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Inédito em Portugal: homofobia no Colégio Militar leva à demissão do Chefe do Estado-Maior do Exército

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É um caso inédito em Portugal: A constatação de um caso de discriminação homofóbica leva à demissão de um alto cargo na hierarquia das Forças Armadas.
Demitiu-se esta quinta-feira o Chefe de Estado-Maior do Exército na sequência das discriminações contra homossexuais no Colégio Militar e que foram tornadas públicas recentemente. O Presidente da República já aceitou a demissão.
 
Carlos Jerónimo, Chefe do Estado-Maior do Exército, pediu a demissão depois das polémicas declarações reportadas pela jornalista Catarina Marques Rodrigues, do jornal Observador, há uma semana. Na reportagem em causa, o tenente Coronel António Grilo, sub-director do Colégio Militar, reconhecera práticas discriminatórias na instituição: "Repare, eles não se cobrem para nada, não se escondem para nada, não têm armários fechados… para poderem viver como irmãos que são. E na salvaguarda desse relacionamento, é bom que não haja afectos”. Na mesma reportagem o coronel incluia a homossexualidade a par de tabus como roubos e a droga e garantia que os alunos não eram expulsos, mas acabavam por ser excluídos.
Recorde-se que o caso levou o Ministro da Defesa, Azeredo Lopes, esta semana, a exigir explicações sobre o caso considerando-o inaceitável perante a lei, conforme noticiado pelo Diario de Notícias
O caso originou várias reacções públicas e um pedido de esclarecimentos ao responsável pelo CM no Parlamento por parte do Bloco de Esquerda. Marcelo Rebelo de Sousa, responsável máximo pelas Forças Armadas, aceitou o pedido de exoneração do Chefe do Estado-Maior do Exército.