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Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa quer o fim da violência e do silêncio

cartaz Marcha Orgulho LGBT Lisboa.jpg

A 16ª marcha do orgulho lésbico, gay, bissexual e transgénero de Lisboa vai acontecer no Sábado 20 de Junho a partir das 17 horas. Como tem sido tradição nos últimos anos a manifestação inicia-se junto ao Jardim do Príncipe Real, percorre as ruas do Chiado e terminará na zona do Rossio.

 

O manifesto da marcha do Orgulho LGBT de Lisboa 2015 recusa “o silenciamento da violência e a violência do silêncio” que afecta as pessoas LGBT. Os colectivos e associações que compõem esta edição da marcha alertam para o crescente número de “registos de crimes de ódio cometidos contra nós, por causa da orientação sexual, identidade e expressão de género. Embora haja cada vez mais denúncias, há também ainda demasiados silêncios: às vezes calamo-nos por sentirmos que vivemos em isolamento ou por medo da discriminação. Outras vezes calam-nos. Aumentam também os registos de suícidios nas nossas comunidades, mas sabemos que também aqui os silêncios imperam. É preciso não só prevenir e combater, mas também apoiar as pessoas que sobrevivem e que continuam a lutar.” pode ler-se no manifesto. O mesmo texto alerta também para o bullying homofóbico, lesbofóbico, bifóbico e transfóbico e para as formas de o combater: educação sexual, educação para a cidadania e a formação.

 O direito à saúde das pessoas trans também será reivindicado a 20 de Junho: A falta de “acesso a cuidados de saúde competentes” e “ausência de resposta actual no SNS” faz com que os 26 organismos que integram esta marcha exijam do Estado “urgentes soluções alternativas, gratuitas e de qualidade para todas as pessoas trans que aguardam cirurgia”.

 O facto dos homossexuais não poderem efectuar dádivas de sangue com base em “critérios estigmatizantes, discriminatórios e errados”; o impedimento das mulheres portuguesas poderem recorrer à PMA; dos pais e mães portugueses serem impedidos de adoptar; as novas infecções pelo VIH em jovens gays e mulheres trans; o silenciamento das pessoas intersexo que são alvo de mutilações à nascença; o reconhecimento das pessoas em relações não-monogâmicas consensuais; a  despatologização das identidades trans e a inclusão da identidade e a expressão de género no artigo 13º da Constituição são também temas sobre os quais a comissão organizadora da marcha pretende criar consciencialização.

O manifesto deste ano é subscrito por 26 associações e colectivos: APAV, actiBIstas - coletivo pela visibilidade bissexual, Amnistia Internacional, AMPLOS, APF - Associação para o Planeamento da Família, Bichas Cobardes, Casa Qui, Clítoris da Razão, Clube Safo, Conselho Nacional da Juventude, GAT, Grupo Transexual Portugal , ILGA Portugal, Lóbula, Movimento Camoniano, não te prives , Opus Gay, Panteras Rosa, PolyPortugal, Precários Inflexíveis, rede ex aequo, Rota Jovem, SEIES, Ser+, SOS Racismo e UMAR.