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Bandeiras e máscaras contra a homolesbobitransfobia em tempos de covid-19

Junta de Freguesia Misericórdia Lisboa Homofobia

A Junta da Freguesia da Misericórdia, em Lisboa, não deixou de assinalar o Dia Internacional contra a Homolesbobitransfobia, 17 de Maio, hasteando a bandeira do arco-íris na sede da freguesia e recorrendo a máscaras arco-íris feitas pela transformista Jenny Larrue, que trabalha habitualmente no Finalmente Club, fechado em tempos de covid-19.

A conhecida Junta de Freguesia mais arco-íris de Lisboa decidiu manter o hastear da bandeira colorida LGBTQI+ para assinalar o Dia Internacional contra a Homolesbobitransfobia. A presidente da Junta, Carla Madeira, refere que “a luta pela igualdade nunca pode ficar confinada”, numa altura em que muitas pessoas da comunidade estão a passar privações. Sobretudo os trabalhadores e trabalhadores dos bares e discotecas, lugares de socialização e cultura da vida LGBTQI+ de Lisboa.

“A luta pela igualdade nunca pode ficar confinada”

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Presentes na cerimónia organizada pelo executivo da Junta, e mantendo o distanciamento social, estiveram os grupos parlamentares do CDS-PP, com Duarte Nuno Vasconcelos, do PS, Eunice Gonçalves e André Soares em representação do Bloco de Esquerda. A ILGA Portugal fez-se representar por João Valério e Carlos Sanches Ruivo e José Marquina pela Associação Variações. Na rua e a assistir a este momento simbólico alguns dos fregueses que têm colaborado com a Junta na promoção e difusão de acções afirmativas da comunidade como André Teodósio, do Teatro Praga, e o artista plástico Vasco Araújo.

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Para além da bandeira distribuíram-se máscaras com as cores do arco-íris feitas pela transformista e drag queen Jenny Larrue. Em conversa com o dezanove.pt, Jenny referiu que “não havia nada com a temática da bandeira e a encomenda da Junta de Freguesia foi uma forma de ganhar alguma coisa”. Este pedido da Junta foi uma forma de ajudar uma comunidade que está a passar por algumas dificuldades. Carla Madeira destaca que “muitas das pessoas com empregos precários são da comunidade LGBTQI+, portanto precisam de ser apoiadas a níveis vários”. Agradecendo a rapidez da resposta, Carla Madeira sublinha que a solidariedade deve ser reforçada em tempos de pandemia “quando soubemos que ela estava a fazer as máscaras decidimos fazer uma encomenda de forma a ajudar e também assinalar este dia de luta”.

“Muitas das pessoas com empregos precários são da comunidade LGBTQI+, portanto precisam de ser apoiadas a níveis vários”

 

Para quem quiser encomendar as máscaras nada melhor do que consultar a página do Facebook Costuras da Queli, onde estão todas as indicações para a aquisição deste novo acessório, que se junta à bandeira arco-íris. Para Jenny Larrue fazer estas máscaras foi a alternativa possível em momentos de grande dificuldade, já que os espectáculos de transformismo estão suspensos. Apesar de não ser saudosista, refere que o sistema não garante segurança social àquelas que todas as noites alegravam a comunidade com as suas performances. “Gostava de estar a trabalhar para ter a minha independência, mas enquanto não é possível farei as máscaras para continuar a sobreviver”.

 

Noé João

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