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Nem na mata se encontram histórias assim

"Histórias da Noite Gay de Lisboa", um livro que explica o epicentro LGBT do país

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Foi apresentado esta quinta-feira o livro “Histórias da Noite Gay de Lisboa” da autoria de Rui Oliveira Marques, edições Ideia Fixa. A sessão de apresentação do livro esteve a cargo do investigador queer António Fernando Cascais e de Marco Mercier, director-geral  do Trumps, e foi efectuada durante o 36º aniversário da discoteca lisboeta.

Foram necessários mais de dois anos de entrevistas e de compilação de um acervo não explorado para a redacção de um livro que agora vai poder ser encontrado nas livrarias do país.

Ao longo de 100 páginas, 10 capítulos e várias fotografias, que como a expressão popular atesta “valem mais do que mil palavras”, são reveladas histórias da nossa história comum. Algumas conhecidas, algumas que ainda estavam por contar e outras “as possíveis de contar” como se lê no prefácio assinado por Pedro Dias, sócio da discoteca nos últimos 22 anos.

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Tendo como ponto de partida a discoteca Trumps, em “Histórias da Noite Gay de Lisboa” o autor parte à descoberta de um enredo que deixou marcas incontornáveis na história do país. Na obra é possível ler histórias da geração de 80, como foram os primeiros anos da sida em Portugal, os percursos de António Variações, Lydia Barloff, Ruth Bryden, Wanda Stuart ou Vanessa Silva, o nascimento do Arraial Pride e um crime que abalou a noite gay. Mas há mais. A partir de 20 entrevistas, três testemunhos, leituras de jornais e revistas da década de 80 até aos nossos dias, passando ainda pela consulta de um processo judicial é contada a história da primeira discoteca gay aberta a um público mais abrangente e que tornou, por um lado, o Trumps um espaço mítico da cidade e, por outro, fixou o Príncipe Real o epicentro da noite LGBT em Portugal.  

"Escrever este livro foi um desafio muito grande", refere o autor que ainda acrescenta: "Nos anos 80 havia um mundo muito rico que parece que estava mal documentado".

 

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