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Nem na mata se encontram histórias assim

Ao olhares as curvas da tua realidade

Ao olhares as curvas da tua realidade,

 

Parece hoje, neste dia abraçado por um sol saudosista,

Que nada importa mais.

E que mais poderia importar?

Tu estás, afinal, envolto em ti, apenas.

E não queres saber mais do bem ou do mal,

Do que está certo ou te parece errado.

Queres saber de ti, e queres abraçar-te, por fim,

Num mundo que já não te abraça.

Soubeste sempre que, quando estivesses mal,

Terias o consolo de uns braços quaisquer.

Já não é esse o mundo onde existes.

Tudo se tornou superficial e distante.

E essa distância que a princípio não incomodava o mais comum entre nós,

Agora grita a cada nascer da manhã.

Esperas algo? Procuras algo?

Não te posso dizer que o vou fazer mais por ti.

Compreendes porque não sou mais capaz?

Porque também não me vou dar ao trabalho de explicar.

Esta é a tarde em que terás que ver, 

Por ti mesmo,

Que não quero saber de mais nada para além de mim.

E quando, nas corridas pelas ruas,

Vejo os outros ainda preocupados com algo mais pequeno que isso,

Mais pequeno que eu,

Já não quero saber mais. Que se dane, ou que se foda.

Sim, que se foda. Porque não quero saber mais, não me preocupo mais,

Não quero ser mais.

Estás por tua conta. Estamos todos.

 

João 

 

Este texto é ficção e pertence ao projecto Voz Arco-Íris.