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Absolutely Fabulous: a crítica tola, ponto

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Como é que uma pessoa envelhece? Será que no decorrer dos anos irá precisar de uns miligramas de botox? Ou farão as rugas, mais ou menos acentuadas, jus ao passar do tempo? É esta basicamente a tónica de “Absolutely Fabulous” - versão filme.

Realizado por Mandie Fletcher, uma das realizadoras da série, a película conta uma história bastante simples. Edina Monsoon e Patsy Stone (Jennifer Saunders e Joanna Lumley) vêem-se numa encruzilhada: sem dinheiro para pagar o seu glamoroso estilo de vida, tentam desesperadamente encontrar uma solução. Pelo meio empurram, acidentalmente, Kate Moss para o rio Tamisa. Envolvidas numa investigação policial, Eddy e Patsy fogem para o sul de França, onde criam um plano para tornar a sua fuga permanente e viverem a vida de luxo para sempre.

São inevitáveis as comparações com a série. Contudo, o filme não é um episódio longo, embora pareça. O filme também não é um telefilme, embora pareça. E o filme não é propriamente um filme, embora pareça. O que não é mau, mas também não ajuda. Não é champanhe nem é vodka. Está entre as duas coisas. Um conjunto de gags e sketches num cocktail fácil de ver, que não acrescenta muito, mas também não compromete, nem ofende.

Quem seguia a série estava habituado a toda aquela coisa tresloucada e exagerada. Mas também estava habituado a que a narrativa, apesar de tudo, tivesse um princípio, meio e fim. A película tem o princípio, demasiado longo, tem o meio, pouco desenvolvido, e tem um fim despachado, como se de repente a pressa tivesse tomado conta do argumento. Uma das melhores coisas da série era a escrita de Saunders, sua criadora e argumentista, que também assina o argumento da película. E é aqui, infelizmente, que o cocktail realmente falha: no argumento. Falta-lhe coerência e continuidade. Esperar-se-ia mais? Talvez não. Mas se era para ser assim então que fosse desmesuradamente exagerado.

O melhor da película são mesmo Saunders e Lumley aka Eddy e Patsy, que provam que ainda estão para as curvas, num over-acting delicioso de se ver. E as suas interpretações são mesmo o melhor. O The Guardian deu graças, no título da sua crítica, pelo filme ser absolutamente tolo. Mas isso deve-se sobretudo às performances das veteranas actrizes. E é a única coisa que se pode esperar: uma película tola onde velhos são mesmo os trapos.

3 estrelas em 5

Luís Veríssimo