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Nem na mata se encontram histórias assim

André Murraças encena novela homo-erótica de Mário de Sá-Carneiro

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É a primeira vez que a novela "A confissão de Lúcio" é levada a palco, numa adaptação e encenação de André Murraças.

O encenador e também cenógrafo, figurinista e dramaturgo é o responsável pela adaptação do texto de 1914 que Mário de Sá-Carneiro escreveu e que estará agora em cena na Black Box do Centro Cultural de Belém, nos dias 12, 13 e 16 de Novembro, às 19h.

"A confissão de Lúcio" conta a história de um triângulo. Uma história de amor, obsessão, loucura e suicídio. Um crime fantástico, sexual, anormal. Lúcio aproxima-se de Ricardo que é casado com Marta, que se aproxima de Lúcio. Há quem diga que Ricardo é Lúcio numa projecção que o autor faz de si. E que Marta será a ponte entre eles. Mas será Marta real? E quem morre no fim?

Sejam as personagens quem realmente forem, este é um texto claramente estranho, desafiante de colocar em cena. Uma inusitada incursão pela mente humana, entre a Lisboa dos cafés literários e a Paris boémia, numa espiral decadente. Com mais de um século, não deixa de ser inovador o tratamento que faz de temas como o género, a sexualidade e a arte.

O espectáculo adapta o texto e segue-o quase por completo, dando palco a uma verdade inverosímil, como nos diz o protagonista. O público terá de a aceitar assim mesmo. Sá-Carneiro matou-se com apenas 26 anos. Já nessa altura terá descoberto que somos outros dentro das nossas cabeças e que as consequências disso podem ser fatais.

Mais informações e bilhetes aqui.