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Atropelamento na Marcha do Orgulho LGBTI+ de Berlim: um morto e 29 feridos; autor em fuga, mas já foi identificado (actualizada)



As celebrações do Christopher Street Day (CSD) de Berlim, um dos maiores eventos LGBTQIA+ da Europa, terminaram em tragédia na noite de sábado, após um veículo ter entrado numa zona junto ao percurso do Pride. Já está em curso uma operação policial em Berlim para localizar o autor do atropelamento que provocou um morto e pelo menos 17 feridos. Entre as vítimas, oito sofreram ferimentos graves e três encontram-se em estado crítico.

Entretanto, as autoridades anunciaram que já identificaram um suspeito de 21 anos. “Trata-se de um indivíduo conhecido da polícia por alegadas ligações a círculos islamistas em Berlim”, afirmou um porta-voz da polícia aos jornalistas.

As autoridades alemãs apelaram à população para que mantenha a máxima cautela enquanto decorre a operação para localizar o suspeito do qual já foi divulgada uma fotografia. “Se se deparar com esta pessoa, não se aproxime em circunstância alguma e evite qualquer contacto directo. Pode estar armada e ser perigosa”, alertou a polícia.

O incidente ocorreu este sábado à noite, cerca das 22h00 locais (21h00 em Lisboa), quando uma viatura branca, descrita por testemunhas como uma carrinha, acelerou em direção à multidão concentrada no Parque Tiergarten, onde decorria a marcha do Orgulho LGBTQIA+, conhecida como Christopher Street Day.

Após o atropelamento, o veículo despistou-se e embateu numa árvore. O condutor abandonou a viatura e fugiu a pé.

Friedrich Merz, o chanceler alemão tem mantido contacto permanente com as autoridades e já afirmou que “os seus pensamentos estão com as vítimas”. Na manhã deste domingo, Merz recorreu à rede social X para classificar o ataque como um “acto abominável” e “um ataque à nossa sociedade”.

A comunidade LGBTQIA+ alemã manifestou igualmente consternação perante um dos episódios mais graves de violência alguma vez registados durante o Pride de Berlim.

O Christopher Street Day de Berlim reúne anualmente centenas de milhares de participantes e é um dos mais emblemáticos eventos do movimento LGBTQIA+ europeu, evocando a revolta de Stonewall de 1969 e afirmando a defesa dos direitos humanos, da igualdade e da diversidade.

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Este domingo o ministro do Interior alemão afirmou que “tudo indica” que o ataque à Marcha do Orgulho LGBTI+, em Berlim, foi “um atentado terrorista islâmico”, anunciando que o número de feridos subiu para 29. O suspeito é considerado perigoso e está a ser procurado, não só em Berlim, mas também nas fronteiras, aeroportos e estações ferroviárias do país.

O suspeito do ataque durante o Orgulho LGBTQ+ em Berlim, Abdul Ballout, de 21 anos, foi abatido este Domingo à tarde durante uma operação da unidade especial da polícia alemã (SEK) num pavilhão situado no bairro berlinense de Spandau. A operação culminou numa troca de tiros, após os agentes terem sido atacados a tiro pelo suspeito, que respondeu ao cerco policial.

Artigo actualizado com novo título e o penúltimo parágrafo às 16 horas e o último parágrafo às 19 horas.

Foto: depositphots.com/pt

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Um Comentário

  • Vitor Grade

    É curioso ver como tantos anos de artigos sobre “islamofobia”, “xenofobia” e “discursos de ódio” raramente são acompanhados por uma reflexão igualmente séria sobre o fundamentalismo islâmico que, repetidamente, tem como alvo eventos LGBTI+ na Europa. Para defendermos os direitos das pessoas LGBT, temos também reconhecer que existem correntes ideológicas profundamente incompatíveis com esses direitos. Se ignorarmos esse facto, por receio de alimentar estigmas, não protegemos ninguém e continuamos a seguir o nosso caminho para o abismo. Pelo contrário, ignorar este facto, impede-nos de construirmos um debate honesto sobre os riscos do extremismo religioso e sobre as políticas de integração e segurança. Combater preconceitos é uma obrigação. Fechar os olhos ao extremismo também não pode ser a solução.

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