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Maioria de mulheres e dois ministros gays: É assim o novo governo de Espanha

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O novo executivo liderado por Pedro Sanchez dá mais destaque às mulheres: são 11 ministras para um total de 17 ministérios. Dois ministros são assumidamente homossexuais.

 

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Màxim Huerta, jornalista de 47 anos, é o novo ministro da Cultura e do Desporto. Já escreveu sete romances, apresentou noticiários televisivos e participou como cronista em programas de crítica social. Em 2014 foi considerado um solteiro de ouro pelo jornal “El Mundo”. É fã acérrimo da Eurovisão e ávido utilizador Twitter, onde não tem medo de usar palavrões. Há oito anos disse odiar desporto, mas há um mês fez questão de partilhar tweets em sentido contrário. Uma conta a seguir com atenção aqui: https://mobile.twitter.com/maximhuerta

 

 

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Já na pasta do Ministério do Interior ficará Fernando Grande-Marlaska, magistrado no tribunal Audiência Nacional. O juíz basco ficou conhecido pelas decisões contra o grupo separatista ETA e partir desta semana vai passar a mandar nas polícias. Em 2005 casou-se com Gorka, o seu companheiro. Em 2016 publicou o livro onde fala sobre a sua homossexualidade. Filho de um polícia, a família deixou de lhe falar quando se assumiu gay, aos 35 anos. Numa entrevista ao jornal El Mundo, há quatro anos, o juiz basco reconhecia a importância de os titulares de cargos influentes assumirem a sua orientação sexual: “Penso que tanta gente teve de sair do armário para eu poder chegar a este cargo tão elevado. Muitos tiveram de dar esse passo, não para exteriorizar isto, mas para ajudar muitos que ainda precisam disso”, afirmou.

 

Reacções do activismo espanhol

“Que alguém que é gay dirija os guardas civis e as polícias nacionais é uma mensagem contundente para todas as vítimas de homofobia que continuam a não se atrever a fazer uma denúncia numa esquadra”, declarou Rubén López, director do Observatório Madrileno contra a LGBTfobia, ao jornal El Español.

Também a associação espanhola COLEGAS já veio congratular publicamente Pedro Sánchez pelo novo governo já que este “quebra de forma histórica o telhado de vidro da visibilidade LGBTI com a presença de dois ministros gays e que também são defensores dos direitos LGBTI".

Paco Ramirez, presidente da COLEGAS, refere: “A incorporação do juiz Fernando Grande-Marlaska como ministro do Interior e do jornalista Maxim Huertas como ministro da Cultura e do Desporto é, sem dúvida, um marco histórico na democracia do nosso país. É importante para as pessoas LGBTI + que se vejam representadas no governo e terem referências importantes e confiança de que um novo mundo é possível, sem discriminação, sem ódio...”

O activista prossegue: "Para a população LGBTI +, a visibilidade é importante como ferramenta de combate à discriminação, preconceitos, estereótipos e ódio que ainda persistem na nossa sociedade. Já sabemos que o que não é visível, não existe, e o que não existe não pode pedir direitos ou exigi-los. Ter como referências Fernando Grande e Maxim Huerta vai ajudar a promover uma maior aceitação da diversidade sexual em toda a sua sigla, sem uma tolerância supérflua cheia de preconceitos e estereótipos que aparece nos dias de hoje quando se começa a falar do assunto. Nós não queremos tolerância, anuência, consentimento ou aprovação, queremos uma verdadeira aceitação acrítica e sem “mas” e com a noção de que todas as nossas diferenças nos enriquecem como sociedade, fortalecem  os nossos laços e aumentam os espaços de liberdade e dignidade ".

"É óbvio que a mera presença de ministros LGBTI + não tem de ser uma questão de quotas, mas traduz-se em visibilidade, em progresso social e em confiança para uma sociedade que avança com o tempo e que assim quebra os telhados de vidro que ainda nos restringem e nos limitam. Esperamos que num futuro próximo possamos ver ministras lésbicas, ministros trans bissexuais e não binários ou qualquer uma das muitas siglas que compõem a pluralidade da nossa diversidade sexual” comentou Paco Ramirez.

 

Mas o marco deste governo é a inversão da “tradicional” disparidade entre homens e mulheres. Existem 11 mulheres ministras num total de 17 ministérios. Fica a conhecer todos os novos ministros e ministras de Espanha aqui:

- Presidente (primeiro-ministro): Pedro Sánchez;

- Vice-presidente, Ministério da Igualdade: Carmen Calvo;

- Ministro dos Assuntos Exteriores(Negócios Estrangeiros), da União Europeia e da Cooperação: Josep Borrell;

- Ministra da Justiça: Dolores Delgado;

- Ministra da Defesa: Margarita Robles;

- Ministra da Fazenda (Orçamento): María Jesús Montero;

- Ministra das Administrações Públicas: Meritxell Batet;

- Ministro do Interior (Administração Interna): Fernando Grande-Marlaska;

- Ministro do Fomento (Obras Públicas, Transportes e Comunicações): José Luis Ábalos;

- Ministra da Educação e Porta-voz: Isabel Celaá;

- Ministra do Trabalho: Magdalena Valerio;

- Ministra da Energia e do Meio Ambiente: Teresa Ribera;

- Ministro da Agricultura: Luis Planas;

- Ministra da Economia: Nadia Calviño;

- Ministro da Indústria: Reyes Maroto;

- Ministra da Saúde, Consumo e Bem-Estar Social: Carmen Montón;

- Ministro da Ciência, Inovação e Universidades: Pedro Duque;

- Ministro da Cultura e do Desporto: Màxim Huerta.

 

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