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Vicente Alves do Ó traz-nos as “Variações, de António”

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O realizador, argumentista, escritor, dramaturgo e encenador Vicente Alves do Ó traz-nos “Variações, de António”, um monólogo sobre António Variações. Caberá ao actor Sérgio Praia a árdua tarefa de encarar o revolucionário cantor. A peça irá estar em cena na sala do Teatro Estúdio Mário Viegas do Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa, de 24 de Junho a 10 de Julho.

 

António Variações, o maior ícone gay português, já teve quase para ter direito a um filme, que deveria ser protagonizado também por Sérgio Praia, irá agora passar para os palcos. O espectáculo estará em cartaz na sala do Teatro Estúdio Mário Viegas de quarta-feira a Sábado às 22h e domingo às 17h30 de 24 de Junho a 10 de Julho 2016. Uma co-produção entre a Buzico! Produções Artísticas e o Teatro Municipal São Luiz.

 

VdA_VAdO_6.jpgSinopse:

Lisboa, 1983. Uma tarde chuvosa de Dezembro. Uma barbearia no centro da cidade. Um homem doente. O monólogo “Variações, de António” acompanha o cantautor e barbeiro durante um dia da sua vida, um único dia. Entre as primeiras horas da manhã e as primeiras horas da noite, António habita o seu espaço primordial na sequência duma febre procura ocupar o tempo com a composição das novas músicas para o segundo álbum de originais, as memórias da sua vida e da sua inspiração, os telefonemas dos amigos, as batidas à porta, tudo num contexto singular onde as várias vozes que o compõem multiplicam-se através das histórias, dos episódios, das recordações, da inquietação, do futuro e da música.

No espaço da barbearia, António é o artista total e o homem simples, o provinciano e o futurista, o filho da terra e o exercício pleno da modernidade lisboeta que nos anos 80 começa a transformar uma sociedade cheia de vontade de transgredir e mudar. De Braga a Nova Iorque, quer ser o país inteiro com o mundo lá dentro. Entre a realidade e o sonho – entre a clareza e a febre, revisita-se na sua totalidade, desde o nascimento, desde a infância no campo, até à sua própria ideia de morte e ressurreição. António, o homem, o artista procura-se através da música, através do amor, através das origens. Inventa-se. E nessa tarde chuvosa de um dia de Dezembro, uma gripe sem razão e uma razão sem futuro, António é absolutamente o que sempre foi: um homem só diante da sua própria música e da sua própria demanda: a liberdade.

Mais do que uma homenagem, esta peça é uma revisitação à vida de um homem e dum tempo que já fazem parte da mitologia portuguesa.

 

Luís Veríssimo