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A situação das minorias em Portugal

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Portugal um país que defende as causas, com governos que vêm consecutivamente a proclamar a defesa dos direitos das minorias, a sua protecção, quer através de decretos de lei, quer através de discursos que avaliam o estado de protecção das mesmas. Portugal é também o país cujos governos, no passado, não nos deram direitos proferidos como básicos, universais e garantidos. Tudo, até os Direitos das pessoas LGBTI+, podem ser efémeros.

Vivemos num mundo no qual estamos constantemente entre ameaças e discursos de reforço e apoio. Então, nessa mesma perspetiva, para onde deveremos olhar? Para um país que nos protege, ou que diz que nos protege, ou para uma sociedade, para um mundo, cada vez mais perigoso para a nossa existência?

Vivemos num mundo no qual estamos constantemente entre ameaças e discursos de reforço e apoio. Então, nessa mesma perspetiva, para onde deveremos olhar? Para um país que nos protege, ou que diz que nos protege, ou para uma sociedade, para um mundo, cada vez mais perigoso para a nossa existência?

Deveremos questionar o nosso país sobre o rumo que está a adoptar para o seu futuro, e para sua constante aproximação e subordinação a instituições como a União Europeia, que perpetua uma defesa e protecção constantes para as minorias, mas que depois nada faz, afirmando que não possui poder legal, administrativo ou sequer político para nos defender quando mais necessitamos? Afinal para onde devemos olhar? Para quem, nós comunidade LGBTQIA+, deveremos-nos apoiar ou receber apoio? Para quem, as minorias étnicas, deverão olhar, pedir apoio se possuímos um país completamente dividido nas opiniões e até direitos universais?

São tantas as questões que possuímos, mas tão poucas respostas que recebemos do nosso governo, que nós o povo, elegemos. A nossa representatividade está cada vez mais em causa. Vivemos no século XXI, um século inovador, que luta pela sua existência no meio de tantas catástrofes a surgirem e mancharem a sua pequena reputação. Elegemos deputados, para nos representarem. Mas como é que um parlamento nos representa, se nos está constantemente a ameaçar? Novamente, mais questões que nunca terão respostas, pois o que Portugal mais faz, é começar uma resposta bem elaborada que a nada responde e que nada assume de importante ou crucial a defender.

Sou um jovem a escrever esta opinião, que muitos vão concordar ou que muitos vão discordar. Sou um jovem que não vê um futuro na sua vida. Os anos que se encontram pela frente serão, efectivamente, os mais difíceis que este pequeno século já enfrentou. Falamos de precariedade constante a todos os níveis, quer em todas as classes, principalmente à classe pobre. Obviamente afectando desalmadamente, ainda mais, se possível, as minorias. Encontramos uma tão falada, discutida, desbravada e conhecida ascensão de movimentos de extrema direita no nosso país -  que novamente, se discute, responde, mas que de forma concreta nada se faz ou por vezes até se reage a situações no qual estes movimentos orquestraram momentos de terror em solo nacional. Encontramos um futuro no qual poderemos e certamente iremos registar, movimentos migratórios em massa, motivados pelas alterações climáticas.

São tantos os acontecimentos que nos afectam, que o nosso futuro praticamente não existe. Não existe, no geral, na população jovem adulta, de construir um futuro digno, fruto do seu árduo trabalho. Não existe esperança num mundo que todos estamos a destruir lenta e progressivamente.

A pequena conclusão que se pode tirar de uma pequena análise de uma pessoa que irá sofrer e de que sofre com as consequências de gerações passadas, como também da actual, é que deveremos lutar, sair às ruas, protestar, ameaçar os nossos governos. Afinal, mesmo nas piores situações o povo é quem mais ordena. E, portanto, se queremos um mundo para nós, um futuro para nós, não pedimos, demandamos!

 

João Pedro Oliveira, estudante universitário