O jornal Público revelou esta quinta-feira que foi entregue a 18 de Março, na Assembleia da República, uma petição, com quase 17 mil assinaturas, que volta a defender as terapias de conversão considerando que as mesmas são “relações naturais de cuidado” e não crimes.
Recorde-se que em 2023 foi dado um importante avanço legislativo em Portugal e que criminalizou as práticas de conversão.
Segundo cita o jornal Público os defensores desta petição defendem que a lei em vigor (Lei n.º 15 de 2024) contém “incoerências” e assenta em “definições vagas e contraditórias”.
Por essa razão os subscritores desta petição pretendem reverter a lei em vigor em Portugal – consensual para a comunidade cientifica – e que inclusive a União Europeia pretende aprovar e recomendar a todo os Estados Membros no próximo dia 17 de Maio – Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia.
Os peticionários da petição a favor das terapias da conversão entregue no passado mês no Parlamento consideram que estas terapias, que visam alterar a orientação sexual ou a identidade de género, são meras “relações naturais de cuidado” entre pais e filhos, e não “actos criminosos” e que a proibição destas práticas “viola o princípio básico da protecção da infância”.
A petição aguarda admissão para debate no Parlamento (bastam 7500 assinaturas para um assunto ser debatido na Assembleia da República) e já reabriu o debate em torno das “terapias de conversão” levando, por exemplo a actriz Inês Herédia a pronunciar-se publicamente, assumindo, pela primeira vez, que foi vítima de uma prática do género feita por uma psicóloga que frequentou.
Para além de confessar este detalhe da sua vida íntima, Inês Herédia mostrou-se disponível para testemunhar no Parlamento sobre tudo o que sofreu:
“”Posso também levar os exercícios que a minha psicóloga me fazia, guardei as folhas todas. E convidamos estas 17.000 pessoas a fazerem cada um deles. Numa espécie de «Hunger Games» para ver quem chega ao fim de pé”, confessou Inês Herédia, alertando ainda para o “perigo destas práticas”.
“É MUITO sério e MUITO silencioso. A OMS pronunciou-se e a lei acompanhou. Não dá para voltar atrás nisto”, concluiu.
Consulta os artigos em Portugal e no mundo sobre este tema aqui.
A 3 de Abril a actriz trans Maria João Vaz e o activista Miguel Salazar decidiram criar uma nova petição online para contrapor a que foi entregue em Março no Parlamento. Podes assinar aqui:
https://peticaopublica.com/?pi=PT130494
A 8 de Abril já somava mais de 55 mil assinaturas.
Foto: https://depositphotos.com/pt/



Um Comentário
Joao Ferreira
Eu gostava que o povo português fosse mais respeitado em termos da sexualidade de cada um mas a educação não vem com qualquer um