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Papa Francisco melhor que Bento XVI e João Paulo II?

O Papa Francisco declarou numa entrevista realizada a bordo do voo de regresso do Brasil que os homossexuais não deveriam ser marginalizados, mas sim integrados na sociedade. Contudo, o pontífice reafirmou a posição da Igreja Católica: os actos homossexuais são pecado, contudo a orientação sexual não o é. “Se uma pessoa é homossexual mas procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu para a julgar?” O Papa também afirmou que queria ver as mulheres a ter um papel mais activo na Igreja, mesmo não podendo aceder ao sacerdócio.

Relatório: Existe um lobby gay dentro do próprio Vaticano

Um "relatório demolidor" de 300 páginas poderá ter contribuído para a resignação de Bento XVI, avança a edição de hoje do jornal italiano La Repubblica. O documento, da autoria de três dos mais importantes cardeais do Vaticano, descreve as lutas de poder, os desvios de dinheiro e aponta para a existência de um "lobby gay" dentro do próprio Vaticano.

 

Benetton retira imagem de Bento XVI em beijo "ofensivo"

A Benetton retirou imagem do Papa a beijar o Imã da Mesquita do Cairo da campanha Unhate após o Vaticano ter considerado a foto "uma grave falta de respeito com o Papa, uma ofensa aos sentimentos dos fiéis, uma demonstração evidente de como uma publicidade pode violar as regras elementares do respeito às pessoas para atrair a atenção mediante uma provocação". 

 

Beijos improváveis pelo fim do ódio (com vídeo)

Já imaginou Barack Obama dar um beijo na boca a Hugo Chávez? Ou Bento XVI a dar um apaixonado beijo a um imã sunita? São estes beijos improváveis que a Benetton nos proporciona e segue a linha da polémica que as suas campanhas costumam gerar. Os conflitos entre Israel e a Palestina ou entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul não foram esquecidos nestes beijos criados com recurso ao computador.

“Esta é a minha luta: matar os paneleiros nas suas manifestações contra a Igreja”

A frase é de José Alvano Pérez Bautista, de 24 anos, detido pela polícia espanhola por suspeitas de estar a preparar um atentado contra a manifestação laica que percorreu ontem o centro de Madrid. Segundo o jornal La Jornada, o detido descreveu, em vários fóruns online os homossexuais como "aberrações antihumanas", "erros de deus" e "asquerosas abominações".

Orgulho de Madrid arranca em directo na televisão (com vídeo)

Esta quarta-feira à noite ocorreu o "pregón", o discurso que marca o início das Festas do Orgulho LGBT em Madrid, também conhecidas por MADO. O discurso foi transmitido, pela primeira vez, em directo na televisão pelo canal nacional La Sexta. A apresentação esteve a cargo de El Gran Wyoming, do programa de humor El Intermedio, que lançou farpas contra a igreja e o Partido Popular espanhol que pretende ver revogada a lei que permite os casamentos entre homossexuais.

A leitura do "pregón" encheu a Praça de Chueca e marca o início de quatro dias de concertos, exposições, documentários e espectáculos que culminarão no próximo Sábado com a marcha que reivindica nas ruas de Madrid os mesmos direitos para a comunidade LGBT.

A homossexualidade opõe-se à vontade de Deus, diz o Papa

As declarações inéditas de Bento XVI sobre a aceitação do uso de preservativo em casos “isolados justificados” marcaram o fim-de-semana em toda a imprensa mundial.

No entanto, a publicação do livro-entrevista esta terça-feira veio revelar que o Sumo Pontífice afinal recupera o discurso de que a homossexualidade é contranatura.

O jornal Le Monde resume a posição do Papa n’“A Luz do Mundo”, no qual este encara a homossexualidade como “injusta“, “algo que se opõe à vontade de Deus, e inconciliável com a vocação de padre”.  "Na qualidade de seres humanos, [os homossexuais] merecem o respeito (...) e não devem ser rejeitados por esse motivo. O respeito pelo ser humano é absolutamente fundamental e decisivo", afirma Bento XVI. "Mas isso não significa que a homossexualidade seja justa por essa razão. Continua a ser algo que se opõe à própria essência daquilo que Deus quis na origem", apressa-se a explicitar.  O chefe máximo da Igreja Católica reconhece ainda que, no seio da Igreja existem sacerdotes homossexuais, pedindo-lhes que não o manifestem abertamente. Segundo um estudo espanhol, mais de 60% dos sacerdotes não cumprem celibato e mantêm relações sexuais, independentemente da sua orientação sexual.

