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Ramona Pink Floyd: A arte do transformismo não é um simples vestir de mulher

Os shows e a maneira de ser de Ramona Pink Floyd não deixam ninguém indiferente. As actuações desta artista acontecem no Pride Bar, na cidade do Porto, e o dezanove.pt quis saber um pouco mais sobre ela num curta entrevista.

dezanove: Quem é a Ramona Pink Floyd?

A Ramona Pink Floyd é uma personagem artística inventada com o propósito de apresentar a arte do transformismo.

 

E o que faz esta personagem para se distinguir?

Ela tem por norma variar no estilo, tanto visual como musicalmente, mostrando a sua irreverência não só nesses factores mas também pela maneira e forma que se comporta em palco. Acima de tudo o pretendido é que o seu público tenha variadas sensações, ou seja, que sinta ao máximo o que a personagem Ramona está a transmitir através do seu show.

 

Entrando num tema mais delicado... como avalias a transfobia em Portugal e em concreto no Porto?

Não vamos ter ilusões! Sempre houve e continua haver discriminação tanto na homossexualidade como na arte do transformismo. Numas épocas com mais intensidade noutras menos. Nuns lugares mais, noutros menos. No Porto, como qualquer outra cidade, existe discriminação, mas como em todo lado existe um grande público directo ou não, que adora, respeita e valoriza a arte do transformismo. O Pride Bar, o bar onde faço espectáculo, contribui imenso para a inovação das mentalidades. É de espaços como esse que precisamos cada vez mais.

 

Deixa um conselho para os jovens que querem enveredar por esta profissão de transformista

Se querem mesmo, acho bem. É sempre bom que esta arte vá passando sempre de geração em geração mantendo viva a chama. Acima de tudo é preciso encará-la com gosto e dedicação. A arte do transformismo não é um simples "vestir de mulher", tem toda uma preparação, não só visual mas também representativa, e só é bem feita com muito esforço e trabalho árduo.