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Nem na mata se encontram histórias assim

Relato na primeira pessoa de agressão homofóbica no Funchal

vítima de bullying homofóbico na Madeira.jpg

Murros na boca e pontapés na cara. Diogo R., 16 anos, acabou estendido no chão, desmaiado e a sangrar. Acabou por ir parar ao hospital. A agressão ocorreu na passada quinta-feira, junto à escola secundária Jaime Moniz, no Funchal.

“Fui agredido. Quando ia levantar-me, ele deu-me um pontapé na cara, desmaiei e desloquei quatro dentes. Não sei quem me agrediu, pois atacou por trás. Tenho uns flashbacks, mas é tudo muito confuso e é aterrorizador pensar.” É desta forma que Diogo R. descreve ao dezanove a agressão de que foi vítima e que não hesita em classificar como “homofobia”.

O jovem partilhou no Facebook a sua fotografia após a agressão. “Quando irão parar de ignorar a homofobia, o bullying e o preconceito pelas pessoas diferentes?? Muito sinceramente?? Quando? É preciso que alguém morra, para abrirem os olhos de uma vez por todas??”, escreveu Diogo R. no seu mural.

Esta não é a primeira vez que o jovem é vítima de violência, tendo até já sido notícia no Diário de Notícias da Madeira. “Praticamente toda a ilha me conhece. Já mudei de escola cinco vezes e em todas deixei o meu rasto. Sou bem conhecido, é certo que não é pelas melhores razões. Muita gente odeia-me profundamente, talvez porque não faço parte do ‘típico estereótipo de adolescente’”, explica o jovem ao dezanove.

“Sempre tive estas provocações. Na outra escola jogavam-me água e, às vezes, nem me deixavam entrar na casa de banho dos rapazes. Também era costume jogarem-me pedaços de comida no refeitório. Quando passava pelo ginásio levava com umas bolas na cabeça”, refere. Diogo R. é bastante popular no YouTube, onde já publicou vários vídeos como Didi Fab. Os vídeos atingem dezenas de milhares de visualizações. Tanto no seu canal do YouTube como na sua página de Facebook abundam os comentários de índole homofóbica e intimidadora.

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