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Nem na mata se encontram histórias assim

"Faz falta às pessoas competentes deixarem o egoísmo de lado e aprovarem as leis que dão direitos iguais a todos"

Tânia e Rita casal lésbico.JPG

A Tânia é de Castelo Branco, mas foi trabalhar para Lisboa como assistente dentária. É amante da vida nas horas vagas. A Rita é de Cascais e é professora de Educação Física. Durante o Verão, trabalha como nadadora salvadora nas praias. São um casal recente e vão comemorar o dia 14 de Fevereiro como mais gostam: juntas.

 

 

dezanove: Como e há quanto tempo se conheceram?

Tânia e Rita: Conhecemo-nos em Maio de 2015 numa formação de voluntários da ILGA Portugal.

 

Assinalam de alguma forma a data desse aniversário?

Fazemos todos as meses no dia de começámos a namorar uma pequena cerebração.

 

O que vos fez apaixonar? 

Tânia: Foi como se pode dizer amor a primeira vista, e depois fomos nos conhecendo melhor e falando uma com a outra sem nunca perder o contacto. E houve aquele dia que se deu o passo de convidar  a Rita para um pequeno convívio e nessa noite começou a já nossa conhecida relação.

Rita: A primeira vez em que vi a Tânia, já alguma coisa mexeu comigo. Assim que entrei na sala e dei de caras com ela, pensei logo que a tinha que conhecer. O visual dela, o jeito discreto de estar chamou a minha atenção. Nesse dia, a formação ganhou mais interesse. Almoçámos juntas, trocamos umas ideias e, enfim, achámos piada uma a outra. Trocámos os contactos e dei por mim a mandar SMS e  fotos de bom dia, mensagens de boa noite, contávamos uma a outra como tinha corrido o nosso dia. Enfim demos conta que ali crescia alguma coisa. Daí até marcarmos um encontro foi um instante.

 

Como é a vossa relação com familiares e amigos? 

Damo-nos todos super bem sejam familiares ou amigos, aceitaram-nos bem  em cada uma das partes das famílias.

 

Como vêem a vossa relação daqui a um ano?

Esperamos estar como até ao dia de hoje apaixonadas uma pela outra. E com mais objectivos em comum concretizados. Ou seja, esperamos que uma relação ainda melhor, mais estável, mais madura.

 

Amor Tânia e Rita casal lésbico.jpeg

Já foram alvo de algum episódio de lesbofobia?

Não, juntas felizmente não. Sempre estivemos à vontade. De vez em quando temos de lidar com pessoas homofóbicas no trabalho que são retrógradas e fechadas para o mundo. Pessoas que lhes aflige a felicidade dos outros e procuram espicaçar da única forma que podem, por palavras. Umas vezes desprezamos por achar que é a melhor forma de resposta, outras vezes respondemos  à letra quando nos sentimos ofendidas.

 

Na vossa opinião o que faz falta a Portugal no que respeita à igualdade para pessoas LGBT?  

Faz falta às pessoas competentes deixarem o egoísmo de lado e aprovarem as leis que dão direitos iguais a todos os que, a cada dia, se sentem discriminados nos mais elementares direitos humanos. Basicamente, faz falta RESPEITO!

 

A maternidade ou adopção está nos vossos planos?

Claro que, de vez em quando, surge esse tema de conversa, poderá ser uma hipótese.

 

Concordam com a ideia de que os casais de mulheres lésbicas são mais invisíveis do que os casais de homens gay? Na vossa opinião, porquê?

Invisíveis não direi, mas sim menos expostos. Talvez pela natureza do homem também ser mais visível na sociedade, o papel e as expectativas que criam acerca deles são maiores e diferentes do das mulheres. Daí a maior visibilidade de um casal gay, talvez também pelo comportamento que alguns adoptam mas, de certo não deverão ser rotulados. As mulheres tendem talvez a ser mais recatadas, mais discretas.

 

O que vão fazer no Dia d@s Namorad@s?

Vamos comemorá-lo como mais gostamos, juntas. Vai ser o nosso primeiro "Dia das Namoradas". É claro que é uma data com significado especial, por comemorar o amor. Vamos sair para jantar, passear, o típico de um casal apaixonado. 

 

 

Fotos de Tânia e Rita

Entrevista de Paulo Monteiro