Nada de novo para os que escutam atentos os ainda persistentes silêncios gritantes de alguns socialistas, silêncios que dão espaço para a materialização a “negrito” no recuo em matéria de direitos humanos pelo PSD e pelo CDS, desde… sempre.
A AD enquanto governo anuncia como uma das 7 novas medidas muito importantes: – “matéria de igualdade não deve ser ensinada nas escolas”. Mas enquanto oposição e sem tanto “negrito” consideravam que essas matérias eram menores e que nem se devia perder tempo com leis ou disciplinas sobre direitos humanos. Isso das meninas terem os mesmos direitos que os meninos, das crianças saberem sobre identidade de género, orientação sexual, respeitar diferentes etnias, aprenderem o que é consentimento, saberem de direitos humanos, de democracia, não é relevante. Parece que para a AD, afinal é importante que as crianças não saibam, ou uma nação inteira, creio ser este o plano alargado cortando com a disciplina que ensina essencialmente a viver em democracia. Mas vamos à definição deste dueto da AD, respectivamente. O CDS, esses radicais católicos, nada de novo, seguem-se por um livro velho e que nunca foi votado, chamam de novo testamento mas continua a ser um antigo fóssil. Nunca terão o consentimento do povo senão enquanto partido parasita, apesar da nação ser maioritariamente católica. No caso do PSD confirma-me a ansiedade que tenho em verbalizar o seu nome: Partido Social Democrata… as palavras custam-me a sair, nunca entendi o que é que tem de social, uma vez que insiste ao longo dos anos em desvalorizar ou em ir contra qualquer lei a favor dos direitos humanos, em prol da sociedade, ou seja, o seu segundo nome, “social”. O PSD foi nestes últimos dias ao confessionário e apresenta as suas políticas pro activas pelo desconhecimento do que é uma democracia , através da sua proposta de silenciamento dos conteúdos da disciplina de cidadania, que por sua vez o ensina, a ser democrático. Numa coisa a AD é coerente, a receita é sempre a mesma, a tradicional:
1 – cortar na informação, começar por complicar a vida à informação livre da televisão pública cortando receitas.
2 – cortar na Cultura, seguir os passos para trás que foram dados por Passos Coelho enquanto Primeiro Ministro. De preferência extinguir o Ministério da Cultura.
3 – anunciar um falso crescimento económico enquanto estão em campanha que depois em orçamento de estado confessam não existir.
4 – aproveitar o momento para erradicar qualquer ensinamento democrático, há que cortar o mal pela raíz, crianças informadas são futuros adultos perigosíssimos para os anti-democratas. Ou seja para a AD.
As crianças informadas de hoje, serão adultos que não lhes vão confiar os votos nas urnas nem tão pouco validar a gonorreia mental que é um novo estatuto da mulher como empregada doméstica… Dissecando ainda o nome, Ao PSD resta apenas o primeiro nome: partido. Já que de social e democrata nada tem. Parecem ser um grupo de sonsos que convencem uns quantos confusos com muita falta de perspicácia do seu desejo oculto mas pulsante de repressão.
A AD é assumidamente anti constitucionalista, anti democrata e anti direitos humanos.
A contra informação é forte, a passividade do povo é real, mas o mundo hoje é livre e estarão na lixeira à distância de um clique. É curioso que dois partidos que apelam tanto à discrição de tudo o que não é normativo, pavoneiem tanto a sua ignorância. Bravo!
A internet nunca dorme e as vossas palavras agora gravadas farão acordar os votantes mais adormecidos, tal como aconteceu no passado.
AD nunca mais! Liberdade sempre!
Dário Pacheco