As palavras de Bento XVI já suscitaram a condenação de associações de defesa dos direitos das pessoas LGBT em Espanha e Itália, entre outros países.

Papa admite uso do preservativo em casos “isolados justificados”

Bento XVI disse que concorda com a utilização do preservativo em casos "isolados justificados". Entre eles está a prostituição. Este pode ser considerado um passo histórico já que é a primeira vez que um Papa admite o uso de preservativo. No entanto, Bento XVI coloca um "mas" no seu uso, contextualizando que "pode haver casos isolados justificados, como quando uma prostituta utiliza um preservativo".

Depois de muita polémica em relação ao tema, o chefe máximo da Igreja Católica diz mesmo que "isto pode ser o primeiro passo para uma moralização, um primeiro acto de responsabilidade para desenvolver a tomada de consciência de que nem tudo é permitido e que não podemos fazer tudo o que queremos". Apesar disso, Bento XVI deixa claro que esta não é a maneira correcta e verdadeira de vencer a infecção do VIH. “É verdadeiramente necessária uma humanização da sexualidade."

Estas declarações vão ser publicadas num livro com uma entrevista a Bento XVI, feita por um jornalista alemão. A obra vai ser apresentada na próxima terça-feira.

DC

A freira que Bento XVI não pode ver

A visita de Bento XVI ao Reino Unido já estava envolvida em polémica mesmo antes da sua chegada.

Dois dias antes da chegada do Papa foi a vez de uma empresa de gelados ver suspenso um anúncio em que se via uma freira grávida a comer um gelado da Antonio Federici. A acompanhar a imagem estava o slogan "imaculadamente concebido". A autoridade inglesa reguladora da publicidade, Advertising Standards Authority (ASA), recebeu oito queixas por parte de leitores de revistas inglesas que se sentiram ofendidos com o conteúdo do anúncio. A ASA considerou o anúncio como "seriamente ofensivo particularmente para aqueles que professem a fé católica" e a gelataria foi obrigada a suspender a difusão do mesmo. Da campanha publicitária da geladaria fazem parte outros anúncios, um que mostra dois padres quase a beijarem-se acompanhados do slogan "acreditamos na salivação" e uma freira e um padre "submetidos à tentação" (anúncio banido em 2009).

Um representante da marca de gelados já veio a público afirmar que a empresa está a considerar avançar com uma acção legal.

 

 

 

 

 

 

Visita do Papa à Grã-Bretanha envolta em polémica

 

Edmund Adamus, assessor do arcebispo de Westminster, condenou os direitos da comunidade LGBT e a “efeminização da masculinidade”. As polémicas declarações surgiram antes da visita do papa Bento XVI à Grã-Bretanha prevista para daqui a uma semana.

Usando uma linguagem bíblica, o assessor declarou à agência noticiosa católica Zenit: “Cada vez mais pessoas estão a aperceber-se que efeminização da masculinidade e a cultura permissiva que assombra o desenvolvimento das mulheres mais jovens não proporciona resposta às questões da vida mais profundas. A Grã-Bretanha em particular, com a comercialização do sexo em ascensão, já para não falar nas leis permissivas que apoiam a agenda gay, é uma terra sem lei”

Edmund Adamus foi mais longe afirmando também que a pílula contraceptiva causa infertilidade: “Deve-se chamar atenção para o aumento dos níveis de infertilidade crónica devido ao uso de contraceptivos hormonais, porque o sofrimento de não ter filhos pode causar uma enorme tensão num matrimónio.”

