tornou-se activista pelas questões trans, tendo recebido vários prémios pela sua coragem e contribuição para uma maior visibilidade trans. Foi considerada pela imprensa americana como a mulher trans mais famosa do mundo, posou para a famosa revista Vanity Fair e lançou um documentário intitulado “I am Cait”, que acompanha o seu processo enquanto mulher trans.
Caitlyn lançará em Abril a sua própria linha de batons Finally Free, cujo lucro reverterá a favor da M.A.C AIDS Fund Transgender Initiative. Recorde-se que a ex-atleta também é embaixadora da marca M.A.C. Cosmetics.
Paulo Monteiro



5 Comentários
simplesmente...
Coragem não lhe falta.
Que Deus a ajude.
Anónimo
Apesar de Caitlyn Jenner ser trans, ela é apoiante do Partido Republicano, partido de extrema-direita que quer prender pessoas trans por usarem a casa de banho correspondente ao seu género. À semelhança de Assunção Esteves e Paulo Portas que, apesar de homossexuais, pertencem a partidos assumidamente homofóbicos, Caitlyn Jenner apenas olha para o seu umbigo e não quer saber das dificuldades pelas quais passam as pessoas trans. Caitlyn Jenner não defende os interesses da comunidade trans.
Anónimo
Apesar de eu não gostar particularmente das pessoas que referiste, nem dos partidos de direita acho mal que se venha aqui referir nomes de A ou B.
Eu percebo que sejas da opinião que essas pessoas se devem assumir, mas não te cabe a ti faze-lo em primeiro lugar porque (imagino eu) nem conheces pessoalmente as pessoas em questão e logo nem sabes com certeza se esses rumores são verdadeiros ou falsos, em segundo lugar mesmo que seja verdade (o que não seria surpreendente), mesmo assim é um assunto que a eles dirá respeito e não te cabe a ti nem a ninguém que não seja o próprio tornar essa informação pública.
Dentro da comunidade LGBT assumida as pessoas são sempre da opinião de que toda a gente se deve assumir e que isso é sempre uma coisa positiva e esquecem que existem muitos casos em que as pessoas se suicidam pouco tempo depois de se assumirem ou de terem sido “outed” por outras pessoas.
Não estou a dizer que as pessoas devem ficar dentro do armário, mas sim que cabe a cada um sair quando estiver preparado. Só o próprio é que pode decidir se se quer assumir ou não, é uma escolha dele e de mais ninguém.
E além disso e aqui vou lançar a polémica assumir-se não é a melhor solução para todos, apenas para quem está preparado para isso. As pessoas não são todas iguais e os contextos também não.
Anónimo
Oi? Onde é que o comentário anterior estava a dizer a quem quer que fosse para se assumir? O comentário anterior criticava sim a hipocrisia de alguns políticos portugueses, bem como a hipocrisia de Caitlyn Jenner.
Anónimo
Deixei que outras discussões que tive com outras pessoas transbordassem para aqui, não estava no teu comentário que ninguém se devia assumir, mas estavas a afirmar que Paulo Portas e Assunção Esteves são homossexuais. Não sei se são nem se não são mas isso é lá com eles… se nunca se assumiram como tal não te caberia a ti nem que o soubesses dizê-lo aqui…
De qualquer forma Assunção Esteves, Paulo Portas e restantes políticos de partidos de direita devem deixar de defender políticas discriminatórias para com as pessoas LGBT simplesmente porque é a coisa certa a fazer e independentemente se serem eles próprios homo ou não.