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Foi assim o maior Gay Pride do Médio Oriente (com fotos e vídeos)

13 de Junho: dia de Santo António em Lisboa e de Gay Pride em Telavive. Na passada sexta-feira a cidade israelita viu sair às ruas cerca de 120 mil pessoas que celebravam a diversidade. E porquê?

Telavive é uma das poucas cidades do Médio Oriente onde gays e lésbicas podem andar de mãos dadas na rua e trocarem manifestações de afecto sem repreensões. A cidade é um dos principais destinos gay do mundo sobretudo durante as celebrações do Orgulho LGBT que atraem milhares de turistas. Fora de Telavive o cenário muda de figura.

 

O dia da marcha é o culminar enérgico de uma semana de actividades em que toda a cidade se envolve, porque é, de facto, uma festa assumida pela população da cidade vários dias antes. A começar pelo edifício da câmara que durante uma semana no período da noite se ilumina com as seis cores do arco-íris alternando com o símbolo da igualdade projectado no mesmo edifício. As principais avenidas são decoradas com bandeiras do arco-íris. A população de Telavive também mostra estas bandeiras nas varandas das suas casas e quer ali, quer em cidades vizinhas todos aqueles que apreciam festas de rua anseiam pelo Orgulho LGBT de Telavive, que é entendido como festival onde a igualdade, a música e a dança estão lado a lado.

Paralelamente o festival de cinema LGBT local, o TLV Fest, aproveita as celebrações do Orgulho para trazer as fitas do ano a quem está na cidade por estes dias. Somam-se várias festas de índole comercial de renome nos circuitos como Barcelona, Madrid ou Mykonos. A destacar ainda uma exposição no centro comercial mais central da cidade, o Dizengoff Center, promovida pelo município sobre serviços dirigidos à população LGBT: desde informação turística, informação sobre IST, serviços comerciais e outros. As marcas locais sabem bem como não perder este filão: a começar por sinalizar com bandeiras os seus estabelecimentos: de hotéis a empresas de turismo, passado por ginásios, restaurantes e até empresas de elevadores...

 

Na manhã do dia da Marcha as pessoas reúnem-se num jardim do Meier Park. Ali estão tendas de várias associações de defesa dos direitos das pessoas LGBT e entidades que promovem e vendem serviços. Desde as organizações de mães e pais de jovens LGBT, a outras dedicadas ao combate ao VIH, aos falantes de língua inglesa, aos gays árabes, aos jovens LGBT, não esquecendo as associações que focam energia nas famílias que cada vez têm mais filhos. Aliás, o tema da família foi o escolhido deste ano. E em vários momentos se vêem casais do mesmo sexo com os seus filhos quer em carrinhos, quer de mão dada. Apesar de gays e lésbicas israelistas se poderem assumir quando prestam serviço militar no exército e de várias figuras públicas assumirem a sua sexualidade, ainda há muito que fazer por um país onde as religiões -que têm um papel preponderante - não aceitam a homossexualidade, considerada um pecado. Estas são razões para que todos estes grupos lutem pelo reconhecimento de direitos iguais para as pessoas LGBT.

Políticos locais também marcam presença nesta manhã que começa com discursos e a que se segue, por volta do meio-dia, uma marcha com cerca de 120 mil pessoas a invadir as ruas da cidade. Os cerca de 35 graus que se fazem sentir levam várias pessoas a atirar água das varandas dos prédios de modo a refrescar quem passa e transpira ao som da música ou porque empunha cartazes com palavras de ordem como "Igualdade para todas as Famílias" e "Também há gays árabes".

A marcha desse dia termina numa festa junto à praia, a altas temperaturas e para onde são convidados cantores nacionais. Ali não há diferenças: todos celebram como em qualquer outra festa até altas horas.

 

 

 

Álbum de fotos aqui.

 

Paulo Monteiro