a saber,  opinião

Fui à Marcha com o António



Descer um pouco da Avenida da Liberdade com António Serzedelo foi um momento marcante para mim, ver um homem de 81 anos ainda sentir a necessidade de marchar pelas causas LGBTQIA+.
António Serzedelo o mais velho activista gay vivo, autor do primeiro manifesto “Liberdade para as Minorias Sexuais”, publicado a 13 de Maio de 1974, fundador da Opus Gay (actual Opus Diversidades) defende que há que voltar em força à rua e à luta pelos direitos conquistados pela População LGBTQIA+.

Já não estamos em tempos de mudança, mas sim, numa mudança total de paradigma: O que valia, já não vale e o que passa a valer não substitui o que estava antes.
Vivemos tempos de regressão social, de perda de direitos adquiridos por isso a luta tem de ser travada de uma forma mais veemente, não só pela conquista da plena igualdade ainda por alcançar, mas também pela manutenção dos já conquistados.

A 27ª Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa foi prova disso. Realizada no passado sábado, dia 6 de Junho, foi bastante expressiva com uma adesão de cerca de 60.000 pessoas a descer a avenida principal da capital, sob o lema “Existimos e Resistimos”, culminando no Terreiro do Paço, porta da cidade de Lisboa.

Conseguindo temer perda de direitos LGBTQIA+ a nível global, algum retrocesso civilizacional, teremos de ser tão ou mais resistentes do que temos sido, sendo que quanto mais unidos mais forte seremos.
A luta continua.

.

Miguel Rodeia