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PCP e Expresso trocam acusações sobre alegada violência homofóbica na Festa do Avante

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Um alegado caso de violência homofóbica fez estalar a polémica entre o jornal Expresso e o Partido Comunista Português. A troca de acusações deve-se a dois artigos publicados pelo semanário no fim-de-semana passado, primeiro na edição impressa e depois na edição online.

Segundo o jornal um cidadão espanhol acusa de homofobia alguns membros do “Apoio” - pessoas que efectuam a segurança - da Festa do “Avante!”. Manuel S., de 34 anos, como é identificado pela publicação, explica que “estava a beijar outro rapaz” quando foi “abordado e agredido pelos homens de farda escura” da Festa”.  Quando saiu do recinto da festa do Avante, Manuel S. decidiu tirar fotos aos seguranças em causa. “Eles aperceberam-se e voltaram a meter-me lá dentro, vendando-me os olhos e apertando-me o pescoço com uma corda enquanto me chamavam maricas”, descreveu ao Expresso.

Depois de um primeiro comunicado surgido no Sábado, o PCP voltou a reagir num segundo comunicado em que afirma “que a verdadeira razão do incidente que conduziu à saída das pessoas do recinto da Festa teve origem num acto de sexo oral em pleno espaço público”. As acusações de homofobia são também rejeitadas nesse comunicado: “não podemos permitir é que, entre outras acusações que igualmente refutamos, se insista na difamação de atribuir ao PCP uma postura homofóbica, procurando na base da falsidade instalar a dúvida e a crítica sobre o posicionamento do PCP em torno desta matéria”. No primeiro comunicado os comunistas explicavam que “a afirmação e sustentação da intervenção dos serviços de apoio da Festa do “Avante!” porque duas pessoas do mesmo sexo se teriam beijado é, tão falsa, quanto ridícula”.

No segundo artigo on-line o Expresso falou novamente com Manuel S.. Este “nega as acusações do PCP e pergunta: “Se tivesse sido sexo oral justificaria a violência?”, e acrescenta: “É nojento o que está a acontecer. Evidentemente mentem no que estão a dizer. Suponho que a versão de todo um partido tem mais peso do que a minha. Estou em contacto já com as associações LGBT portuguesas”.

O semanário afirma que falou com quatro “outras alegadas vítimas, entre elas um activista de esquerda espanhol, [e que estas] já relataram às autoridades episódios de violência que sofreram por parte de “homens com uma farda-azul escura com a palavra 'apoio' escrita nas costas e no boné”. As vítimas alegam igualmente que foram fechadas numa carrinha e alvo de “socos e pontapés”.

Quer o Expresso, quer o PCP referem que todas as queixas apresentadas já foram entregues às autoridades competentes.

 

Luís Veríssimo

Paulo Monteiro

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