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António Botto: O primeiro poeta português a abordar o amor homossexual

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A RTP2 estreia esta terça-feira, 19 de Março às 23h25, o documentário “À procura de António Botto”, dedicado ao primeiro poeta, contista e dramaturgo português a abordar o amor entre homens. 

Este documentário sobre António Botto, filmado entre Portugal e Brasil, “parte em busca da vida e obra deste autor fundamental da literatura portuguesa que cultivou,  de forma subtil, mas explícita e desembaraçada, a expressão homoerótica”, destaca a RTP. O documentário é da autoria de Margarida Almeida Bastos, com realização de Cristina Ferreira Gomes.

António Tomaz Botto nasceu a 17 de Agosto de 1897, em Casal da Concavada, no concelho de Abrantes. Considerado um escritor “maldito” para o regime de Salazar, ‘Canções’, o seu livro mais conhecido, foi editado pelo amigo Fernando Pessoa, mas acabou por ser retirado das livrarias e apreendido. Botto viveu em união de facto com Carminda Rodrigues, viúva nove anos mais velha. O poeta exilou-se no Brasil, depois de ter sido despedido do seu emprego de escriturário no Arquivo de Identificação, em 1942. Morreu no Rio de Janeiro, em 1959, atropelado por um camião em Copacabana, com 61 anos.

Nos últimos meses a obra de Botto tem ganho uma nova visibilidade. A editora Assírio & Alvim reuniu em livro a sua poesia, entre 1921 a 1959. Anna Klobucka, investigadora e professora no Departamento de Português da Universidade de Massachusetts Dartmouth, escreveu “O Mundo Gay de António Botto”. "[Botto teve] um papel sem precedentes na língua portuguesa mas também a nível europeu e até global. Foi alguém que não escreveu apenas, mas que publicou, que colocou em circulação aberta, em livrarias, ao acesso de toda a gente, poesia homoerótica extremamente directa e límpida, sem rodeios, sem véus, sem dissimulações”, explicou Anna Klobucka, ao Observador aquando do lançamento de "O Mundo Gay de António Botto". “Foi alguém que não escreveu apenas, mas que publicou, que colocou em circulação aberta, em livrarias, ao acesso de toda a gente, poesia homoerótica extremamente directa e límpida, sem rodeios, sem véus, sem dissimulações. Não há como perceber mal ou como não perceber — não há discurso codificado, está tudo lá”, destacou a investigadora.