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Viseu prepara-se para realizar Marcha do Orgulho LGBTI

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O colectivo LGBTI+ Viseu está a convocar uma reunião para dia 14 de Julho com vista a organizar uma marcha na cidade no início do próximo mês de Outubro.

 

“Viseu vive na sombra do não existo, do não vejo e do não quero ver há tempo demais. Por isso vamos sair do passeio como tantos dizem e vamos tirar Viseu do armário. Como tal convocamos todos os interessados em participar nesta marcha que se juntem a nós numa reunião aberta […] e tragam as vossas ideias, os vossos planos, as vossas experiências e o vosso apoio para que em Outubro o Já Marchavas seja uma grande marcha em Viseu com gente no passeio apenas porque a estrada será pequena para tantos”. É este o apelo que a organização da próxima Marcha do Orgulho LGBTI de Viseu está a fazer.

A ideia de criar a primeira marcha de Viseu surgiu após verificarem a existência de várias marchas noutras cidades para além de Lisboa e Porto, disse ao dezanove.pt uma das responsáveis pela iniciativa. “Tem havido marchas em Vila Real, Braga, Bragança… Temos realizado algumas festas de angariação de fundos em bares da cidade para e nos próximos dias 20, 21, 22, 28 e 29 de Julho lançaremos um ciclo de cinema LGBTI no espaço Carmo 81”.

 

Manifestações  contra a homofobia na cidade remontam a 2005

Recorde-se que em 2005 o país despertou para um caso de homofobia ocorrido em Viseu. Um homossexual  de 30 anos apresentou uma queixa na PSP de Viseu alegando ter sido ameaçado e injuriado quando se encontrava com colegas no centro da cidade. Foram identificados cinco homens e duas mulheres, entre os 20 e os 30 anos, suspeitos desses actos.  Na altura Pedro relatou que teve uma pistola apontada à cabeça, recebeu ameaças de morte e teve a casa vigiada. O caso aconteceu em Fevereiro, na altura, o jovem lembrou que os agentes da PSP se riram perante as suas queixas. Três meses depois o jovem assumiu a sua identidade publicamente numa manifestação que reuniu cerca de 300 pessoas oriundas de todo o país e que levou até Viseu 14 associações de defesa dos direitos das pessoas LGBT. Pedro Russo, o jovem alvo de homofobia, declarou: "Hoje não posso ter medo, não vou deixar de andar na rua" garantido "sinto-me feliz, por ter tanta gente que me apoia".  Visivelmente nervoso e emocionado agradeceu e fez um apelo aos pais, "sobretudo às mães", de Viseu: "Dêem apoio, carinho, aos filhos, é muito triste viver escondido. Nós não pedimos para ser homossexuais".

 

Se quiseres  contactar o colectivo LGBTI Viseu podes fazê-lo através do mail lgbtiviseu@gmail.com

 

Fica a par de todo o calendário de eventos LGBTI em Portugal em 2018 neste artigo: www.dezanove.pt/calendario-lgbti-de-portugal-2018-1140809