O livro Los novios de Felipe VI, do jornalista espanhol Joaquín Abad, está a agitar o panorama mediático em Espanha ao sugerir que o actual monarca poderá ter tido relações tanto com mulheres como com homens ao longo da sua vida, levantando, ainda que de forma não comprovada, a hipótese de bissexualidade.
Segundo diferentes peças de imprensa que têm repercutido o conteúdo da obra, são referidos nomes como Miguel Bosé, Alejandro Sanz e Álvaro Fuster, figuras próximas do círculo social do rei. O autor sugere uma alegada “vida dupla” de Felipe VI, numa narrativa que rapidamente ganhou tracção mediática.
No entanto, importa sublinhar: não existe, até ao momento, qualquer prova independente que confirme estas alegações. Nenhum órgão de comunicação social de referência validou os conteúdos apresentados, nem a Casa Real espanhola se pronunciou sobre o tema.
Para além do impacto imediato, o caso levanta questões mais amplas, especialmente relevantes para o público LGBTQIA+. A possibilidade de um chefe de Estado ser bissexual continua a ser tratada, muitas vezes, como elemento de choque ou escândalo, em vez de uma dimensão natural da identidade humana. Ao mesmo tempo, quando essas narrativas surgem sem base comprovada, correm o risco de instrumentalizar a sexualidade como ferramenta de especulação.
Entre a curiosidade pública e o voyeurismo mediático, Los novios de Felipe VI insere-se numa tradição de biografias não autorizadas que exploram a intimidade da realeza. Mas deixa também uma pergunta pertinente: estamos perante uma revelação que desafia normas ou apenas mais um episódio em que a sexualidade, sobretudo quando não normativa, é usada para gerar polémica?
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Imagem: Carlos Alvarez



Um Comentário
Maria Jareño
De verdad? Pq todos los del colectivo LGTBI+ pensáis q todos son gays, bisexuales….?