Estas declarações já foram condenadas por várias personalidades gays e seculares. Peter Tatchell, activista inglês defensor dos direitos da comunidade LGBT, afirmou ao jornal Independent que estas declarações eram “ofensivas, mas não inesperadas”. Keith Porteous-Wood, da National Secular Society, afirmou que a maioria dos católicos britânicos estavam “enojados” com a posição da Igreja em relação à homossexualidade e contracepção.

Bento XVI esteve em Portugal em Maio e não deixou de marcar posição face à temática LGBT.

Cavaco Silva promulga mas está contra a palavra “casamento” (vídeo)

“Não devo contribuir para o arrastar deste debate”, referiu hoje Cavaco Silva na comunicação ao país, onde explicou, numa curta declaração, que optou por promulgar o diploma do casamento entre pessoas do mesmo sexo. O Presidente da República apresentou duras críticas ao diploma e aos partidos que o aprovaram. “É de lamentar que não tenha havido consenso” sobre o assunto, já que, nas suas palavras, seria possível “evitar clivagens” na sociedade. Cavaco Silva exemplificou com os casos da França, Alemanha, Dinamarca e Reino Unido, onde existe um enquadramento semelhante ao matrimónio que protege os casais homossexuais, sem no entanto se chamar “casamento”. Dos 27 países da UE, apontou, apenas outros quatro escolheram o caminho português. Pelo “superior interesse nacional do país” que atravessa uma crise financeira, Cavaco optou por promulgar o diploma, dado que era expectável uma nova maioria na Assembleia da República. Perante uma segunda aprovação da Assembleia, Cavaco Silva era obrigado a promulgar o diploma.

 

Recorde-se que a comunicação de Cavaco Silva foi feita no Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia e a Transfobia, uma data assinalada com uma marcha em Coimbra, que segundo a organização reuniu "mais de 300 pessoas" e uma conferência sobre homofobia e uma acção de Abraços Grátis em Lisboa.  Ainda hoje às 22 horas, no Terreiro do Paço, em Lisboa, o Rumos Novos – Grupo Homossexual Católico, vai realizar uma manifestação pública. Foi nessa praça que decorreu na semana passada a missa aquando da passagem de Bento XVI por Lisboa. Em Fátima, o Papa agradeceu “asiniciativas que visam tutelar os valores essenciais e primários da vida, desde a sua concepção, e da família, fundada sobre o matrimónio indissolúvel de um homem com uma mulher”.

 

 Foto destaque: Cavaco Silva, hoje no Palácio de Belém, enquanto se dirigia ao país, fotografado pelo dezanove

Afirmações de Bento XVI sobre casamento em destaque no mundo

Os principais jornais do mundo estão a destacar as posições de Bento XVI sobre aborto e do casamento homossexual, proferidas ontem em Fátima.

“Apesar de ser 90 por cento católico, Portugal assistiu nos últimos anos a um notável afastamento dos ensinamentos católicos (…) a Igreja opõe-se [ao casamento homossexual, que está para promulgação na Presidência da República], mas a sociedade parece estar em larga medida de acordo”, considera o New York Times.

Já para o britânico Daily Telegraph, as críticas ao casamento homossexual e os elogios aos activistas anti-aborto têm “ressonância especial no país anfitrião”, três anos depois do referendo que aprovou a interrupção voluntária de gravidez e a poucos dias da ratificação da lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O espanhol El Pais destacou na sua edição online: “O Papa afirma que o aborto e o casamento homossexual são contrários ao bem comum”, referindo que “Bento XVI assegura que a terceira parte da profecia de Fátima ainda não terminou e continua viva”.

O El Mundo, por seu lado, pôs em destaque uma das frases do Papa: “A cultura dominante apresenta um estilo de vida baseado na lei do mais forte e nos benefícios fáceis”.

O jornal francês Libération optou pelo título: “Bento XVI em cruzada contra a pedofilia", para a qual “até a Virgem é chamada a dar a sua contribuição”.O jornal francês refere que “Bento XVI sugeriu que o 'terceiro segredo' não era apenas o atentado contra João Paulo II em 1981, mas também os 'sofrimentos da igreja' provocados pelos escândalos sexuais no clero e a 'lei do silêncio' da hierarquia”.