O festival de cinema volta à Invicta de 4 a 8 de Novembro e traz 40 filmes ao Batalha Centro de Cinema, à Casa Comum da Reitoria da Universidade do Porto e ao Passos Manuel. Deixamos-te cinco sugestões de filmes, um por dia, em quatro temáticas diferentes. Hoje, o género no centro do turbilhão, contando histórias de afirmação, questionamento, transição, reinvenção e, sobretudo, resistência ao jugo da cisheteronormatividade.
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Dia 4 | Gen_, Gianluca Matarrese | Batalha, 17h15
Sinopse: No hospital público Niguarda, em Milão, o Dr. Maurizio Bini lidera uma missão inspiradora e pouco convencional de transformar vidas através de cuidados de fertilidade e de afirmação de género. Equilibrando os sonhos de aspirantes a pais com as jornadas de pessoas que estão a reconciliar as suas identidades de género, Bini cria um espaço solidário e capacitador onde o humor alivia muitas vezes até os momentos mais pesados.
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Dia 5 | Niñxs, Kani Lapuerta | Batalha, 19h30
Sinopse: Na cidade de Tepoztlán, no México, Karla, de quinze anos, guia o público pela sua viagem de autodescoberta, através da exploração da sua identidade transgénero, enquanto navega pelas alegrias e incertezas da adolescência, a par dos preconceitos de género da sociedade.
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Dia 6 | Queens of Joy, Olga Gibelinda | Casa Comum, 18h
Sinopse: “Queens of Joy” é um filme de estreia sobre autodescoberta, liberdade pessoal e o poder da comunidade. Conta a história de três pessoas queer ucranianas: Monroe, uma mulher trans e ícone da cena queer ucraniana; Artur Ozerov, também conhecido como Aura, um artista drag e militar; e Oleksandr Danilin, também conhecido como Marlen Scandal, uma figura lendária da cultura drag ucraniana. Em tempos de guerra em larga escala, unem-se para organizar um show drag beneficente em apoio à Ucrânia e aos seus defensores, provando que a arte e a cultura podem ser uma arma poderosa de resistência e solidariedade.
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Dia 7 | Holding Back the Tide, Emily Packer | Batalha, 19h30
Sinopse: “Holding Back The Tide” é um documentário híbrido impressionista que acompanha a ostra ao longo dos seus muitos ciclos de vida em Nova Iorque, outrora a capital mundial desta iguaria. Agora, o seu fantasma assombra a cidade através de personagens queer que personificam mitos antigos, descobrindo a história e a biologia negligenciadas do bivalve que construiu a cidade. À medida que os ambientalistas as restauram no porto, olhamos para a ostra como um ícone queer, entrelaçado com a natureza, com muito a ensinar sobre a nossa continuada sobrevivência.
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Dia 8 | Brigitte, Planeta B, Santiago Posada | Batalha, 15h
Sinopse: Documentário sobre a ecologista transgénero Brigitte Baptiste, cuja inovadora investigação e discurso alternativo desafiaram convenções científicas e sociais durante anos, erodindo preconceitos, construindo pontes e inspirando mudanças. Seguindo os passos de Brigitte e fazendo uso de material de arquivo e animação digital, o filme entrelaça um solilóquio íntimo e um retrato cheio de nuances em torno de uma personagem extraordinária, cujas ideias refrescantes sobre a vida, a família e as questões actuais talvez possam reavivar a esperança no futuro do nosso planeta.
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Foto: Niñxs
Pedro Leitão

