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Três associações LGBT vão receber 37 mil euros do Estado para apoiar vítimas de violência

Foto de Anna Escobar

Associação Plano i, Casa Qui e ILGA Portugal vão receber apoio financeiro da Secretaria de Estado para a Cidadania e Igualdade para apoiar as vítimas de violência, de crimes de ódio, de bullying ou de discriminação. A verba é proveniente da percentagem de exploração de jogos sociais que destina às áreas da juventude e do desporto, da cultura e da igualdade de género.

As cartas de compromisso foram assinadas esta manhã em Matosinhos na presença de Catarina Marcelino, Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, a deputada Isabel Moreira, Sofia Neves presidente da Associação Plano i, Rita Paulos directora executiva da Casa Qui e Ana Aresta vice-presidente da ILGA Portugal.

As associações em causa já desenvolvem trabalho na área do apoio às vítimas de violência por LGBTfobia e poderão agora com este financiamento reforçar actuais projectos ou criar novos.

A Plano i irá dispor de uma equipa para dar apoio psicológico, social e jurídico a pessoas vulneráveis devido à sua orientação sexual e identidade de género. A partir de Dezembro haverá uma equipa multidisciplinar que poderá articular respostas com outras entidades. O projecto terá o nome de Centro Gis, em homenagem a Gisberta Salce Júnior, assassinada há dez anos, no Porto.

A Casa Qui irá continuar a dedicar-se a jovens entre os 16 e os 30, e a situações específicas de abuso, como violência no namoro, comentou a directora executiva Rita Paulos. "Queremos que nos peçam ajuda sem medo", afirmou ao JN.

Em Lisboa, a ILGA já dispõe do Centro LGBT, de um serviço de aconselhamento psicológico, de um departamento jurídico e de uma linha telefónica encaminhando sempre que necessário as vítimas para associações como a APAV.

“A criação do Serviço de Apoio a Vítimas LGBT (SAV LGBT) vem reforçar o compromisso do actual governo na identificação e no combate à violência e aos crimes de ódio contra as pessoas LGBT e permitirá à ILGA Portugal melhorar a sua estrutura de acolhimento e encaminhamento de pessoas em situação de sofrimento, trabalho que tem sido levado a cabo com escassos recursos financeiros e com uma equipa bastante reduzida”, explica Ana Aresta, Vice-Presidente da Direção da ILGA Portugal. Esta associação quer ainda desenvolver um fórum para técnicos adquirirem competências adequadas para lidarem com as especificidades da população LGBT. O ano passado foram recebidas por esta associação158 denúncias de crimes ou incidentes de violência. Um quinto das vítimas tem menos de 18 anos. 

Os acordos hoje assinados são anuais, renováveis, e cada associação vai receber 37 mil euros confirmou a secretária de Estado da Igualdade "Não se trata de um projecto-piloto, entendemos que a população LGBT vítima de violência e discriminação deve ter uma resposta apropriada", afirmou. 

 

Foto de Anna Escobar